Conveniência
Olhares repletos, corações ocos,
Emoções e sentimentos disfarçados
Pela conveniência da falsa modéstia.
Não vivem, apenas vagueiam
Na penumbra da carência e das mentiras
Que enraízam-se em sua essência,
Onde jaz a alma, ou será que jaz?
Na vida, são meros recipientes.
Se você mantém uma pessoa na sua vida por conveniência. Deixe-a ir. Não responda por obrigação. Na vida pessoal, no trabalho. Deixe-a ir. Não finja que se importa. Não dê o mínimo de atenção apenas para mantê-la ali. Deixe-a ir. E se você se importa. Se quer tê-la ali. Demonstre. Deixe-a saber.
A esperança não é uma porta que se abre e fecha de acordo com a nossa conveniência ou com o momento em que estamos vivendo. Ela é a janela que sempre está aberta e, mesmo que a poeira entre por ela, a luz da esperança nos fará acreditar em dias melhores, num novo amanhecer.
A religião, ao longo do tempo, trocou o valor da sabedoria pela moeda da conveniência — nivelou o saber por baixo para manter o controle por cima. O que chamam de loucura, talvez seja apenas lucidez demais para um mundo que prefere sonhar acordado.
"ESCOLHA o que REALMENTE é IMPORTANTE para a sua VIDA.
O RESTO, é CONVENIÊNCIA disfarçada de PRIORIDADE."
*Já fui plano B.*
Já fui a escolha de conveniência.
Aquele alguém que estava ali, sempre por perto, sempre disponível… mas nunca o suficiente para ser prioridade.
Fui o “e se não der certo com outro alguém”, o “só hoje”, o “você entende, né?”.
Fui o ombro amigo, o porto seguro, o consolo,mas nunca o destino final.
Fui plano B de quem nunca teve coragem de me colocar no centro.
De quem me queria por perto, mas não ao lado.
De quem dizia que eu era especial, mas só quando era conveniente.
De quem me procurava quando o mundo desabava, mas sumia quando o sol nascia.
E por muito tempo, aceitei.
Aceitei migalhas achando que era banquete.
Aceitei silêncios como se fossem respostas.
Aceitei ser metade, quando eu sempre fui inteiro.
Hoje, não mais.
Hoje, entendo que não nasci pra ser opção.
Não sou rascunho de ninguém.
Não sou pausa entre capítulos.
Sou história completa , e mereço ser lido com atenção.
Aos que me tiveram como plano B: obrigado.
Vocês me ensinaram o valor de ser o plano A de mim mesmo.
A verdade é como uma lâmina: corta, expõe, incomoda.
Ela não se curva diante da conveniência, não se veste de máscaras para agradar.
Mas, paradoxalmente, aquilo que deveria libertar é muitas vezes tratado como vergonha.
A multidão prefere o conforto da ilusão.
Abraça a enganação como quem abraça um cobertor quente em noite fria.
A mentira embala, acalma, anestesia.
A verdade, ao contrário, exige coragem, exige postura, exige que se olhe no espelho sem filtros.
E então surge a pergunta:
De que vale a verdade, se tantos se ajoelham diante da mentira?
Vale tudo.
Porque a verdade não precisa de aplausos, não depende da aceitação da massa.
Ela é soberana, mesmo quando rejeitada.
Ela é luz, mesmo quando todos escolhem caminhar na escuridão.
A multidão pode rir, pode zombar, pode tentar sufocar.
Mas a verdade permanece.
E quem a sustenta, mesmo sozinho, carrega um poder que nenhum engano pode destruir.
✍️: A diferença entre o bonzinho e o generoso é que o bonzinho, muitas vezes por conveniência, vira bobo, se aproveitam dele e o desrespeitam, já o generoso sabe a hora certa de ajudar e é respeitado.
Quando o poder troca a ética pela conveniência, a democracia deixa de ser escolha consciente e passa a ser apenas hábito de sobrevivência.
Aldemi E de Matos
Infalível
Os dias caminharam sozinhos, apenas por conveniência,
O passado neste momento parece o melhor lugar para montar a cabana e se proteger das chuvas torrenciais,
As tuas fotos no celular gritam mais alto do que menino quando está apanhando da mãe,
Aquilo que é indisponível tornou-se comum nos dias a frente em que fiquei pra trás,
Aqui no passado eu não sou invisível, e isso tem sido infalível para afastar as ilusões dos meus caminhos.
