Construções
Somos aquilo que fizemos de nós.
As construções que edificamos em nosso interior, sejam elas motivo de orgulho ou não!
E inevitavelmente, somos aquilo que fizemos com o outro. Pois é impossível se construir sozinho!
Meritocracia é um bônus para o final da vida cheia de construções, alicerçadas em condutas verdadeiras.
Meritocracia não é para hoje e no agora. Isso é plantio.
Sei que apenas vi construções de concreto e luzes inventadas pelo homem, mas o simples fato de ter o céu acima de mim e sentir a brisa tocar meu rosto me faria ficar a noite toda ali!
As maiores construções de nossa vida não são construídas no mundo exterior, mas saem de um lugar que todos temos em comum, a nossa mente.
Salve, mestre das ilusões,
das construções lapidadas pela sede do saber...
Dos passos acanhados que mentes em evolução encenam,
Ainda que cabisbaixas, atentam para o medo de errar,
Como se do erro não surgissem conquistas muito além da instantaneidade...
Numa era onde o agora já passou e o amanhã nunca chega!
Uma bomba de nêutrons é capaz de destruir apenas os organismos vivos deixando as construções do local intactas, o que confere uma grande vantagem militar, pois um exército pode destruir o inimigo e ainda tomar os recursos do adversário algo que não aconteceria se fosse utilizada uma bomba convencional ou uma ogiva nuclear.
Temos o hábito de usar construções impessoais, como "a sociedade", "o governo" e "o país", em vez de assumirmos a responsabilidade compartilhada.
Essa prática sugere uma tentativa de evitar assumir o encargo por ações ou eventos específicos, tornando-os mais genéricos e distantes, e, consequentemente, diluindo o senso de responsabilidade coletiva e individual.
Nos tornamos adultos, adquirimos bens, ficamos deslumbrados com as tecnologias e construções grandiosas feitas pelo ser humano, mas no final sempre descobrimos que a maior felicidade da vida é estar em paz com a nossa família.
Eu não queria que houvessem construções...
Casas ou ruas pavimentadas
eu não queria!
Eu queria que fosse tudo árvore
E que morássemos na árvore...
Queria que o mundo fosse mato!
Que só ficassem de pé
os museus
os teatros
as bibliotecas públicas
os templos religiosos que pregassem o amor e a caridade...
E as casas de chocolate!
Papéis sociais são meras construções mentais, histórias repetidas. Somente ao nos libertarmos das mentiras que nos enganam, seremos capazes de compreender nossa verdadeira essência e nos desvincular das ilusões. Quando ousar ser uma folha em branco, você perceberá o poder de se tornar qualquer pessoa. Moldando narrativas, a reinvenção surge, superando limites, abraçando a liberdade da auto-recriação.
RUÍNAS
Assim como construções
Que desmoronam com o tempo
Só me restou as ruínas
Desse antigo sentimento.
Sabia que não era eterno
Que um dia chegava ao fim
Só não pensei que viesse
Desabar tudo em mim.
E foi em meio do caos
Que eu então me encontrei
Junto com velhas lembranças
Que comigo resgatei
Além de muitas daquelas
Que perdidas ficaram ali,
foi sobre ruínas
Que eu então renasci.
Já não tenho mais vestígios
Daquele antigo lugar
Só mesmo aqueles mais fortes
Que insistiram em ficar,
Pois servem para lembrar
De coisas que não tem fim,
Como certas cicatrizes
Que permaneceram em mim.
São coisas que fazem parte,
São coisas que a vida ensina
Dessa história enterrada,
Ainda me sobrou ruínas.
Às vezes, para se reconstruir, é preciso demolir construções que, por mais atraentes que sejam, não são coerentes com a ideia da nossa vida.
Jamais Esquecer
Entre construções pálidas, desfilam figurinos
voam pássaros, outrora inquilinos.
Aves viajantes, modelos mascarados
Se misturam no ambiente, novo mundo atordoado.
Cidades aflitas, ruas caladas, o rio clareia o ar melhora
E menos pessoas pelas calçadas.
Uniforme, sirenes, informação,
Música, sacadas, janela e saudades,
Ciência política e religião.
Respirando um sistema febril,
Nas próprias gaiolas
De um novo Brasil.
Entre a esperança do abraço e o aperto de mão,
Ações solidárias, pra jamais esquecer...
Somos todos irmãos!
Tanto os sonhos precisam de interpretações segundo as construções culturais e o envolvimento social do analisado, quando suas formas de resistência. A resistência, ou melhor dizendo, as resistências, são formas de negar a busca por uma possível “cura” de si. Uma forma de bloquear a análise que, de certo modo, vê nesse mecanismo, um objeto a ser analisado.
