Mensagens de pesar pelo falecimento de um amigo que dão conforto
►Ametista
Ametista, disse que eu daria um jeito
Sabes que não sou perfeito, Ametista
Mas, caso necessite, doarei meu aconchego
Não sei como espantar a tristeza,
Mas, prometo que darei um jeito
Tudo que peço, é o seu beijo
Ametista.
Como em uma janela após a chuva
Vê-la, distante, deixa minha visão turva
Como não ficaria? Você é a grande musa
Odalisca, medusa, uma ninfa, Luna.
Pedidos e mais pedidos eu fiz
E de longe, bem longe
Uma estrela gritou, em sussurro, "Entendi"
Assim, te conheci, assim me apaixonei por ti
Ametista, é tão bom vê-la sorrir
Vê-la se divertir, de modo infante, simples
Inquietante.
Tenho um abraço com o seu destinatário
Quando eu voltar a vê-la irei entregá-lo
Não se esqueça então, Ametista
Que, daqui a pouco será o meu aniversário
Venha, por favor, quero você ao meu lado
Ametista, dias sem ti são agonias sem fim
Ametista, diga, gosta tanto assim de mim?
Penso que um poeta é um ansioso egoísta que apenas deseja falar seu coração
Escreve o que vive e vive mais ainda o que escreve.
Pois eu poeta leigo, vivo o que escrevo mas vivo mais ainda o que vivi.
Vivi a imensidão de teu olhar
Vivi o calor de tua pele.
Vivi o rosa de teus lábios macios nos meus
Vivi a paz de teus braços
Vivi teu perfume
Vivi o sabor da tua saliva
Vivi a tua presença
Vivi porque te vivi
Vivi...
Vivi...
Vivi...
Anseio apenas voltar a viver
Não morri...
Não morri...
Não morri...
Que venha a meu coração a sua outra metade
Metade que levaste contigo
Meu amor aguardo apenas tua volta
Completa o que dividido está.
Para
Viver...
Viver...
Viver...
Vivermos!
PRECISO SEPARAR-ME DOS SONHOS
Preciso, tenho de separar-me dos sonhos
Vaguear por as sombras que me afagam
Na panaceia que me acena de tanta dor
Preciso separar-me de mim no meu olhar
Num corpo que acolha-me sem me perder
Nas nostálgicas colheres de açúcar que me dás
E aos poucos teres a capacidade de embalares
A alma para um longo abraço contra o meu peito
Mas só vejo e sinto um tempo que se torna frio
Nos versos escritos nos cubos de gelo no copo
A dor é calculista, ela instiga-me, repulsa-me tanto
Preciso flutuar sem sobressalto no soalho da madeira
Da velha mansão abandonada que eu já tanto amei
Mas o brilho da escuridão cega-me e alucina-me
A mente, o corpo onde perco todas as minhas forças
Que levam-me a caminhar a travar uma dura batalha
Contra esta agonia que é um fragmento da perfeição
Tenho, preciso separar-me para encontrar os meus sonhos.
ENSINA-ME A VIVER
Ensina-me a viver sem ti
Ensina-me a viver sem as tuas mãos
Ensina-me a viver sem o teu abraço
Ensina-me a viver sem amor
Ensina-me a viver sem os teus beijos
Ensina-me a viver sem a tua loucura
Ensina-me a viver sem o teu olhar
Ensina-me a viver sem o calor do teu corpo
Ensina-me a viver sem ter saudades tuas
Ensina-me a viver sem o perfume da tua pele
Ensina-me a viver sem sentir saudades
Que eu não quero viver sozinha
Nos que somos feitos de instantes
De sentimentos, de memórias
De paixões, de desilusões, de dores
De silêncios, de amor, de esperança
De sorrisos, de fé e de lágrimas
Somos feitos de carne em desabafo
Lembranças de tantos momentos nossos
Ensina-me a deixar de lado as saudades que tenho de ti.
Tenho pensado em você
Tenho pensado muito em você ultimamente
Quando lembro de ti, sinto tudo de novo
Aquele vazio e ao mesmo tempo aquela plenitude de emoções
Eu sinto você o tempo inteiro, mesmo não estando aqui
Preciso te ver, como eu preciso...
Você foi de alguma forma meu fechamento de um ano de boas conquistas.
Quero ter a oportunidade de ficar com você de novo e te mostrar o quanto quero estar com você e lhe valorizar.
Vou dormir todas as noites pensando na sensação de como é te abraçar e te tocar, lembrando do seu cabelo e seu beijo, até mesmo do seu suspiro após um beijo intenso.
Lembro de teu rosto e teu sorriso e me aquece a alma pensar.
Quero estar com você de novo e não deixar e nem dar lhe motivos para partir, só razões para permanecer.
"Solidão "
É uma mistura de noite... com a dor
Depois vai dormir...
Se dormir...
Sem sentir calor
E misteriosamente...
Chega para amar
Sem que perceba
Por onde entrou!
Ray leite
Autor
FRÁGEIS ASAS ★
A poesia é um estilo
A vida é essencial
A morte é irremediável
A solidão é inútil
A mão suporta o tempo
Os ombros o mundo
Que a nossa revolta
Seja uma cascata dourada
E o caminho uma memória curta
Pois que frágeis são as asas
E nós que nem sabemos voar
Neste poema de vida
Da minha, da tua ou nossa existência
Onde a saudade deixa marcas de felicidade
Nas frágeis asas que nos deixam voar em sonhos
Eu sinto a sua falta, eu sei que errei muito com você, se eu pudesse voltar no tempo, te abraçaria por mais tempo aquela ultima vez, falaria o quanto eu te amo. Doeu muito ter que decidir me afastar de você mas é melhor assim. Eu te deixei ir, não porque eu não te amo, é por causa que eu te amo e nâo posso te fazer feliz
VELHAS LEMBRANÇAS (soneto)
Ah! amareladas lembranças, tão tagarelas
Das nostalgias vividas, e agora tão antigas
Tanto mais velhas quanto mais inimigas
Vencedoras do tempo e das agastas trelas
A dor, a solidão, o silêncio, à sombra delas
Vivem, murmurando de angústias e fadigas
Onde em seu leito só tem canções sofridas
Descoloridas, sem os matizes das aquarelas
Não choremos, poesia, a aflitiva saudade!
Envelheçamos com elas, e o seu reclamo
Como só as aroeiras valentes envelhecem
Na glória do exceder, do afeto e bondade
Se há recordação, que clamemos derramo
De despedida, as memórias que padecem!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/02/2020, 17’10” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
''Quanto mais a persistencia e utilizada para curar o remorso, corrompe a fé. convertendo-se para angustia; tal angustia que vira saudade. tornando-se dor e amargura com o andar do ponteiro do relogio''
Eu sinto sua falta
Eu sinto falta do seu sorriso que me tirava o chão
Do jeito especial que você me fazia sentir
Ou dos nossos papos intermináveis sobre o futuro
Sinto falta de quão incríveis nós ficávamos juntos
E até hj eu me pergunto oq aconteceu?
Pq de repente viramos dois estranhos?
Eu sinto sua falta
Eu lutei
Eu me entreguei
Eu fui atrás
Mas era ele que fazia seus olhos brilharem
Era para eles seus sorrisos mais sinceros
Era um ele o amor da sua vida
E eu quero que você seja feliz minha lua
Mesmo q isso signifique não ter você comigo
Olhei pra trás outra vez
O que eu vi?
Eu não sei
Esses olhos refletem o céu?
De onde vem essa cor profunda?
Profunda como mar
E carregam histórias que te fazem recitar
Recita a beleza e inspira
Quase posso compreender
O reflexos desses olhos
São a saudade que teima em te doer
- Sobre sua saudade
"Quando deixei minha terra.
O chão que ali deixei, não olhei para traz.
Sertanejo deixa o sertão, para viver longe de casa.
Sem amor e sem caminho, com o pé arrastando no chão.
Com o coração cheio de emoção e saudade.
Carrego no corpo o violão.
Sentindo fome, não teme o amanhã, que logo vem. Ao anoitecer se encosta em qualquer lugar que lhe faz bem. Lá vem o dia, o sol nasceu . Sem destino, caminho, pela vida afora outra vez."
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