Conselho para uma Pessoa Orgulhosa
Nas noites frias sinto um pouco de frio, mas sinto uma presença que me abraça não me assusto, pois sei que é vc que esta pensando em mim, fazendo que o calor do seu corpo me aqueça.
Crescendo
depois de muito tempo percebi que, algo pequeno cresceu em mim. Uma amizade virou grande amizade, a grande amizade virou paixão,
agora espero que a paixão vire AMOR.
Eu só sei de uma coisa
que realmente me faz cantar.
Não é dinheiro, não é pagamento.
Só é conhecido por um nome.
E eu o escuto toda tarde,
fique comigo noite adentro.
Algo tão convincente,
viajando pela luz.
Analine, Analine, Analine, Analine
É o mais belo som no mundo.
Sempre me envolve imediatamente.
Não há lugar onde não possamos ir,
não há nada que não ousemos fazer.
E eu escuto toda tarde,
fique comigo noite adentro.
Algo tão convincente,
viajando pela luz.
Analine, Analine, Analine, Analine
Analine, Analine, Analine, Analine
Analine, Analine, Analine, Analine...
As minhas forças se findaram não as tenho mais; existe uma tristeza dentro de minha alma que eu não consigo me libertar eu a cultivei e agora, mesmo que eu deixe a porta aberta ela não vai embora se acostumou comigo e eu com ela.
Foi em uma rara noite chuvosa de dezembro, final de ano, fim do ensino médio. Eles foram deixados, propositalmente, para trás, e riram, satisfeitos com a situação. Martini, cereja, moedas, sorriso, silêncio.
- Vam'bora daqui? Esse cara cantando tá me deixando doida!
Passos incertos em meio a calçada deserta, chuva, vento, liberdade. O silêncio fez mais pelos dois que qualquer frase ensaiada, era mútua a confiança, a cúmplicidade. Passaram juntos por mil situações ao longo do ano, sem jamais precisar falar demasiadamente sobre nenhuma delas, era o olhar, era o sorriso, e bastava. Riram de tudo, deixaram-se enxarcar e chover também, nessa noite não era só do céu que caíam as gotas, a presença dele coloria o céu nublado e aquecia a outra alma deserta, fugitiva. Contaram passos, casos, passado. Cantaram, sentaram no meio da madrugada da cidade. Relembraram, planejaram, enterraram.
Tiveram chance e até intenção de ir além, por instantes imaginaram soltar-se e deixar os instintos e os impulsos agirem, e quem sabe, um leve toque de lábios, uma leve mudança de hábitos, de quem-sabe-o-quê, porque isso é normal, sentiam que era, mas sempre existe alguma coisa, alguma voz lá no fundo que insiste em lembrar que consequências não desistem, e que nenhum dos dois estavam dispostos a arcar. Não havia medo, receio, teor algum de desconforto diante da presença um do outro. Havia só a chuva, o tempo correndo numa outra dimensão, não contabilizada pelos relógios de pulso, um tempo que contava um sentimento nutrido por anos em algumas horas na madrugada chuvosa daquele final de ano, inseguro e confuso.
Não sabiam, não pensava, apenas sentiam.
Cheguei em casa com cabelos, corpo e alma lavadas, o guarda-chuva que carreguei a noite inteira, continuava fechado e agora divertia a lembrança da madrugada mais livre, simples, e justamente por isso, mais incrível do meu ano.
Há uma diferença entre inteligência e conhecimento. A inteligência pode levar ao conhecimento, mas o conhecimento não leva à inteligência.
O sonho
Dando uma volta no futuro ou relembrando o passado, como preferir
Já não tenho mais aquela vontade insaciável de fazer com que as pessoas olhem para mim. Não acho que era algo relacionado com egocentrismo, era vontade de mostrar ao mundo quem era Bruna Vieira. Eu tinha muitas coisas a dizer, precisava de quem as escutasse. O anonimato no fundo sempre me assustou. Eu gostava do que era novo, gostava de descobrir, de começar, de conhecer, de surtar e enlouquecer. De sempre me fazer eterna em meus próprios pensamentos. Confesso que nunca fui do tipo de mulher decidida. Em cada folha de caderno me reescrevia. Diziam que eu era talentosa, mas eu acreditava desacreditando em tudo que diziam.Faltava-me determinação. Sempre me diziam isso também. Mas o destino foi legal comigo e me deu algumas oportunidades. Oportunidades que eu agarrei com todas as minhas forças. De estagiária curiosa a contratada permanente. De mera funcionaria passei a colunista de importância. Passado alguns anos, aprendi pequenas coisas: A neve é mais bonita ao vivo que nas fotos, dormir sozinha perto de uma lareira é a ápice da vontade de estar com quem se ama. Ser previsível demais é um grande defeito. Mudei várias vezes a maneira de ver a vida, mas depois dos trinta descobri que a vida nunca é chata em um sonho, e escolhi então viver sonhando. Voltei ao Brasil, reencontrei o amor da minha vida, tive uma filha. Escrevo livros comohobby, mas já estou aposentada. Talvez não queira saber da minha vida, uma jovem idosa que não tem mais a beleza em suas veias e não desperta mais a atenção da maioria das pessoas. Mas como eu disse: Hoje em dia eu vivo sonhando, e sabe de uma coisa? Você faz parte do meu maior sonho!
Mais uma noite se passa e vejo que muita coisa mudou.E eu querendo mudar, vou na gaveta e pego nossa foto, sinto que ainda gosto de você e sinto saudades.Ainda é em meu coração o seu lugar, e em seu coração o meu, e ninguém pode mudar o destino, só Deus, e sei que ele nunca mudará meu amor por você.
Num futuro não tão distante uma geração descobrirá a imortalidade aqui na Terra! Saberá, o homem, que terá se aprisionado no próprio INFERNO?
