Conselho para uma Pessoa Orgulhosa

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⁠Deus tem uma forma interessante de controlar certo poder que outorgou a alguns Homens.
Por exemplo, se se entender que certos talentos são como que uma espécie de lado hipostá-ticamente Divino num indivíduo, Ele ajusta esse lado Divino no indivíduo, para mostra-lo que, ter um lado Divino, não necessariamente faz dele um ser Divino. Divino é Deus. Mortal é o Homem. Por exemplo: quando por muito profetizar, acertadamente, um indivíduo começa a se achar superior, porque foi dotado com o precioso Dom da Profecia, e acerta muito em "suas" vidências, Deus mesmo o permite errar, para que lhe seja mostrado que é apenas um mortal, sujeito a todo tipo de falhas - HUMANAS. Então sua Profecia erra. Também como quando um sábio começa a ter plena confiança em "sua" sabedoria, Deus o abate de forma a lhe mostrar que não sabe de tudo; ( e que na verdade não sabe mesmo, quase nada!). Já, outro indivíduo que é muito inteligente, Deus levanta alguém muito mais inteligente que esse indivíduo, a fim de lhe mostrar níveis ilimitados de inteligência. Como também faz àquele que muito conhece, mostrando-lhe o caminho da inesgotável Ciência. Aqui, neste último ponto, Sir Isaac Newton entendeu bem as dimensões ilimitadas do conhecimento, quando disse: O que sabemos é uma gota. O que ignoramos ( isto é, o que desconhecemos) um Oceano. Se outro indivíduo é muito forte, e começa a ter confiança plena em "sua" força, como Sansão, uma "Dalila" apenas é suficiente para aniquilar "sua" força. Aqui, vale o que está escrito: “Assim diz o Senhor:
Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico nas suas riquezas.”


Às 08:06 in 29.04.2026

⁠Uma grande aflição tem de ser enfrentada com bravura.

Agatha Christie
CHRISTIE, Agatha. Convite para um homicídio. Porto Alegre: L&PM, 2012

Uma das poucas certezas que temos nesta existência é de que não podemos controlar o ritmo desenfreado da vida. Um dia desses, conversando com uma amiga lembrei de você, entrei logo em outro assunto para não revirar meus pensamentos. Uma vez eu li que pode até ser por acaso que alguém entra em nossa vida, mais que nunca e por acaso que ela sai. Com o tempo eu entendi que mesmo cercado de centenas de pessoas, apenas poucas podemos escolher para caminhar conosco. Sinto muito não ter ido quando você me chamou. Boa noite

No silêncio do abandono, existe também uma oportunidade de clareza.
Você percebe quem realmente se importa, quem respeita o espaço que você ocupa, e começa a aprender que vínculo verdadeiro não se compra com proximidade constante, mas com reciprocidade real.
É aí que a dor se transforma em força: ao invés de tentar recuperar alguém que escolheu outro caminho, você passa a se fortalecer na própria presença, na própria verdade.

"Às vezes, algo desperta em mim sem aviso.. Uma brisa que chega de repente, um cheiro que carrega lembranças que não sei nomear, um calorzinho antigo que tinha se escondido. É uma sensação sutil, quase secreta, que me envolve e me lembra de que há partes minhas que dormiam, e agora estão acordando só pra me fazer sorrir por dentro."

O novo é um salto no escuro
com uma lanterna que pisca.

Boletos


O preço de querer uma vida simples
não vem em parcelas suaves.
Ele cobra
a ausência do barulho conhecido,
a distância de quem sabe seu nome
mas não sua história.
Escolhas têm seus próprios boletos.
Não vencem no banco.
Vencem na carne.
Pagam-se na raça,
na força que sobra quando não há plateia,
quando o mundo decide cair em volta
e ainda empurra.
Às vezes o empurrão mira um poço sem fundo.
Mas quem aprende a cair em silêncio
descobre no escuro
o próprio chão.
E segue.
Não porque é fácil,
mas porque voltar
custaria mais caro.

Delírios e delícias


são irmãs siamesas.
Uma bagunça bonita que nasce quando a razão cochila
e o corpo assume o turno.
Delírio é imaginar sem pedir licença,
é criar mundos só para não caber no real.
Delícia é ficar, mesmo sabendo que passa,
mesmo sabendo que dói depois.
Entre um e outro, a gente vive.
Erra com gosto, sonha sem manual,
se perde um pouco só para sentir alguma coisa de verdade.
Porque no fim, o que salva
não é o equilíbrio.
É essa vertigem breve
que faz a vida ter sabor.

Toque de Abrigo


Foi um gesto pequeno,
quase nada pra quem olha de fora.
Uma mão que encosta,
sem pressa,
sem pedido.
O corpo estranhou primeiro.
Como quem abre uma janela
depois de muito tempo fechada
e esqueceu como o ar entra.
Ela quase dormiu.
Eu quase lembrei
que o toque também pode ser descanso,
não só alerta,
não só defesa.
Não houve promessa,
nem história,
nem nome pra dar ao momento.
Só presença.
E nesse silêncio compartilhado,
meu corpo entendeu antes de mim:
nem todo contato fere,
nem todo afeto cobra.
Às vezes,
tocar alguém
é só isso.
Um intervalo de paz
no meio da resistência.

Tacamos uma pedra
não pra acertar alguém
mas pra ver até onde o silêncio aguenta.

Sentir profundamente
também é uma forma brutal
de permanecer vivo.

O problema de enxergar demais
é perceber que quase todo mundo
vive atuando uma versão editada de si.
Como se a alma tivesse assessoria de imprensa.

No peito há medo e coragem a pulsar,
uma mistura que não se pode negar.
O coração chama, quer se libertar,
a alma sussurra: “é hora de tentar”.
Buscar o novo não é jamais errado,
desejar horizontes é ato sagrado.
Amor é abrir portas, mesmo assustado,
mesmo com vento forte e caminho incerto traçado.
Você leva quem ama, cuidado e luz,
responsabilidade e esperança conduzem sua cruz.
Cada passo consciente, cada sonho que seduz,
amor que guia, que acalenta e reluz.

Muita gente se esconde atrás do “dar tempo”
como se fosse uma solução mágica.
Mas o tempo, sozinho, não resolve laços, não reconstrói afeto, não apaga mágoa.
Relação é feita de presença, de palavra dita, de atitude.
O “dar tempo” às vezes é só medo de encarar
o que precisa ser encarado,
e aí o que acontece? O sentimento esfria,
a pessoa se perde, o vínculo quebra.

A FEBRE
Quando o sol se despede,
uma chama se acende em mim,
não de calor do dia,
mas de um fogo que vem de dentro,
sutil, insistente,
que me envolve no escuro.
Durante o dia, rio e caminho,
o mundo me segura, me distrai,
mas a noite… ah, a noite
me consome como brasa viva,
sussurra meus medos,
faz dançar a febre que carrego.
Procuro a calma nos lençóis,
na respiração que estica e solta,
no silêncio que às vezes dói,
mas que me ensina a ouvir
a voz do meu próprio peito,
a poesia da minha febre,
que queima e revela
quem eu sou quando ninguém me vê.

Café Frio e Silêncio


A ex chegou sem avisar,
a atual ficou no sofá,
uma perguntando quem era a outra,
e a outra sem nem respirar.
O café esfriando na mesa,
o clima pegando fogo no ar,
três mulheres e mil problemas
dentro do mesmo lugar.
Uma saiu batendo a porta,
jurando nunca voltar,
a outra saiu no silêncio
que faz qualquer peito afundar.
E no meio daquela fumaça
de ciúme, tensão e azar,
ela percebeu que amor confuso
só serve pra atormentar.
Porque quem cobra mas também esconde,
quem ama mas vive a duvidar,
transforma beijo em labirinto
e cansa qualquer olhar.
Então pegou o celular cansada,
pensou: “ninguém vai me endoidar”,
deletou as duas da cabeça
e voltou pro Tinder sem pensar.
Porque às vezes é mais tranquilo
tatuar dragão, cobra e punhal,
do que tentar entender
relacionamento emocional.


— Lucci Santz

Tem coisa que era pra passar e vira residência fixa.
Uma ausência.
Uma frase atravessada.
Uma culpa antiga.
Um “e se” repetido tantas vezes que começa a parecer verdade.

⁠Encontro (microconto)

Foi uma longa viagem. Não foi apenas para prestigiar um amigo. Quando a vi, encanto. Quando a ouvi, encanto. Dois anos depois, nem te conto. Seis anos depois, eu conto e ainda me encanto.

Para Camila Mielnik

A companhia do grande Senhor Deus do Universo nos conforta e nos preenche com uma paz que nos leva mais longe.

Uma nova semana é uma nova oportunidade para transformar desafios em conquistas