Contexto da Poesia Tecendo a Manha
No meu caminho de volta,
eu clamo pelo teu nome,
pareço doente aos olhos de quem vê,
de longe, é perceptível que não tenho mais você.
Eu emagreci,
na alma, quase desnutrição.
Eu adoeci
na mente, quase escuridão.
Eu cansei
por dentro, quase exaustão.
Eu virei pedaço de metal,
que desprende do satélite
e vaga, todo dia, em silêncio,
esperando pelo impacto.
Roney Rodrigues em "Satélite"
o amor, às vezes, é um pássaro ensaguentado, à beira da morte, que encontramos no meio da neve, e perdemos todas as dimensões de tempo e distancia pra cuidá-lo e curá-lo, impensavelmente mesmo que todo sacrifício venha a ser em vão no final…
o amor, às vezes, é uma nuvem negra que surge quando tudo o que precisamos é de chuva forte, e nem sempre nos damos conta do quanto estivemos secos e sem vida em nossas clausuras infecundas, frias e empoeiradas…
o amor, às vezes, é como despertar num domingo de manhã com a preocupação de atraso, e então nos damos conta que está tudo bem, pois podemos ficar quanto tempo quisermos, porque não precisamos sair, pois não há lugar melhor do que onde estamos…
o amor, às vezes, é tão pequeno a ponto de levarmos pra todo canto, e grande o suficiente pra que nossas vidas o orbite sem que venhamos a cair, porque o amor é como um orvalho que salva a flor, e nele se refletem o céu e todas as constelações de andrômeda.
amor é sei lá o quê e nem sei pra onde, nem como, nem bebo, nem cuspo. apenas me assusto quando chega tombando os trincos, e agarro às cegas, olho, beijo, unho, pra não deixar assim por vir e partir, porque amar também é um rasgo, um bocejo, e entender que nem sempre devemos ter por onde ir.
Em marte perdi, em mar te achei
Me prendi na tua órbita
E agora não consigo te esquecer
Você de marte com tua gravidade
Puxou e não sei soltar
Mas aos céus quando não há luz
Quando é denso como um buraco negro minguante
Sei que em nova te perdi
Então naveguei nos oceanos e estrelas
Nos rios dos sóis e das águas
Procurando teu brilho
E em mar te achei
No sono profundo da noite crescente em claro
Peço para a supernova me guiar
Pra novamente sua cheia luz alcançar
Prima, Amiga e Irmã. ♥
É aquela que ouve, que opina, que discorda, chora com você, que também ri muito com você, que briga às vezes, que te entende.
E você é assim, uma prima, amiga e irmã para mim, você se tornou uma pessoa mega ESSENCIAL para mim. E eu posso te dizer que a vida sem você não tem mais graça, não tem mais cor.
Saiba que você sempre poderá contar comigo para o que der e vier, porque prima amiga é isso, amizade verdadeira é isso, dando conselho uma para a outra, ouvindo e discordando, mas também ouvindo e concordando. Falando o que é certo, e também o que é errado!
Rindo ou chorando, você sempre será a minha melhor!
Sei que a amizade também seus altos e baixos, brigas e discussões. Mas não importa, o amor de irmã que eu sinto por você supera todas as brigas!
Procuro seu amor possível,
Onde o único momento que me perco minha paz,
E no desespero de encontrar sua boca.
O único momento que perco meu juízo,
É nas palavras que te digo, procurando te provocar,
para que me pegue, me segure forte,
E mostre que pertenço a ti...
Sim, te desafio.
Preciso de você assim !!!
Preciso me doar a este amor possível.
O poema das músicas, músicos e ouvintes
Costumo dizer que a música tem um poder devastador
Pode fazer você reviver o passado
Refletir sobre o presente
Pensar sobre o futuro
Pode te entristecer
Te deixar imensamente feliz
Entusiasmado, reflexivo
Passam poder, energia e força
Ou fraqueza, angústia e dor
Músicas que em raros momentos
Com o insight certo
São capazes de conectar novamente a alma com o corpo
O antigo eu, com o eu do presente, e o eu do futuro
Tão doce, genuíno, meigo, e atemporal
Embebedam a alma
Mergulham em corações e mentes
E revelam toda simplicidade complexa, porém oculta
Que podem te anestesiar e acalmar
Ou perfurar e catalisar a dor
Honesto...
Remédio sincero provindo da arte genuina
Arte em sua mais verdadeira personificação
Em poesia, poema, verso, estrofe e melodia
Músicas que tem sabor, cheiro
Possuem traços
Alternâncias, variações, oscilações
Forma, rosto, cor, vida!
Harmonia e significado
Quer saber sobre os efeitos da procrastinação?
Ouça TIME do Pink Floyd
Quer sentir uma energia pular em seu coração?
Ouça Shine on You Crazy Diamond do Pink Floyd
Quer saber o que é dedicação em recuperar um coração perdido?
Ouça The Man Who Can't be Moved do The Script
Quer aprender sobre amor verdadeiro?
Ouça Have you ever loved a woman do Bryam Adams
Ou Wave do Mestre Tom Jobim !
Quer amar ?
Ouça Wicked Games do Chris Isack!
Quer refletir? Se acalmar?
Ouça qualquer música do Chat Baker
Quer vulgarizar?
Ai entra uma opinião pessoal sobre gêneros que eu "infelizmente" não posso sugestionar
Quer saber como palavras podem simplesmente não ter nenhum significado se não acompanhadas de gestos ?
Ouça Enjoy The Silence do Depeche Mode!
Músicas para amor, desgosto, dor
Decepção, vingança, ódio, amor idealizado
Esperança! Bonança
Nesse vai e vem entre músicas e sons
Apenas lembre o seguinte....
É você quem escolhe qual música ouvir
É você quem da o play! E deixa o som rolar
Você pode tatuar aquele que idealiza sua forma de pensar
Para que não se esqueça de suas buscas
Também pode não ter bons ouvidos para uma linda música
Ou de repente gosto duvidoso
Trata-se de compreensão de arte mutável, porém atemporal
Música, sem sentimento
Não é música
E um ouvinte sem verdadeiras convicções
É eclético, não de gêneros
Mas de sentimentos que alternam-se, mas não se estabelecem....
CORAÇÃO DE BICHO
Coração de bicho é saudade
do selvagem
de estar à margem
e na margem
do rio saudar a tempestade
de raios
bramir aos lacaios
fremir
frente a fronte do destino e ir
sorrir e seguir
sempre seguir
adiante
condenado a ser amante
de tudo e de cada lugar
ter o chão e a lua a velar
Carícias da vida
De uns tempos para cá, ela anda assim...
Mais leve, mais brisa
Um tanto mar
Maresia no ar
Penso que nada mudou
Fora dela o mundo ainda é o mesmo
Por dentro, lá onde nascem as fontes,
é que está mais azul...
Mais nuvem
e cheiros de baunilha
em fim de tarde.
Nenhum motivo para alarde
Nem mesmo uma nova amizade
Ou um novo amor...
...Ela só está assim
Riso de gentilezas
Olhares perdidos em qualquer ternura
oculta no horizonte
Carícias da vida
Inesperadas
e
inexplicáveis.
Parabéns!
Parabéns queria lhe mandar
Procurei...
Palavras rebuscadas pra enfeitar
No dicionário, no vocabulário
Nada foi suficiente para te igualar
Queria ser pioneiro, certeiro
Na mensagem
Ser diferente, presente
Amigo
Do meu coração falar contigo
Trazer abraços verdadeiros
Te presentear
Com o brilho das estrelas
Com a paz da noite de luar
Com expressões nunca faladas
Nem pronunciadas...
Vendo que é só ilusão
Não tendo como fugir do chavão
Tudo que for dito
Alguém já disse primeiro
Vou cair no popular
Palavras mesmas
E lhe desejar:
- saúde
- realizações
- harmonia
E muita, muita alegria,
no seu novo itinerário...
Feliz Aniversário!
Hoje, o olhar materno da Santíssima Virgem Maria voltou-se para você
Que você sinta neste olhar a certeza da proteção carinhosa, e constante da Mãe de Deus, de todos nós...
Que está proteção lhe acompanhe por todo este novo ano que se inicia
Que não nos deixe sós...
Que o Divino Salvador, fonte de todo o bem, torne o seu dia repleto de harmonia, amor e felicidade...
Na fé operário!
FELIZ ANIVERSÁRIO!
Pedaços
Parte de mim tem medo
Parte coragem no enredo
Da vida, pois quero arte
Na alma em total parte
Se da fala eu faço grito
Do silêncio eu faço rito
Palavras, poesia, frase
Ora calado, ora quase
Nos meus falantes pedaços
Sonante é o amor, os abraços
Pedaços que contudo acredito
Todos juntos num só infinito
Pra estes sonhos em devaneios
Peço desculpados aos alheios
São apenas pedaços de emoção
Expelidos do poético coração
Ambição está, fatiada em pedaços
Nunca em nó, e sim suaves laços
Distante, perto, chegada ou partida
Os pedaços juntados são guarida
Sou parte dos pedaços num todo
Que tento transformar em denodo
De anseios e de boas lembranças
E nestes pedaços pouco fui usanças
Pedaço de mim é poesia
Escritas em pedaços de vigor ou melancolia
Pedaço de mim é paixão
Nos pedaços do afeto onde sempre fiz alusão
Pedaço de mim é dor
Antagonizada nos pedaços da alma em louvor
Sou pedaços, parte, um todo no amor
Poeta e rosas
Sane os arranhões dos espinhos
Das rosas belas do bem viver
Não as ponha em vasos quartinhos
Ousando natureza morta pra escrever
Redija afeto, grafe alegria, a que recria
Que vem da lira e faz recomeçar
Decore e redecore, até ter a sua via
Apague, volte no iniciar
Cada arranjo é romaria
Cada pequenez, renove, renovar
Faz da teu vazante poesia
E verá o teu coração poetar
Nunca sejas peia
Rosas são para se apreciar
O amor colmeia
A vida a superar
Coisas de amor
O amor nunca cala
Pode haver carquilhas
Pode haver muita fala
Ter poucas maravilhas
Ou ser pompa e gala
Amor é feito solene
Na alma tem escala
Ao coração infrene
Aos românticos poesia
Ao tempo indene
Faz juras de alegria
Amor ao amado, perene
Um amor não se adia
Vive-se!
No presente
Fiel e ardente
Verdadeiramente
Não são apenas versos
Poetando a sintonia de meu coração
Em ritmo de olhares e singelos gestos
Sem pretensão, a não ser minha emoção
Nas reticência, não são apenas versos
Em cada rima, em cada trova
Momentos de pura demonstração
Em formas de pensamento, prova
Que não são apenas versos, paixão
Se o poema grifa lágrima no reverso
Da ausência de seu sorriso, nos dias
O sentir também não é apenas verso
São presentes de ter-te aqui, alegrias
Nunca é tarde para poder lhe expressar
Que o que sinto vai além do universo
Trais amor, companhia, sede de beijar
A toda hora... E não é apenas verso
Sendo assim fica e vem pro meu lado
Ponha os afetos na alma submersos
Faz do meu sorriso no seu calado
Pois aqui não são apenas versos
(É o amor em verso alado...)
Luciano Spagnol
Mãos...
Precisamos das mãos que laboram
Das que tem essência e não choram
Das que venham esculpir a esperança
Das que não se mancham de vingança
Precisamos de mãos postas para liberdade
De mãos que não se esquecem da dignidade
De mãos abertas contemplando em oração
De mãos que erram, mas procuram solução
Precisamos das mãos que amam e labutam
Das que na vida ao irmão amigo escutam
Das que abram as portas da compreensão
Das que fecham pro preconceito no coração
Precisamos de mãos que cavem o recomeço
De mãos que escrevem histórias de apreço
De mãos que falem a linguagem da emoção
De mãos que gozem da dádiva da criação
Precisamos das mãos com capacidade de cura
Das que tragam luz ao dissabor da amargura
Das que redirecionam os caminhos em vão
Das que digam sim aos encontros com o não
Precisamos das mãos, de mãos... Em louvor
E que nos conduzam ao Criador
Luciano Spagnol
Soneto de um solitário
Permanece como réu, imoto
a respiração sem equação
em silêncio o ego e emoção
como em oração fiel devoto
O lamento que acolhido na mão
chora suor do quesito remoto
a lágrima se imerge num arroto
dos soluços surdos do coração
Como centro de tudo, a solidão
que desorienta e se faz ignoto
o olhar, largado na escuridão
Seja breve e renovado broto
que renasça após a oblação
o abraço que se fez semoto
(traga convívio pro ermitão)
Luciano Spagnol
Madurar
Os adultos não sabem que não são crianças
Vivem reclamando, chorando por suas mães
Não perceberam na vida as totais mudanças
Clamam por suas ingenuidades perdidas sãs
Os adultos querem ser meninos e meninas
Eternamente...
Deitar no colo e permanecerem traquinas
Eternamente...
Querem não ter dever e nunca terem rotinas
Eternamente...
Os adultos esquecem que um dia tem que dobrar as esquinas
Da vida, madurar
Eternamente...
Luciano Spagnol
Morte e vida
A vida está sempre de partida
A morte de início e ressureição
Dia a dia se morre na descida
Do tempo, em sua contramão
E nesta poética de folha seca
Que o vento leva além do olhar
Um pouco do tudo será soneca
E nada a quem não soube amar
Quando eu for, está gaveta estreita
Estreito estará o caminho do perdão
Por mim rezem ladainhas bem feita
Para a direita do Pai o meu coração
Se a partida ainda não chegou a vez
E só tenho a data de minha chegada
De fevereiro a fevereiro é o meu mês
Feliz vivo, sem a morte na vida privada
(Entre a vida e a morte prefiro ser cortês!)
Luciano Spagnol
Avessos
Em cada verso dispo os avessos
Do espírito da emoção a uivar
Dos rastros dos seus processos
Num precioso momento impar
Que saem e onde expresso
E que não me deixam calar
Cada verso chorado, por vir
É a minha forma de rezar
Pois a convicção é para se sentir
E a alma quer se manifestar
Loucuras?
Fazem parte de o meu poetar
Ali me escondo, minhas venturas
Digo meus fados sem oprimir
Cato pareceria aos versos solitários
Assim as fantasias podem fluir
E eu ter o meu fértil relicário
Pois dele dependo, e ele de mim
Efeitos que decifram meu diário
Do meu complexo eu sem fim
Sim ou não, um novo itinerário
Que me faz ir além, e assim
Nos avessos o sentimento é o cenário
E o amor meu estopim.
Luciano Spagnol
saudade de amor
a saudade não nos engana
sua chegada
faminta e soberana
só trás dores gigantes
no vinho carraspana
amantes mais que antes
achamorrados
indesejados
carente
e assim, sofrente
de dentes cerrados
não mais que de repente
já de olhos vergados
mira o mundo à frente
e se põe novamente enamorado
e nesta ciranda de querer e opor
num coração sulcado
se tem a saudade de amor
Luciano Spagnol
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