Contexto da Poesia Tecendo a Manha
Eu queria um poema bonito
Daqueles que deixam a gente feliz
Poema com cor
Cheiro
Com gosto de quero mais
Logo cedinho o encontrei descansando no fundo da xícara do meu café
Andando em uma calçada o vi no sorriso banguela de uma menina lambuzada de sorvete
Quando a noite caiu o encontrei dormindo a meu lado
Parecia feliz.
Repousando no travesseiro
A melhor liberdade é quando você se livra do que te faz mal.
Olho para ti e penso, só vos peço uma coisa....
Que me permitis servir-vos e venerar-vos, como Lancelot serviu e venerou Guinivere. Doce e maravilhosa Flor charmosa do jardim de jasmin, permitir-me-eis fazê-lo?
Sim. Posso beijar a vossa mão? És o mundo.
O amor e a saudade
O amor, as paixões da carne são tão atraentes
A carência de um coração latente é tão doente
O amor de verdade é sonhador, nunca mente
A carência dos corações são fracas e descrentes
A saudade vem como uma brisa marítima no meio do deserto, você não sabe como ela chegou ali mas agradece o frescor que ela trás de dias áureos de sua vida, onde talvez, você era bem mais feliz do que agora.
Se você apenas fechar os olhos então será teleportado pro exato momento onde tudo aconteceu, a única terra onde ninguém pode tomar de você é a terra da imaginação, ali não existe presente, passado nem futuro, existe apenas sua mentalidade que vaga por entre o tempo e a gravidade.
– Eros Delyon
"Quem nunca?
Ouviu aquela canção
E apesar dos pesares
Ansioso espera o coração
Que angustiado precede seu lacerar
Em sádica espera do refrão
Ressentimento e remorso
Que lamúrias lhe trarão
E por mais que lhe doa a alma
Por remorso peça perdão
Ao ressentimento que lhe cerce
Conceda a libertação
A alma materializa a vida
E amor às vezes é só lição."
Ao longo do tempo, fui plantando sonhos e me esquecendo do feijão.
Assim, fiquei aí pela vida, semeando utopias e colhendo solidão.
Descobri-me enfim, um adicto da poesia, injetando-a diariamente em minha veia e hoje, embora possa, por vezes, estar de estomago vazio, minha alma permanece cheia.
Busco caminhos de uma chegada infinita,
Pra preencher meu vazio existencial.
Silêncio cortante e mudos apelos,
Meu querer são jóias verdes,
Em tons de folhas ressecadas.
💫
Transtorno de pensamentos desencontrados.
São emoções constantes, sem trégua!
É fera que rasga a pele, sem compaixão,
Por puro extinto de ser ou prazer.
💦
É ânsia de uma vontade que não cessa.
A sede do seu beijo que mata.
Um querer desaguando,
As margens de um olhar fixo,
Em sua imagem.
💫
Um sublime sentimento.
Solidão em desalento.
Um coração amável, suave...
Na ternura seus olhos marcantes,
Quero mergulhar.
💦
E Subitamente sou inundada
por Correntezas salgadas.
Tsunami de uma insana paixão.
Foi um simples querer.
Um desejo sutil.
Por um amor irreal.
De uma lembrança ou sonho me invadiu.
Solitária flor colhida ao tempo,
Simples, bela, frágil flor.
Tão sedutor cavalheiro a levou
E a flor ali em suas mãos,
A viajar pra longe,
De encontro a perdição.
🌻
Uma magia, um clarão,
Pequena flor se apaixonou...
Em sua mão antes flor,
Agora bate um coração.
🌻
Amado cavalheiro andante!
Desvendei só neste instante,
Teu mistério, teu poder...
Vens sedutor, sorrateiro e mansinho,
Colhendo flores pelo caminho
E depois às faz sofrerem!
🌻
Quão maldita diversão...
Coleciona corações ?
Despertou a maldição,
Por causar tanto sofrer!
🌻
Mas cuidado cavalheiro!
Vais passar por um terreiro
E verás tão bela flor...
Aquela flor de coleção,
Que você jogou no chão,
Depois que a recolheu.
Brotou forte a raiz,
A beleza desta ae
Chamará sua atenção...
🌻
Descuidado e confiante,
Encantado com o aroma fascinante,
Veio a flor colher.
Mas não sabe o cavalheiro!
Que a flor desse terreiro,
Nunca vais te pertencer.
🌻
Delicada impressão,
Tão sozinha ali no tempo.
Mas será o seu tormento,
E quiseres recolher!
🌻
Antes frágil e linda flor...
Hoje forte e feiticeira!
Ao toca-la com carinho,
Seus espinhos bem fininho,
Ferirá em tuas mãos...
E o veneno desta flor,
Causa delírios e dor
E é fatal ao coração.
🌻
DO MEDO
Aqui me tens, medo, em confissão
Eu suspirei... disfarcei. E acovardei
Mas nem sempre, assim, eu ansiei
O pavor, vem do fundo da tensão
Não recusei a bravura ter ilusão
Aventuras, certas vezes, neguei
Mas, também, outras eu errei
E no errado busquei o perdão
De repente, o temor da gente
Argui a “mea culpa” inocente
E o que era acaso vira pânico
Simples, não a um mal efetivo
O amor vem com um positivo
Disparo, que tira o satânico...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
08 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro
dia da Imaculada Conceição
Então, em um dia quaisquer,
Ou, bem!
Que infâmias convertem me em náusea agora!
Não foi um dia qualquer!
Ainda não esqueci de meus nobres antecessores.
Sim!
Me lembro perfeitamente.
Foi quando olhei os montes de olivares e de súbito lembrei me de seu Zaratustra de Nietzsche!
Coquei me a pensar!
Falta - nos homens postamos como Nietzsche!
E poxa vida esse cara permeia sempre meus pensamentos.
Ando a questionar por demais as coisas.
Nessa humanidade cruel que nem a seu parópio Deus dão descanso.
Más!
Más talvez haja um equívoco ai de minha parte!
Pois os leva em bolsos e tapa lhe os ouvidos,
onde não entra as matriarcas e os sacros de seus hábitos familiares.
E o retira de volta em travessas da Augusta.
Roga te outra vez para que os protejam de transeuntes com cheiro de fome.
E das putas baratas, que dão plantão pelo pão, ou pó,
Com restos de seu ultimo cigarro jogados em vielas.
onde lixos são levados somente em enchentes chuvosas, com cheiro de podridão.
"Garoto de olhos ternos
De noturno parecer,
Sorriso de estrela d'alva
Mãos de doce amanhecer,
Traz-me lindezas da praia
Vem meu coração entreter.
Caminha, menino, caminha,
Que tem mar pra se perder,
Tem pedra, poesia, tesouros
Que só teus olhos podem ver,
Garoto de olhos ternos
De silêncio e de mistérios,
Caminha, traz-me lindezas
Das belezas de teu ser."
Lori Damm "Leãozinho" (Contos, Crônicas & Poesias)
Flor na alma
Com todo encanto, é ela quem chega, nas manhãs
Tal como flor que desabrocha em pétalas e exala mais perfume
Como miragem, no oásis da alma, tocando o intocável costume...
Rocha em meio ao jardim
Com o poder delicado de ser única
Encantada, na particular essência de ser ela mesma
A que vem quebrando rocha
Na magia de transformar rocha dissolvida
É terra que traz renascer
No tanto de ser ela
Ela é tudo:
Magia, manhãs, malícia, miragem...
Mil cantos e encantos
Oh flor, que vida!
Oh flor, quanta beleza!
Oh flor, que nascer!
Vida que revive a minha beleza,
que transluz em mim
Nascer que envolveu uma alma
A alma ama a flor
A flor...
Morada de minha alma.
Márcia G de Oliveira
Ando sempre ao lado dela desde o princípio do trimestre,
E quando falámos dou quase sempre o golpe de mestre!
Gosto quando entro na tua conversa,
Só quero provar que a minha temática é diversa!
E tu gostas de mim só não é da mesma maneira,
E eu estou dividido entre ti e a vida por isso a minha cabeça não está inteira!
Natal nosso de cada ano
Se longe de nossos familiares
não se fica solitário no Natal
as lembranças lançam os seus olhares
de quão a família é fundamental...
Enfeito a árvore com afeição e alegria
trazendo ao coração natalina poesia
o Menino Jesus, José e Maria
as bençãos da Sagrada família!
em vigília
ofertando reluzentes guirlandas de amenidade
e assim, neste cenário a felicidade
Gratidão, ó Divina Bondade...
Entrelaçando toda a alma nesta generosidade
de união, amor e coloridas luzes de esperança
nem sempre almejar toda a bonança
e sim harmonia e fraternal paz
que convém aos que estão e aos que jaz...
Na lista de presente
o nome nunca se é ausente
de cada um... com:
ternura
meiguice
exemplo e bravura...
No cartão da vida assim escrever:
doces palavras ao ser humano
fazendo acontecer...
- O Natal nosso de cada ano!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
dezembro - cerrado goinao
Hoje acordei com saudades do mar...
Água salgada, água de coco, água de chuva...
Onda que quebra, brisa que passa...
Protetor solar, maresia, paladar...
Pés na areia, sol de fim de tarde, sombra de árvore...
Sentidos atentos,
Ausência de relógio,
Bate-papo sem cronômetro,
Tempo vaga sem compromisso...
Abri a janela e olhei o asfalto:
"Como vim parar aqui?"
Como se aqui não morasse...
Como se aqui não tivesse nascido.
O tempo passa e não nos damos conta.
Há tempos caminhei sobre a areia.
No que pensava? Com o que sonhava?
Deixei ali os sentidos,
Assumi o cronograma,
Prometi voltar...
Hoje acordei com saudades de mim...
E lá se vão onze meses de um ano marcante e ainda apreensivo...
No primeiro mês, não imaginávamos pelo que iríamos passar... havia “memes” sobre o "longo mês de janeiro”, piadinhas sobre um vírus de uma "gripezinha" ... e assim foi...
O samba chegou em seguida e quando ele chega o país, praticamente inteiro, aguarda suas belezas e ostentações... e como muitos dizem as coisas, aqui, só começam depois do carnaval... que é quando as fantasias são guardadas e as engrenagens começam literalmente a rodar e a vida volta à normalidade...
Mas...
O mês das águas chegou e
cadê as coisas normais?
Apreensão...
Medo... Tristeza...
Nós não sabíamos o que realmente estava por vir...
Falava-se, bastante, nas mídias sobre um vírus que poderia levar muitos para o mundo espiritual ...
E realmente começou a levar...
Dias difíceis, tristes, desoladores.
Então, o nosso planeta, literalmente, parou...
E em nossas vidas entrou uma intrusa chamada quarentena e que chegava com o intuito de nos preservar. Dessa forma, as "águas de março" deram lugar ao temor de algo invisível e avassalador, pois uma pandemia já tinha se instaurado em nosso universo.
A famosa quarentena fechou escolas, comércios grandes e pequenos, escritórios, empresas, entre outros... e o que mais se ouvia eram as palavras:
" #fiqueemcasa " "#cuidedequemvocêama "
" #vaificartudobem "
E houve também uma novidade para nós, sul-americanos... o uso das máscaras para evitarmos o contágio do tal vírus.
Achávamos que em um mês ou dois tudo, completamente tudo, voltaria a tal normalidade... mas infelizmente ela não apareceu.
Abril... tristeza e reclusão.
Maio... tensão e... isolamento.
Junho... "lives" por todos os lados, mas o sentimento de fragilidade imperava.
Julho... muitos irmãos partindo para o mundo celestial.
Agosto... "será que vão encontrar uma vacina?"
Setembro... “AMARELO” pelo amor à vida, porém houve mínima queda de casos, do vilão invisível, em nosso país.
Outubro... continuou sendo “ROSA”, mas ainda com receio do imperceptível.
E eis que vem o mês “AZUL”...
Novembro chega com muitas expectativas... vacinas são testadas e suas eficácias comprovadas, porém ainda não podem ser usadas, pois ... brigas políticas... discordâncias ... egocentrismo, por parte de muitos "superiores", os ditos comandantes do país e dos estados. Mas, infelizmente, eles esquecem que se unirem as próprias forças, juntos, serão mais fortes e atingirão um objetivo para o bem da nação.
Contudo, uma nova onda, desse vírus cruel, surge no velho mundo e nós do novo mundo voltamos as nossas preocupações, temores, angústias e incertezas.
Quanto aos irmãos que se foram - eles não serão esquecidos, pois estarão, sempre, no coração daqueles que os amaram.
O que eu gostaria de realmente escrever aqui é que hoje, 30 de novembro de 2020, a cura para o terrível vírus foi encontrada, mas infelizmente eu não posso...
Mas, o que eu posso é plantar mais uma semente de esperança em vossos corações e que assim possamos receber o lindo mês de dezembro com energias positivas, com uma fé renovada, com corações conectados a Deus, para que a nossa esperança não se perca.
Vamos ser luz, ser amor, ser bênção, ser paz.
Que Dezembro venha mais iluminado pela luz de cada um de vocês!
Feliz, iluminado e abençoado dezembro.
Com carinho:
Leandra Lêhh
E ai tempo...
Não foi você que ficou de resolver?
Me prometeu curar e nada Cumpriu,
Disse que iria me ajudar a mudar, Meus pensamentos,
Prometeu calor e trouxe mais frio.
É tempo você nada você cumpriu!
E ai tempo...
Mais uma vez restou eu e você,
Face a face e a imagem é cruel
Mas dessa vez foi diferente,
Sofri calada, sem lagrimas,
Não venci, nem fui vencida,
Mas tempo, amigo, hoje te digo, Me sinto mais forte!
E ae tempo...
Vou seguindo em frente,
Quebrando as amarras e correntes,
Vou parando pegando de volta Meus pedacinhos que me foram Caindo.
E ai temo...
Sinto que algo quebrou aqui Dentro!
Mas não faz mal, errei, amei
Mas tempo, já estou aprendendo.
E ai tempo....
A balada da água do mar
O mar
sorri ao longe.
Dentes de espuma,
lábios de céu.
– Que vendes, ó jovem turva,
com os seios ao ar?
– Vendo, senhor, a água
dos mares.
– Que levas, ó negro jovem,
mesclado com teu sangue?
– Levo, senhor, a água
dos mares.
– Essas lágrimas salobres
de onde vêm, mãe?
– Choro, senhor, a água
dos mares.
– Coração, e esta amargura
séria, onde nasce?
– Amarga muito a água
dos mares!
O mar
sorri ao longe.
Dentes de espuma,
lábios de céu.
A Monja Cigana
Silêncio de cal e mirto.
Malvas nas ervas finas.
A monja borda goivos-amarelos
sobre uma tela de palha.
Voam na aranha cinza,
sete pássaros do prisma.
A igreja grunhe de longe
Como um osso pança acima.
Como borda bem! Com que graça!
Sobre a tela de palha,
ela quisera bordar
flores de sua fantasia.
Que girassol! Que magnólia
de lantejoulas e fitas!
Que açafrões e que luas,
no mantel da missa!
Cinco toranjas se adoçam
na cozinha próxima.
As cinco chagas de Cristo
cortadas em Almería.
Pelos olhos da monja
galopam dois cavaleiros.
Um rumor último e surdo
lhe descola a camisa,
e ao mirar nuvens e montes
nas árduas distâncias,
quebra-se o seu coração
de açúcar e lúcia-lima.
Oh, que planície íngreme
com vinte sóis acima!
Que rios postos de pé
vislumbra sua fantasia!
Mas segue com suas flores,
enquanto que de pé, na brisa,
a luz joga xadrez
alto da gelosia.
Tradução de Mª Clara M.
Não é o sussurro ao pé do ouvido na calada madrugada
Não é ser naufrago em mar aberto
Não é a besta que te arranca os dentes
Não é a tua doença congênita, ingênua
É o choro desacompanhado do sono
É o afogar no próprio calar
É ser de si, o próprio algoz
É adoecer sozinho e nada poder falar
O tempo passa na garganta como navalha
E vocês, juntos passam também
Quanto mais sozinha fico, mais o peito envelhece
Quanto mais sozinha fico, mais o corpo me aceita ceifar
Não posso reclamar abrigo, porque o abrigo pra mim é inimigo
Não posso me apoiar em nenhum amar, porque não há amor a se cobrar
Não posso respirar, o medo me roubou o ar
Não posso gritar, pois qualquer som o pode acordar
Não sei o que fazer, não tenho onde ficar
Talvez o que me reste agora mesmo seja o pesar
Pela felicidade que nunca vou ter
Pela paz que nunca irei encontrar
E assim fora-me roubada a essência, o âmago, o cerne; fora-me roubada a identidade em um golpe que embora ideado, teve o poder de atingir-me com a mesma brutalidade com a qual um raio atinge a árvore deixada ao léu em campo aberto, ceifando seu tronco em duas metades rivais.
Então acusaram-me de atentar contra quem eu era, de dilacerar a essência velha em função da debilidade nova. Me denominaram impostora, esvaziaram-me a clareza, condenaram-me por uma prolixidade inventada. Trocaram minha vida por meia dúzia de conectivos conclusivos para assim me retalhar.
Por isso jogaram-me contra a parede, questionado a veracidade de tudo o que tentei dizer, mas que graças à língua não fui capaz de fazer. Duvidaram de minhas dúvidas e de minhas certezas. Questionaram-me e fizeram questionar a verdade que costumava me guiar. Trocaram minha vida por meia dúzia de conectivos conclusivos para assim me retalhar.
Porque acreditam valer mais a palavra do que aquilo que se quer dizer. Falam da confusão de minha escrita porque nunca conheceram a de minha cabeça. Exigem uma clareza que nem a mim conseguem me entregar e em meu martírio escolhem se deleitar, porque são p*tinhas de uma normatividade torpe e vulgar. Trocaram minha vida por meia dúzia de conectivos conclusivos para assim me retalhar.
E antes de mais nada, assumo minha raiva e minha tentativa de negar o que quer que seja que possa meu ego contrariar. Por isso não pestanejo em afirmar que trocaram minha vida por meia dúzia de conectivos conclusivos para assim me retalhar.
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