Contar Histórias
A vida é uma história de encontros, desencontros e reencontros, onde nada é uma linha contínua e direta, onde sempre vai existir uma pausa ou interrupção. Não dá pra passar um dia sem uma pausa pra dormir, ou viajar sem uma pausa pra abastecer. Não existe amor que não tenha saudade, nem amizade que não tenha um tempo de afastamento. A vida é um texto, onde sempre deve existir uma vírgula, seja ela colocada pelo tempo ou por uma situação qualquer. Mas o que seria de um bom texto, sem uma boa pontuação? (...)
Talvez a redenção tenha histórias pra contar. Talvez o perdão está onde você caiu. Pra onde você pode escapar de você mesmo?
Um capelão militar me contou a seguinte história:
A filhinha de um soldado que seria transferido para um posto distante estava sentada no aeroporto, em meia as magras posses da familia.
A garota estava com sono. Encostou-se nos embrulhos e sacolas de lona.
Uma senhora veio andando, parou e pôs a mão na cabeça da menina.
-Coitadinha - disse ela - Não tem lar.
A criança levantou os olhos, surpresa.
-Mas agente tem um lar - respondeu a menina. - Só não tem uma casa pra colocar ele.
Todo vilão é o herói de sua própria história. Esse fato explica suas mentiras; contadas na mais absoluta boa-fé de seus princípios e motivações.
Alucinógenos
Histórias contadas
Mitos criados
sonhos Inventados
Duendes e Gnomos por todos os lados
Um chá de cores
Um chá de amores
Céu vermelho,
Chão anil,
Uma cachoeira de caramelo,
Um sol não amarelo
Um chá de cores
Um chá de amores
Nuvens roxas
Pedras negras
Chuva estranha
Partes e entranhas
Um chá de agonia
Um chá de melancolia
Rostos dissolvidos
Amores repreendidos
Eis o que me arrasta
Para a profunda desgraça
Um chá de agonia
Um chá de melancolia
Uma voz me chama
Um olhar me atrai
O medo se esvai
O tempo volta a passar
O efeito acaba.....
A história inteira não é senão uma transformação contínua da natureza humana.
Dentro de cada um de nós existe uma história que precisa ser contada. Intimidade, pois, significa compartilhar nossa história. Isso nos ajuda a lembrar quem realmente somos, de onde viemos e o que é mais importante em nossa vida. Compartilhar nossa história nos mantém sãos.
do livro "Os Sete Níveis da Intimidade"
A gente colocou um ponto final em uma história linda. Na verdade, a história continua, mas, a partir de agora, vamos trilhar nossa jornada em estradas separadas. Estaremos unidos apenas pelo mesmo objetivo: buscar a felicidade. Nesse caminho, carregaremos conosco a bagagem de todos os momentos que vivemos juntos, bons e ruins.
Você se dá conta do quanto é cachaceiro quando cada uma de suas histórias tem um : "Caraca eu tava muio bêbedo(a) nesse dia" ou "Pqp tava chapado(a) nesse dia " tipo " nesse dia eu tinha bebido muitooooo" "Pow esse dia eu tinha enchido a cara "...nada fácil essa vida!
Se hoje eu escrevesse minha história, começaria contando sobre o que é “imperfeição”, e fim. Mas decidi colocar as páginas do livro nas mãos de Deus, Ele escreveu “graça”, sem fim.
…“Naquela mesma noite escrevi minha primeira história…era um pequeno conto meio soturno sobre um homem que encontra um cálice mágico e fica sabendo que, se chorar dentro dele, suas lágrimas vão se transformar em pérolas. Mas, embora tenha sido sempre muito pobre, ele era feliz e raramente chorava. Tratou então de encontrar meios de ficar triste para que as sua lágrimas pudessem fazer dele um homem rico. Quanto mais acumulava pérolas, mais ambicioso ficava. A história terminava com o homem sentado em uma montanha de pérolas, segurando uma faca na mão, chorando incosolável dentro do cálice e tendo nos braços o cadáver da esposa que tanto amava…
… sacudi Hassan, para acordá-lo, e perguntei se queria ouvir uma história…Li a história para ele na sala de visistas, perto da lareira de mármore…Hassan era o público perfeito, em todos os sentidos: inteiramente absorto na narrativa, a expressão de seu rosto ia se modificando de acordo com os tons que a história ia assumindo. Quando li a ultima frase, ele fez com as mãos o gesto do aplauso sem som.
- Mashallah, Amir jan, bravo!- disse ele radiante.
- Gostou? – indaguei eu, esperando sentir pela segunda vez o sabor, e como era doce, de uma apreciação positiva.
Hesitou um pouco , então, como se estivesse prestes a acrescentar algo. Pensou bem as palavras e pigarreou.
- Mas posso perguntar uma coisa sobre a história? – indagou envergonhado.
- Claro.
- Bem…- principiou ele, mas logo parou.
- Pode falar, Hassan – disse eu. E sorri, embora, de repente, o escritor inseguro que havia em mim não subesse muito bem se queria ou não ouvir o que ele tinha a dizer.
- Bem… - recomeçou ele – o que eu queria perguntar é por que o homem matou a esposa. Na verdade, por que ele precisava estar triste para derramar lágrimas? Será que não podia simplesmente cheirar cebola?
Fquei pasmo. Um detalhe como esse, tão óbvio que chegava a ser absolutamente estúpido, não tinha me ocorrido. Movi os lábios sem emitir som algum. Parecia que na mesma noite em que eu tinha aprendido qual era um dos objetivos da escrita, a ironia, ia ser apresentado também a uma de suas armadilhas: os furos da trama. E, entre todas as criaturas do mundo, Hassan é que foi me ensinar isso. Hassan que não sabia ler e nunca tinha escrito uma única palavra em toda sua vida.
As pessoas estão pelo mundo todo contando sua história dramática e como sua vida se transformou por superar esse evento. Agora suas vidas são mais sobre o passado do que sobre o futuro.
- Vovó, conte uma história! - Disse o netinho animado!
Vovó então contou sobre o tubarão que adorava passear nas estrelas!
- Ora! - Disse a mãe da criança. - Isso é surreal, a senhora não se cansa?
- O bom de ser criança é poder voar nas asas da imaginação!
Não somos tão racionais assim
Ah! Olá leitor, chega mais, vou te contar a minha história...
Na minha história não tem príncipe encantado
Na minha história não tem um popular que se apaixona por mim, uma nerd
Na minha história não tem um momento em que eu me transformo e fico linda, e aí as pessoas passam a me notar por causa disso, aí surge um homem lindo na minha vida
Não...
Na minha história não tem um objeto magico que resolve todos os meus problemas
Na minha história não tem aquela ação que vemos em filmes
Na minha história eu não sou vista com respeito, ou valorizada
Não...
Sabe porque?
Porque eu sou negra
Porque eu não tenho dinheiro suficiente para sair esbanjando
Porque meu cabelo não é liso
Porque eu sou mulher
Porque eu não sigo a moda
Porque eu estou fora do padrão
E a sociedade oprime tudo que foge do padrão
Essa sociedade preconceituosa
Discriminativa
Que nos trata apenas como objetos
Números
Estatísticas
E para nossa história, nós, sujeitos desviantes, tem-se um roteiro totalmente escrito e preparado
E o que esperam de nós é que atuemos e sigamos nosso papel, pré-determinado
Devemos seguir o fluxo...Não devemos?!
Ter a vida que esperam que o negro, o pobre, e qualquer um que fuja do padrão deveria ter
Nada de casas chiques
Nada de sucesso profissional
Devemos ficar lá embaixo na hierarquia discriminante da sociedade
Nosso lugar é na base dessa pirâmide
Não é mesmo?!
NÃO!!!
Pois,
Não vão nos calar
Não vão nos parar
Não vão nos oprimir
Somos mais do que aparências
Mais do que números
Mais do que a superficialidade que nos é imposta diariamente
Temos profundidade
Nosso valor vai além do visível
Do palpável
Somos seres racionais
E possuímos alma, sentimos tudo intensamente
E não podemos reduzir nossa complexidade apenas ao exterior
Ao que as pessoas veem
Pois as melhores coisas, só podem ser sentidas...
Então vamos lutar
Lutar contra o sistema
Contra a sociedade
Contra o preconceito
Contra os estereótipos
Contra tudo que nos diminui
E o mais terrível, é que muitas das vezes os vilões somos nós mesmos
Nós humanos
Nós seres tão complexos
Nós que nos dizemos os únicos seres racionais...
Penso que, no fim das contas,
Não somos tão racionais assim!
