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Conto Amor de Clarice Lispector

Cerca de 96264 frases e pensamentos: Conto Amor de Clarice Lispector

Em um final de semana, o pai e sua filha estavam muito cansados porque foram em muitos lugares, como parques e etc.. Então já bem tarde, chegaram em casa, e o pai mandou sua filha ir dormir, porque no dia seguinte teria aula.
O tempo se passou e o pai ficou ate de madrugada resolvendo negócios de seu trabalho, perto das 3 horas da manha, ele escuta sua filha gritando do quarto chamando-o, chegando la viu sua filha na cama, com lagrimas escorrendo em seus olhos e olheiras em sua face, como se tivesse passado noites acordada, então ela resmunga, "á algo de baixo da minha cama" então o pai fala, "calma minha filha, não á nada de baixo de sua cama, mas o papai vai verificar!", então quando ele se abaixa, ele ve sua filha de baixo da cama agarrada com seu ursinho e diz, "papai, á algo em cima da minha cama"...

Perfil do Autor: https://www.facebook.com/carlos.gabriel.9250?fref=ts

Inserida por Marcospederssetti

Vou te falar o que sempre falo para alguns dos meus amigos:
Só evite se magoar.
Evite o desnecessário.
Evite as expectativas.
Evite as ilusões negativas, mas ame as ilusões que só te fazem bem!
Viva o momento, mas não seja escrava do momento.
Quando se investe em qualquer relação, a coisa mais importante, é está atento e consciente. No mais, tudo brota.
Depois é só esperarmos pra ver se a colheita vai nos trazer bons ou maus frutos. E apesar de esperarmos o melhor, sempre tem a porcentagem de danos. Afinal, vivemos fora dos contos de fadas.

Inserida por MirlaSantos

Meu coração está cheio de dúvidas...
Será que de entregar ele pra alguém que nunca toquei, cheirei, senti...
Esse medo de me machucar está me corroendo por dentro. Acredite, nunca mais tinha perdido o sono por ninguém,
Qual mulher não quer se sentir desejada, necessária, respeitada, amada?
Com você eu me sinto assim...
E é tão bom quando esse sentimento é recíproco...
Por isso esse meu medo todo...
Porque toda mulher quer um conto de fadas...
Mas todo conto de fadas tem um príncipe e tem uma bruxa má...🤦🏼‍♀😰

Inserida por silvialiege

A Besta

Era domador de sua besta interior: não reagia às carícias do padastro bêbado, aos colegas o surrando na saída da escola, aos gritos do sargento no quartel, às reclamações da esposa, ao chefe, ao mundo. Por fim, encostou um cano prateado na têmpora esquerda. A besta voou como borboletas vermelhas.

Inserida por thiagoluz

Uma Aventura Chamada Livros

Desde de pequena algo nas palavras escritas me chamava atenção, minha mãe lia pra mim os contos de fadas, e eu entrava na história , hora como um personagem que lutava com os heróis , hora como um narrador distante observando toda aquela trama.

Fui crescendo e conhecendo novos autores novas histórias, novas aventuras cada uma mudava meu mundo e meu modo de ver a vida.Sou uma aventureira em busca de novos lugares que exijam a minha presença, busco nos livros os tesouros escondidos para distribuir para as pessoas.

Nessa minha jornada já vivi em varios séculos em varios lugares do mundo, já fui vampira, bruxa, dama, princesa, amazona e por ai cai, mas o mais importante é que fui a mim mesma pois muitas vezes um livro se torna um espelho de nossa alma.

Embarque em uma aventura sempre que puder, as palavras podem salvar as pessoas, levar conforto, entreter ou simplesmente contar uma história.

Livros são um manifesto da mágia nesse mundo, eles são os portais para um novo mundo.

Embarque em uma aventura!

Inserida por aruom_fenix

Um passado olvidado

Este é um fato verídico e sua narrativa advém de um homem com a mente senil, dotado de imaginação obsoleta. Não há em nenhum ponto de sua memória, resquícios das lembranças de sua juventude, no entanto evidencia o total desterro de suas recordações. A narração será, naturalmente lenta e compassada, pois com o passar dos anos o indivíduo extenua e perde toda a sua inerente diligência. O estranho neste enredo é que em nenhum momento lhe faltará decoro, pois o assunto em questão é peculiar e se afeiçoa a hombridade do narrador. Ao engajar o seu início, em momento algum deve ser interrompido, pois uma abrupta intervenção fará com que os corredores de sua mente se entrelaçam, pondo em risco a retidão de suas recordações. O motivo de todo esse desvelo é para com a integridade do palestrador, pois um pequeno vislumbre em sua atenção descarrilará a locomotiva dos trilhos de suas memórias, pois ministrar o seu relato é atribuir valores ao fenômeno imêmore de um passado olvidado.

Inserida por Paulo-Santana

No Recanto Abandonado

O sol ardido no meio da tarde pulsando sobre a cabeça despreocupada de quem anda pela secura do chão como se fosse um carneiro. Um caminho aleatório tomado em meio à grande planície vasta carente de vegetação, perdida entre serras e serrado, sob o céu azul sem nuvens estalando o capim marrom, que se mistura ao vermelho do chão qual o vento sopra poeira no horizonte camuflado pela distancia.
A boca seca, sedenta por um gole d'água, seca cada vez que o cigarro de palha é tragado insaciavelmente para dentro dos velhos pulmões batidos dependurados entre as costelas salientes da esguia figura andante. Muito ao longe ouve-se o ar calmamente balançando a fantasmagórica dimensão de terras infindáveis que estendem-se preguiçosas por quilômetros trazendo o som de alguns insetos perdidos e pássaros solitários á caçá-los.
Embriaga-se de espaço, de tempo e altas temperaturas. Cambalea-se pisando sobre as pedras soltas, esqueletos de outras terras, outros tempos. Vê turvamente uma sombra dançando à frente, uma pequena árvore avulsa tomando o eterno banho de sol do verão sem fim no mundo esquecido onde ninguém vai. Sentindo-se convidado a sentar-se à sombra, automaticamente tira mais um pouco de fumo e vai enrolando mais um longo palheiro, que é apetitosamente devorado em seguida.
Junto ao estreito tronco, sentado, magro, fumegando um rastro de fumaça aos céus, pensa que é capim, enraizado no solo árido onde nem rastos vingam. Como toda rara vegetação do lugar, deseja água, olha para o céu e não consegue ver nem uma nuvem, fecha os olhos e tenta apalpar as profundezas do chão, estica suas raízes até onde consegue alcançar, mas nada encontra. Torna a olhar para o céu, e fita a vastidão azul tão infinita e inacessível quanto a terra estendida ao longo das distancias incontáveis deste lugar nenhum.
O entardecer vai esfriando e entristecendo o coração de mato do pobre sujeito que adormece em meio a ventania que sopra areia sobre suas pernas como se fosse o coveiro dos sertões misturando-o, transformando-o em rocha, levando o pó de sua existência a se espalhar para além de onde se possa juntar. Adormecido, não vê a noite seca chegando aos poucos, matizando o céu profundo que se escurece atrás das cortinas de poeira.
Sonhando tão profundamente quanto suas raízes de capoeira, entra em contato com o pequeno grupo de plantas ao seu redor, aos poucos sintonizam-se e passam a relembrar das chuvas passadas, do alvorecer umedecido, do frescor da noite, das flores e dos pássaros. Logo protestam contra o clima, pois engolem seco o passar dos dias ouvindo chover nas serras ao horizonte na espera de que o vento traga algumas gotas, e morrem aos poucos pelo castigo da insensibilidade da natureza com aquele vasto recanto abandonado.
Passado algumas horas da madrugada tal manifestação foi surtindo efeito, os ventos cada vez mais fortes vieram varrendo ilusões das esquecidas planícies enquanto as nuvens relampiosas jorravam feches de luz escondendo toda escuridão embaixo dos pedregulhos. Em poucos minutos a água desabava ferozmente contra o chão fazendo levantar a poeira que era lançada pelos ventos em redemoinhos dançantes num espetáculo que aos poucos tornava-se medonho. Apavorado o homem desperta com os olhos esbugalhados, cheios de areia, e num pulo deixa de ser capim e passa a ser folha, flutuando pela tempestade, esperando pousar sobre um lago, se o acaso lhe desse esse prazer. Era a última coisa que desejava, para descansar em paz no fundo da água, tornando-se barro, alga, limo esquecimento.

Inserida por crislambrecht

Um faz de conta que nada conta...
Nosso erro começa na infância, ah criança se tu soubesses!
Se tu pudesses ter uma amostra grátis aqui de fora, pediria ao Papai do Céu que nunca lhe deixasse crescer.
Aqui fora nada é tão bonito assim, na verdade chega até assustar.
Não é o país da Alice, nem tão pouco o mundo de Branca,
Aqui você percebe que nem toda dor se cura com Band-Aid, nem todo beijinho sara e quando casa não passa.
É criança, o mundo adulto é assombroso. Aqui você entende que mais dolorido que a palmadinha da Mamãe, é a agressão das palavras.
E que divertido mesmo é apenas a disputa pelo brinquedo mais novo.
Olhe pra cima pequena, veja, a crueldade das pessoas é do tamanho de tua inocência.
Se pudesses espiar aqui, tu não acreditarias, os adultos tem a audácia de transformar a pureza do sorriso em algo sarcástico, usar para machucar.
No mundo adulto minha criança, os monstros não moram mais embaixo das camas, eles se mudaram pra dentro de muita gente.
Sabe aquele tapinha nas costas pra desengasgar? Aqui é sinônimo de traição. Nem todo mundo que se aproxima é pra te ajudar.
Uma vez que aqui não tem atrás de guarda-roupa pra se esconder, colo da mamãe para chorar, quintal para correr, inocência para brincar. Aconselho-te minha criança, fique por ai por muito tempo, não tente adiantar e quando não houver mais tempo, peça a Deus sabedoria pra lidar como esse mundo tão diferente, que está acostumada a pintar.

Inserida por tabatac

A efemeridade do julgar

Manhã fria que aos poucos se aquece. Como de rotina metrô cheio. Pessoas com histórias, idades, gostos, estilos... enfim, a diversidade que há numa metrópole. Os que conseguem viajar sentados: livros nas mãos, jogos, trabalhos, pastas e um estilo próprio que toca aos seus ouvidos, hora suave, hora gritante, assim é a manhã de um paulistano.
De repente as portas se abrem, uma senhora entra...olhos amedrontados, corpo encurvado e as pernas ansiosas por um assento... ninguém levanta e nem a percebem; os sentados fecham os olhos e a ela menosprezam...ela procura o banco azul em tom claro. Logo avista uma moça, sentada no banco em que ela se enquadraria. Moça elegante e sorridente, traços de pouco sofrimento e um meigo olhar para a senhora que ali permanecia.
Um senhor já grisalho, ao ver tamanha frieza logo exclama: "já que os jovens não se levantam...assenta neste banco minha senhora...". A moça ergue a cabeça e avista os olhares de reprovação. Sorriu e novamente a seu livro se fixou. E na longa trajetória a ela todos olhavam...
Na penúltima estação um jovem rapaz se aproxima, com duas muletas e pernas saudáveis. O Rapaz elegante da moça se aproxima, e a entrega seu apoio e as muletas que nas mãos trazia. Todos pasmos. Quem diria? Aquela meiga moça uma de suas perna já não possuía...

Inserida por ThatySousa

LINHAS E TONS

Num dia ensolarado, concentrada, caderno, caneta e meu pássaro, uma criança se aproxima: "Para quem escreve? Quantas rimas!" São os olhos vivos e interrogados de quem pouco aprendeu da vida, que palavras são força e coração.
"Palavras complexas e bonitas, parece que até as sábias rimas ganham coerência e coesão. Foi destarte que aprendi, no primário lá na roça, que ir à escola gastava horas", assim dizia certo ancião.
Para um filósofo que conheci, são tons coloridos em versos e linhas, palavras que expressão amor e sentimentalidade, que alguém sensível redigiu. Parece-me que alguns jovens as desdenham, marcando neles uma vida efêmera e que a esperança se apagou...
Já o artista ao lê-las interpreta em canção, teatros, romances ou ficção, o roteiro simples de palavras humildes, para aqueles que por meio da performance, conseguem ver a intensidade dessas LINHAS E TONS.
As frugais palavras mencionadas são versos em estrofes ou escorridos, que alguém sensivelmente compôs. São versos que a criança apreciou, muitos jovens não entenderam, o ancião compreendeu e o filósofo analisou. Nesses tons e linhas, os chamamos de POESIA um gênero literário em harmonia sem nenhuma métrica rígida, que na liberdade do artista, despertam sentimentos, lembranças, saudade e amor...Eis a POESIA!

Inserida por ThatySousa

O Último Toque

Capela entreaberta, credência posta, ambão entornado em verde e o lecionário aberto! Liturgia em tempo comum e a rotina diária de um grande hospital com sua complexidade: muitos doentes, familiares em oração, religiosas preparando a celebração, o terço deslizando nas mãos com petições e meu violão ao lado, esperando o momento certo de ser tangido.
O sacerdote se aproxima. Uma religiosa se levanta para acender as velas e enunciar o primeiro comentário da celebração e suas intenções. Pego meu violão e já anseio pela penúltima melodia, a única que consigo enternecer com facilidade. Ainda estou aprendendo!
A celebração se inicia. Durante a procissão de entrada, sinto que alguém fixou os olhos em minhas mãos. Pergunto-me: “será que estou tocando errado?”. A celebração prosseguia e o olhar daquele moço continuara inarredável. E aos poucos o jovem rapaz de banco em banco se aproximara lentamente.
Fiquei pormenorizando cada passo de sua aproximação. Já estava no ofertório, momento de entrega e concentração, quando vem ao em minha direção com um pedido insólito: “Por gentileza, posso tocar a música da comunhão?”. Logo me enraiveci. Era a minha música preferida! Levantei-me e fui ao encontro da religiosa responsável no intuito da não aceitação desse pedido esquivo. A irmã, já anciã, com o olhar compenetrado disse-me: “Deixe-o tocar!”.
A missa prosseguiu. Momento eucarístico. Enciumadamente, entrego-o meu violão. Para nossa surpresa, ele tocara maravilhosamente cada nota, numa harmonia que chegara ao coração. Mãos que tocavam divinamente e olhos em lágrimas que não pareciam ter fim. Questionei-me tamanha emoção, mas senti que vinha consigo uma dor inexplicável. Terminando aquele momento rico e divino, devolveu-me o violão com um sorriso satisfeito, porém senti que ainda havia uma dor imensurável naquele olha.
Após a benção final, como de costume, comecei a guardar os instrumentos musicais. Aquele moço que me surpreendera já havia se retirado. A religiosa anciã veio-me ao encontro e disse-me algo que jamais esquecerei: “sabe aquele moço que lhe pediu o violão? Eu permiti com que ele tocasse e vivesse aquele momento único, pois seria seu último toque”. Perplexo a questionei sobre o estranho “último toque”. Ela olhou-me, já lacrimejando, respondeu-me: “Nesse momento, ele está dirigindo-se ao centro cirúrgico e amputará o braço direito. Esse foi o seu “último toque””.

Inserida por ThatySousa

Já fazia algum tempo que ele a observava de longe, seu jeito, seus modos, tudo nela o agradava perfeitamente e ele sentia a sua retribuição, mesmo que discreta. Decidiu naquele dia que revelaria seu sentimento pra ela, descobriu onde ela morava, e durante a tarde preparou-se com zelo, passou um excelente perfume e desceu a floricultura, comprou as flores que mais achou parecida com ela, ele estava ansioso, mas não tinha dúvida. Havia orado e pedido a Deus guiasse sua decisão por longos dias e cá estava ele.
Tocou a campanhia e esperou que ela abrisse a porta, foram os 5 segundos mais longos de sua vida.
“Agora Deus me dê forças” - sussurrou ele, quando ouviu a doce voz dela dizendo: “Pois não?” Ele meio que trêmulo parou um segundo e disse: “- Bem, já faz algum tempo que venho te observando, eu havia guardado meu coração, para uma moça que pudesse merecê-lo de verdade, eu bem… não sei como dizer… bem… acho que essa moça é você.” Ele entregou as flores nas mãos dela, e a viu baixar a cabeça e não pronunciar nenhuma palavra.
Por um momento ele sentiu raiva de si mesmo, como fora tolo! Fazer tudo aquilo, vir a casa dela e dizer que lhe dava seu coração? e agora ela nem o tratara com um mínimo de dignidade, podia dizer apenas que não tinha interesse nele, e ele iria embora, mas fazê-lo de palhaço, isso não!
Ele deu um passo para traz o suficiente para ver ela levantar o rosto e perceber que uma lágrima escorria dos seus olhos. Ela correu ao seu encontro, o abraçou e disse:
“- Eu fiz uma oração e pedi a Deus que se você fosse dEle pra mim, que você viesse até aqui na minha casa com as minhas flores preferidas, rosas brancas, e aqui está você, hoje, com rosas brancas!

Inserida por bellitta

O potencial para o bem e o mal que existe em todos nós é bem expresso uma antiga "história" zen-budista.
Um samurai turbulento e arrogante desafiou um mestre zen a explicar a diferença entre o bem e o mal. O mestre respondeu, com evidente repulsa:
-Não perderei meu tempo com uma escória como você.
O samurai teve uma acesso de raiva, desembainhou sua enorme espada e gritou:
-Cortarei sua cabeça pelo insulto!
Calmamente o mestre zen declarou:
Isso é mal.
O samurai acalmou-se, compreendendo a sabedoria do que dissera o mestre.
Obrigado por sua percepção,meu bom mestre - murmurou o samurai, humilde.
Ao que o mestre zen arrematou:
- É isso é o bem.

Inserida por IranAndrade

A Flor do Asfalto 🌹

Me surpreendo quando vejo um caso impossível de
Se acontecer ,ou Pouco Provável,

uma Rosa nascer em um Asfalto de um morro , porque vemos mais é mato e sujeira não é mesmo?!
Mas uma coisa que me surpreendeu foi A onde ela Nasceu ,No canto do Asfalto,Bem Ali no Final da rua Correndo todos Os Riscos possíveis , sol , chuva ,Mas um dia Passando eu Reparei , Como uma Rosa pode nascer Assim , em um Asfalto tão forte que não parece ter fim ,depois eu parei é pensei melhor , as condições á onde ela nasceu não deixaram ela crescer melhor , mas por vontade própria ela quis assim ,Mesmo morando em um lugar onde não foi bem tratada ,ou até mesmo o seu lugar de moradia !mas Ali estava com toda Alegria,Porque sua força de vontade não ti impedia ,O segredo da vida é deixar Fluir , Mesmo que o tempo passe , ainda vai existir começo meio é fim.

Boa tarde.🌹

Inserida por john_campos_1

Então foi isso que eu ouvi quando fechei os olhos: o silêncio.
O silêncio de tudo que me era desfavorável, desnecessário. De tudo que me era contrário, oposto, adverso, vulnerável. O silêncio de um coração, que mesmo pulsando fortemente pelo abismo, não me traziam sons, apenas sensação de medo e fraqueza. O silêncio que me acalmava por dentro, cicatrizando feridas de abalos imagináveis causando pelo velho eu.
O silêncio permeava como voltas sem fim.
O silêncio nada mais era que a minha aflição agoniante de está perdido no que fui um dia e que no fundo continua existindo dentro de mim.

Inserida por harliesdhascar

Vlad

O órgão ecoa aos quatros cantos do recinto; preparo o cálice de sangue para ela, ela sorri com um olhar lascivo, desejando minha carne, pois a alma não havia. Recitando poemas sem sentido, demonstrando que é sábia, queria convencer que era mais que as demais. Querida foi Justina, aos méritos peculiares, parábolas aos ventos vorazes. Fácil de transparecer ao foco pleno de desejo, serena, transmite a sintonia mais bela e clássica de fome aos meus ouvidos. Façam a alegoria, todos estão servidos, a noite não é tão escura como costumam dizer.

Inserida por omalveso

Caçadores de Vampiros
⁠" ... guardar seus mais sombrios segredos lhes daria a força necessária para empunhar a espada da justiça nas mãos e defender seu lado humano. Mesmo que isso tivesse que fazer deles caçadores de vampiros."

Conto do livro "Lendas de Vó - O Livro dos Contos", no Wattpad
Kate Salomão

Inserida por kate_salomao

" ... ⁠temos que admitir, o medo é uma ferramenta instintiva de proteção e o mistério que envolve o desconhecido na mesma proporção intimida ... excita."

Trecho do conto "O Homem Sem Medo", no livro "Lendas de Vó - O Livro dos Contos", no Wattpad
Kate Salomão

Inserida por kate_salomao

⁠Ele esperou-a, para uma grande viagem; convidou-a, porém, ambos se distraíram com um muro que havia no caminho, sem perceberem, parte do muro levava um para uma trilha, enquanto o outro para um rio...

Desde então, já não era mais uma história de paixão e aventura, agora, tinha se tornado uma história de muros, distrações e desencontros....

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Inserida por AllamTorvic

A Nogueira e o Carvalho


Vou lhes contar uma história...
Triste,ou alegre,quem vai saber...
Uma certa gata,se escondia nos galhos de uma nogueira,sua árvore desde sempre.Ela tinha medo de sair,pois seus passeios nunca acabavam bem.Se limitou aos arredores de sua árvore, onde se sentia segura,pois fora educada a viver dentro do circulo,por conta seus instintos.Uma fera educada para ser,nem mesmo a sombra do que nascera pra ser.
Viu todas suas amigas evoluírem,tornarem-se lindas e exuberantes nas mais variadas espécies, umas com asas e outras vantagens, e ela porém presa ao chão,ao seu galho,furtiva nas folhagens...
Um dia,cansada de apenas circular,quis dar uma volta,e foi até as margens do Rio,beber e comer,quando viu algo tão inesperado,pois que a figura si afugentava qualquer um quea visse,então não entendeu porque ele não fugiu,e já desconsertada parou seus passos diante dos olhos paralisantes dele que disse:
-Oi,tudo bem?
Sua resposta foi toda atrapalhada,mas manteve sua pose,afinal todos fogem:
-Sim,obrigada.
Ele sorriu,e continuou o seu caminho,ela o dela,mas não antes de se olharem atentamente.
A expressão curiosa e misteriosa daqueles olhos não saíram mais da mente.Virava e mexia,eles a encaravam, como se olhassem além,como se vissem além dos olhos lindos profundos e tristes dela que se sentiu despida,invadida,profanada,mas muito atraída.
Ela comeu e bebeu,mas o tempo todo uma sensação de estar sendo observada.Quando terminou voltou para o seu galho.
Lá de cima,em meio as folhas,percebeu que ainda não tinha reparado a vista maravilhosa que tinha.Todas aquelas copas de árvores, umas altas,outras baixas,a passarada fazendo festa,seus olhos se abriram de uma maneira tão ampla que nada cabia no seu campo de visão.Então olhou lá, próximo a margem sob a sombra do carvalho, estava ele que também olhava para ela,coisa que ele fazia já havia algum tempo.
Os dias se seguiram,e ela mal podia esperar que eles se esbarrassem outra vez.Ela voltou no Rio,e não o viu.
Foi então,que passava por ali um rebanho,não muito numeroso,mas que iria aumentar no encontro do Rio com as águas da Cachoeira,lá estava ele,passando no meio do gado,faceiro e presunçoso,olhou para ela que também passava, sorriu como quem a desafiasse a continuar olhando,e ela cedeu aos seus instintos, não recuou,aceitando o desafio.
Aquela troca de sorrisos e olhares,durou o suficiente, até o encontro das águas, depois dali cada um tomou seu rumo.
Dias depois ele estava à beira do Rio,debaixo do seu carvalho, quando ela chegou,silenciosa,mas ele já sabia da presença dela,e tentou deixá-la mais à vontade.
-Segundo nossas naturezas, um de nós não sairá vivo desse encontro.
-Faz tempo que não me alimento.-retrucou ela com destemor.
-Eu também,entretando tenho sangue frio,posso ficar meses sem me alimentar...
-Isso não faz de você mais forte.
-Nem fraco.Te observo já faz tempo.Nunca vi uma fera tão pacata,você se segura muito, por quê? Você é linda,e se esconde?Tem um poder que poucos tem e muitos desejam.Sua natureza é livre,e não aproveita,fica deitada lá em cima,o mundo não é só o seu quintal.
Ela se assustou com o que ele dizia:
-Não sou nenhuma fera!
-Não negue quem você é!
E caminhando até a beira d'água,ele mostrou para ela um reflexo na água:
-O que vê?
-Uma onça.
-Eu vejo uma fera,presa por correntes e jaula invisíveis.Uma fera linda,cheia de um potencial desconhecido por ela mesma.-ela olhou demoradamente para o que via,de uma forma jamais vista por ela própria, encontrou a criatura a quem ele se referia,ele virou o rosto dela para ele e olhou profundamente nos olhos dela,alisou seu rosto delicadamente e continuou -tens uma beleza rara,uma pureza que nunca vi,do que você tem medo?
-Há muito não via esta fera,e é melhor que continue assim.Dessa forma não haverá estragos desnecessários, vidas serão poupadas,e todos ficarão bem.
-Menos você!-disse ele com pertinência.
-É um preço.
-Que você não precisa pagar sozinha.Liberte-se!
Olhando triste para a imagem na água, ela disse:
-Não posso,é arriscado demais,muito perigoso..
Se virou rapidamente,e num salto sumiu.
( continua)

Inserida por oncaparda