Conscientização Água

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Macarronada


É domingo, na panela água quente
cheiro de molho, fervente
Joga a massa, deixa cozinhar
Ao dente!
Tem afeto familiar. Tente!
Vai gostar.
Sente o paladar criando memória...
A vida contando história
E a macarronada a poetizar
A toda gente, bom paladar!


© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Domingo, julho/2026.

Enchente do Quintal


Em março chega a água, vem calma, na manha.
Em abril molha do tornozelo ao joelho, banhado de lama.
Em maio sobe ligeiro, cobre da cocha até o seio, quente desanda.
Em junho mergulha inteiro, submerso até o fio do cabelo, remadas e passeios.
Em julho corre depressa, peixes, pulos e banzeiros.
Em agosto some da noite pro dia, enchente seca sem despedida.
Rio vira grama, alma reclama, seis meses inteiros a esperar quem me banha.

Os Rios encantam
O Mar é inspirador
A água doce dos Rios acalma
A água salgada do Mar renova.

"" No fundo do poço tem a areia que é fundamental para ajudar a purificar a água...

" Já andei descalço em dunas ferventes,
senti o calor subir pelo corpo e precisei de água
já estendi as mãos a ingratos que não souberam dizer valeu
vi o mundo mudar, crianças crescerem
vi amores confundidos com amizades
e amizades maiores que amores
vi filhos deixarem suas casas
e suas mães chorando
já vi filhos chorando
a ausência de suas mães
e ai o mundo foi escola, lar
tribunal e verdade
já vi arrependimentos verterem em olhos cansados, vermelhos
e a dor acompanhar até o fim
vi mãos que nunca deram nem pediram perdão
já andei de sandálias novas e isso foi muito bom
conheci realidades, duras e belas sociedades
conheci o amor e a beleza da vida
conheci colo de mãe
e lá foi o melhor lugar do mundo...

A verdade é como a água, vai inundando aos pouquinhos, nada escapa de sua inundação...

"Toda água que o homem oferece é efêmera: sacia por instantes, mas devolve a sede. Todo pão que o homem reparte é finito: nutre o corpo, mas deixa a alma faminta.

Há, porém, uma condição existencial que transcende o contingente. Existe um Ser que não apenas dá água, mas é a própria Fonte. Não apenas reparte pão, mas é o próprio Pão.

João 6:35 revela: 'Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede.'

Esse Ser é Jesus. Nele coincidem o Caminho, a Verdade e a Vida. Não como conceitos abstratos, mas como realidade que preenche o vazio fundamental da existência humana."

"Devemos nos adaptar às mudanças, assim como a água se adapta ao percurso que lhe é oferecido. Ela flui, contorna obstáculos e encontra novos caminhos, sem jamais perder a sua essência."

Assim como a terra árida se estende em silêncio, implorando pelo alívio de algumas gotas de água, também eu me prostro diante da memória das antigas promessas que um dia me foram feitas. Elas ainda cintilam dentro de mim, frágeis e leves como plumas, como dentes de leão que o vento leva para sempre, belas como enganos. E, no entanto, é delas que me alimento, como quem bebe a própria sede, como quem encontra no vazio a única forma de sustento.

A vida é como estar em um barco em alto mar, sem remos, sem motor, âncora e sem água... Sobreviver só depende de você.

Quebrei expectativas alheias, surpreendi as minhas, reescrevi limites como linhas de água, agora planto rotas onde havia muros.

Quem canta no deserto, faz brotar água, levanta a voz e observa o milagre.

O deserto não é um erro de percurso, é a escola forçada onde a água tem, finalmente, o seu verdadeiro valor.

As lágrimas são a água que rega a flor da esperança que insiste em brotar.

O reflexo na água é mais honesto que o espelho, pois ele se move com a verdade.

As manhãs me recebem com perguntas que não sei responder. Então respondo com pequenos atos: água, roupa, café. A rotina vira tábua de salvação nas ondas das incertezas. E quando a coragem retorna, ela vem na forma de hábito. Pequenas repetições fazem com que eu me reconheça novamente.

A vontade de desistir é um animal que aparece ferozmente. Eu o observo, ofereço água e digo seu nome. Nomeá-lo enfraquece o monstro e devolve-lhe forma humana. Com isso, a desistência perde parte de seu reino. E eu continuo, passo a passo, com pés que querem aprender.

A vida me ensinou a ser fogo e água, queimar o que me destrói, e acalmar o que me consome, entre extremos encontrei paz, e nessa paz reencontrei minha essência.

O tempo é a água ácida que dissolve a superfície, levando a espuma e o adorno, o que resiste à erosão é a densidade bruta da essência, o mineral que não se rende ao esquecimento.

Deixe o choro ser a chuva ácida que lava os escombros do que se foi, a lágrima é a água benta que purifica o olhar para o recomeço.