Conquistar Menina que Ja tem Namorado
Com o pé na areia a ansiedade já anseia.
Preciso entrar na água salgada.
Pois aqui dentro, tenho certeza, de coração eu sou sereia.
O sono
Já estou bocejando
é o sono chegando
é hora de dormir
é melhor não insistir
Será que isso é o
Não existir?
E o eu
Será que por
Um momento
Morreu?
Será que é um treinamento
Esse cessar de pensamento
E por um momento
Não ouço nada
Não sinto nada
Não cheiro nada
Não vejo nada
Estou descansando
Ou só treinando
Será que é isso
A morte?
Não sei qual será minha
Sorte.
Mas no sonho
Eu não entendo
de olhos
Fechados eu tô vendo
Eu não entendo
Sou só pensamento
escutando
o que tá acontecendo
Dentro de mim
Será que o sono
é o mesmo que
a morte ?
E agora não sei
Se sonho?
Será que estou acordado?
Será que estou dormindo?
Já não sei se vou continuar
Existindo.
Talvez me engano
e estou sonhando
Acordado
E a morte seja na verdade
um despertar
Do meu eterno lar.
Não quero
depois da morte.
Sempre querendo mais
depois de 40 anos
já entendi
nada aqui satisfaz
já que é pra ser assim
eu já quero o eterno
aqui
sem pressa
sem demora
quero começar
isso nessa hora.
não quero depois
da morte
já quero essa
sorte
começar
vislumbrar
e o eterno
já vivenciar.
A inteligência artificial potencializa a inteligência de quem já tem e atrofia de quem não tinha.
Vivemos a verdadeira era da informação.
Eu já vi rio secar da noite pro dia
Já vi corrente mudar de direção
Aprendi cedo com a água barrenta
Que quem endurece perde o chão
Eu não brigo com o vento que passa
Nem bato de frente com temporal
Tem hora que o silêncio é o caminho
E esperar também é sinal
Eu vou seguindo conforme a maré
Sem me perder do que sou por inteiro
Porque nesse mundo de pedra e vaidade
Quem força demais chega por derradeiro
Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado no fundo do rio
Eu aprendi a seguir com a água
Sem me perder do caminho
Eu fico quieto, mas vejo de longe
Eu sou do brejo, do tempo e da espera
Meu rumo é o rio quem vem ensinar
Sabedoria é saber esperar...
Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado no fundo do rio
Eu aprendi a seguir com a água
Sem me perder do meu caminho
Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado, pode acreditar
Quem quer viver muito tempo nessa vida
Tem que aprender a esperar...
Sandro Paschoal Nogueira
Bom dia! Você aí, que está acordando ou já saiu para trabalhar. Agradeça a Deus por mais este dia e oportunidade que está tendo por mais este dia de vida. Seja grato e abençoe o seu próximo, dando um bom dia abençoado e seja abençoado por Deus. Que a paz esteja contigo.
Bom dia! O brilho do sol já nos contagia e nos trás a luz de Deus. Que seu dia seja repleto de energia e muita luz ao seu próximo.
Damos bom dia todos os dias, mas as vezes esquecemos de pequenos de talhes no dia a dia, já parou a para se analizar?
Quando nascemos, já ganhamos um dom de Deus, sem saber qual? Basta crescermos, pra descobrir, quais são? Descobriremos com o tempo de vida que Deus nos dá, aqui na terra, para usarmos. Descubra o seu dom e usa o seu talo, pra fazer coisas boas. E será abencoado nesta vida por Deus.
Quando ensinar já não basta
Há dias em que a escola pesa mais do que a mochila dos professores em semana de avaliações.
Não por causa das aulas. Nem das provas. Nem da burocracia, embora ela exista e cresça a cada ano. Pesa porque, em algum momento, ensinar deixou de ser apenas ensinar. Hoje, espera-se que o professor seja gestor de conflitos, mediador familiar, psicólogo improvisado, agente social, produtor de relatórios, alimentador de plataformas, responsável por índices, motivador permanente e, de alguma forma, o último elo de uma corrente que começou a se romper muito antes de sua chegada. Tudo retorna ao professor. Se o estudante aprende, cumpriu sua obrigação. Se não aprende, pergunta-se o que o professor fez, ou deixou de fazer. Essa lógica revela uma das maiores distorções da educação contemporânea: individualiza-se a responsabilidade por um problema que é estrutural.
Nesta semana, sentei-me diante de um estudante do sexto ano que não lê. Não escreve. Não domina habilidades que deveriam ter sido construídas nos primeiros anos da escolarização. É educado, prestativo, participa, tem vontade de agradar, mas a linguagem escrita ainda não lhe pertence. Foi nesse momento que a palavra "avaliação" perdeu o sentido. Como avaliar alguém que não consegue acessar aquilo que é condição para realizar a própria atividade? Que nota representa essa realidade?
A escola, então, oferece caminhos conhecidos. Recuperação. Nova oportunidade. Trabalho substitutivo. Mais prazo. Mais uma atividade. Mais uma tentativa. O RAV. Até que, quase sempre, chega-se ao mesmo destino: a aprovação. Não porque as dificuldades desapareceram, mas porque o sistema precisa continuar funcionando.
É uma engrenagem curiosa. Cobra-se do professor uma avaliação criteriosa, instrumentos diversificados, registros, evidências e lançamento de notas. Ao mesmo tempo, espera-se que os resultados finais não contrariem o fluxo esperado. A avaliação precisa existir, mas suas consequências nem sempre podem existir. Talvez seja por isso que tantos professores experimentem a sensação de correr sem sair do lugar.
O sociólogo Zygmunt Bauman escreveu que vivemos tempos líquidos, marcados pela fragilidade dos vínculos e pela dificuldade de sustentar compromissos duradouros. A escola não ficou imune a essa condição. A responsabilidade pela aprendizagem tornou-se cada vez mais difusa. Quando tudo é responsabilidade de todos, frequentemente acaba não sendo responsabilidade de ninguém. E, no fim, sobra para quem está diante da turma.
Também me vem à memória Paulo Freire, quando afirmava que ensinar exige rigor metodológico e compromisso ético. Curiosamente, quase sempre lembramos apenas da palavra "amor". Esquecemos do rigor. Ensinar também exige reconhecer quando uma aprendizagem ainda não aconteceu. Fingir que aconteceu não é inclusão; é apenas adiar um problema que se tornará maior no ano seguinte.
Há algo profundamente injusto nisso. O estudante é privado de um direito fundamental: aprender. O professor é privado da possibilidade de avaliar com honestidade. A família, muitas vezes, acredita que a aprovação significa desenvolvimento. E a escola produz documentos que atestam competências que, na prática, ainda não existem.
Não escrevo estas linhas porque acredito que reprovar resolveria o problema. Não resolveria. Mas aprovar sem garantir a aprendizagem também nunca resolveu. Entre essas duas margens existe um vazio que temos insistido em chamar de política educacional.
Enquanto isso, seguimos preenchendo planilhas, lançando notas, organizando recuperações, respondendo questionários sobre estratégias, justificando ausências, explicando conflitos que nasceram em segundos e tentando provar, diariamente, que estamos fazendo o suficiente.
Talvez a pergunta mais incômoda não seja por que tantos estudantes chegam ao sexto ano sem ler. A pergunta é outra: em que momento nos acostumamos com isso?
Talvez seja esse o maior retrato da crise educacional. Não a existência do problema, mas a naturalidade com que passamos a conviver com ele.
Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.
Já sentiu como se lugar nenhum fosse capaz de te acolher? Como se uma parte de você quisesse fugir de si mesma?
Às vezes, a vida parece uma estrada coberta de espinhos, mas cercada por uma paisagem linda. Há momentos em que os espinhos são tão pequenos que nem conseguimos enxergá-los, apenas sentimos a dor a cada passo.
Mesmo assim, isso não significa que seja o fim. São apenas percalços da caminhada, desafios que precisam ser enfrentados e, aos poucos, resolvidos. A estrada continua. E, por mais difíceis que sejam alguns trechos, a beleza da paisagem ainda existe, esperando por nós logo adiante.
Nem todo afastamento é perda. Às vezes, é a vida reorganizando o que já não fazia sentido.
Pepita de Oliveira
Iniciação
Quem quer que sejas: deixa tua alcova,
da qual já sabes tudo que desejas;
teu lar na tarde, longe, se renova,
quem quer que sejas.
Com teus olhos exaustos, que ainda a custo
entre os gastos umbrais logram passar,
ergues inteira a sombra dum arbusto
posto ante o céu - esguio, singular.
E tens já pronto o mundo: estranho assim
como palavra que amadurecesse
no silêncio, e que teu olhar esquece
quando lhe captas o sentido, enfim...
Todos nós já provamos de uma sede de viver com intensidade, em que não queríamos nem dormir, nem tomar banho, nem comer... Sintomas parecidos, mas era porque a diversão que era a vida nós não queríamos interromper. Eu me apego a essa lembrança. Essa vida que flui e fluía. O oposto da depressão, para mim, é a infância bem aproveitada, feliz e encantada. ✨
Fico pensando no quão terrível e brutal o mundo já foi, mais do que é hoje, com tantos grupos na sociedade. Principalmente após a criação do cristianismo, a maldade se disfarçou de amor. A violência se disfarçou de bondade. A barbárie se disfarçou de divino. O ódio gratuito se fez de virtude, santidade e "purificação dos pecados", como se fosse piedade torturar, excluir ou destruir alguém apenas por ser quem é, amar quem ama, acreditar no que acredita, ou mesmo não acreditar em nada.
Em nome de Jesus, mulheres foram prisioneiras de maridos violentos, tratadas como animais reprodutores sem sentimentos, desejos nem vontade. Como menos que humanas. Pessoas negras foram escravizadas, no maior crime contra a humanidade da nossa história. Pessoas LGBTQIAPN+ passaram pelo indescritível. Pagãos, ateus e qualquer um que não partilhasse da fé cristã, ou dos seus moldes, foram tratados como menos que humanos, e dignos de qualquer violência, afinal, quem cometia os atos mais perversos e bárbaros acreditava fazer em nome do deus que pode perdoar tudo, não importa o quão terrível e irreversível na vida alheia seja o seu erro.
Tenho medo de um dia acordar em um mundo semelhante ao passado. As vezes sinto que vivi nesses tempos macabros, e que as memórias estão prestes a voltar. Tantos desejam o retorno de tudo que houve de pior na sociedade, chegando a exigir o fim de direitos conquistados pela luta de milhões que não resistiram, mas não desistiram até o último segundo de suas vidas.
Por que é tão difícil aceitar a liberdade alheia? Por que parece tão difícil para tantos olhar o outro com mais empatia? Cuidar das suas próprias vidas, e deixar em paz as escolhas e consequências alheias que apenas dizem respeito a própria pessoa? Era de se esperar que o tempo mudaria e melhoraria a sociedade, a humanidade, mas o que vejo são vermes rastejantes desejando reviver o que de mais cruel tivemos no passado, sempre em nome do mesmo pseudo deus pelo qual tanto sangue inocente foi e continua sendo derramado.
A minha heresia me faz orgulhosa da minha existência estar tão oposta aos hipócritas, falsos moralistas estúpidos e ignorantes que se auto intitulam "cidadãos de bem". Que meus deuses me livrem de ser, ainda que minimamente, como esses que só sabem julgar e ver o "erro" sempre no outro. Que se acham donos da verdade absoluta, vivendo de inveja, falsidade e repressão. Muitos são as baratas que torcem pelo inseticida, ou o frango que faz propaganda pra Sadia. Não há amor, apenas um jogo de aparências em suas vidas e corações vazios.
Vivem pela ignorância e estupidez, recusando qualquer melhoria, evolução ou conhecimento. Se recusam a ver a pluralidade, a diversidade, que são a verdadeira beleza desse mundo terrível onde vivemos. Eu nunca pertenci e nem pertencerei a esse lugar. Nunca vou entender todo esse ódio gratuito e sem sentido desses que só tem lama por dentro, mas sempre vai me entristecer ver até onde o ser humano pode ir em nome de nada, apenas para machucar aqueles que tiveram a coragem que eles nunca tiveram. Mas enquanto eu viver, lutarei pela liberdade de todas as pessoas, e serei livre, o tanto quanto puder ser nesse mundo. Tenho orgulho de ser o diabo para aqueles que seguem um deus misógino, infanticida, ególatra, narcisista e terrívelmente humano naquilo que há de pior na humanidade.
- Marcela Lobato
Última Conversa — Paulo Fernando | Menino Confuso
Você foi o amor mais intenso que eu já vivi, mas, ao mesmo tempo, aquele que mais me magoou.
Nunca pensei que a nossa história terminaria assim. Durante meses, pensei em te escrever, em tentar descobrir se ainda existia algum sentimento em você por mim, mesmo sabendo que você já estava com outra pessoa. Porque eu te amei. E nem sabia que era capaz de amar alguém dessa forma.
Hoje, não te amo como antes, mas ainda guardo com carinho as boas memórias que construímos. As ruins, eu perdoei. Não porque deixaram de doer, mas porque não quero mais revivê-las.
Nunca imaginei que conseguiria apagar as nossas conversas. Fiquei sete meses preso a elas. Foi mais fácil me desfazer de tudo o que você me deu, de tudo o que fazia lembrar você. Mas aquelas mensagens… nelas eu sempre encontrava um pedaço de nós, e era nelas que eu permanecia preso. Até hoje.
Comecei a sentir vontade de encerrar tudo quando percebi que ver você olhando as minhas coisas já não me afetava como antes. O teu sorriso já não trazia a luz que um dia iluminou os meus dias. E, se eu já não sentia mais necessidade de olhar a sua vida, também não fazia sentido continuar deixando uma porta entreaberta para que você observasse a minha. Foi por isso que apaguei tudo.
Chorei.
Chorei porque foi a história mais bonita que eu já vivi. Cada momento ao teu lado parecia pura mágica. Mas, ao mesmo tempo, também foi o meu maior pesadelo.
Naquele dia, na praia, na nossa última conversa, foi como se cada palavra sua fosse um soco. E pensar que foi justamente no mar, no nosso primeiro encontro, que eu me apaixonei por você. Terminar tudo exatamente onde tudo começou foi um choque difícil de explicar.
Mas a dor da despedida foi ainda maior.
Naquele instante, eu olhei para você completamente ferido e disse adeus. Você sorriu. Até hoje não sei se era nervosismo, indiferença ou deboche. Só sei que doeu. Porque, mesmo naquele momento, eu ainda estava aberto para você.
Sempre foi você quem eu quis.
Eu só queria entender você um pouco melhor. Também queria que você tentasse me compreender. Mas não aconteceu. E, mais uma vez, eu me perdi dentro de um amor que não encontrou o mesmo caminho de volta.
Hoje, quando apaguei as nossas conversas, não foi porque deixei de reconhecer a importância da nossa história. Foi porque entendi que algumas lembranças precisam permanecer apenas na memória, e não mais na tela de um celular.
Você sempre fará parte de um capítulo importante da minha vida. Um capítulo que me ensinou a amar com toda a intensidade que eu tinha, mas também a entender que nem todo amor foi feito para permanecer.
A dor não desaparece de uma vez. Ela aprende, aos poucos, a morar em um lugar onde já não controla os nossos dias.
E, finalmente, hoje, esse ciclo acabou.
— Paulo Fernando | Menino Confuso
Algumas Ilusões — Menino Confuso | Paulo Fernando
Não sei se já aconteceu com vocês, mas comigo sempre acontece.
Eu começo a me envolver com a pessoa e passo a sentir muito por ela. E tem gente que não sabe lidar com isso. Promete céu, terra e mar… mas você já entende, no fundo, que aquilo não vai passar de palavras bonitas.
Mesmo assim, você acredita. E acaba mergulhando de cabeça nesse começo de relação.
Passa o primeiro mês e tudo parece maravilhoso. Um sonho mesmo. Você conversa até o sol aparecer e só para quando o cansaço chega. Abraça, beija, sente demais.
Mas os dias passam… e tudo começa a mudar.
O tempo que era muito vira pouco. A atenção vai se afastando aos poucos. E aquela pessoa que prometeu céu, mar e terra já não está na mesma sintonia que você.
E então as lágrimas começam a cair.
A pessoa parece não se importar. E o pior: ela diz que você “não é pra ela”, que “não está no momento”, que “está confusa com tudo isso”.
E vocês terminam aquilo que nem deveria ter começado.
Passam 30 dias depois do término… e você ainda sente.
Porque sentimento não passa como dor que se resolve com um simples remédio. Não é rápido assim.
E então você, sem muita força, pergunta:
“Você ainda gosta de mim?”
Você espera uma resposta positiva. Mas, na verdade, a pessoa finge não entender:
“O quê? Como assim?”
Engraçado como algumas pessoas mudam depois de conseguirem o que querem.
Você fica arrasado, claro. Quem gostaria de se sentir esquecido por alguém que amou?
Acho que ninguém.
Mas uma coisa é certa: nem tudo precisa ser do jeito que a gente quer.
Quando você vira sua própria prioridade, esse tipo de pessoa deixa de ser amor… e vira só uma ilusão.
E como ela mesma disse:
“Eu estou vivendo, e você também. Você está bem, e eu estou ótimo.”
Guarde isso: você não precisa de um namorado agora. Você precisa de você mesmo.
De conhecer seus gostos, suas manias, seu cheiro, seu silêncio.
Lembra: quando você começa a deixar de lado o que tanto queria, você começa a receber sem precisar correr atrás.
Bom… acho que é isso.
Qualquer coisa, me chama. Vamos conversar.
— Paulo Fernando | Menino Confuso
