Como Lidar com o Remorso
De uns tempos pra cá, venho perdendo meu sono, puxando memórias nos mais profundos e obscuros becos que compõem meus pensamentos, acontece que a minha ida foi o suficiente para me fazer perceber o que eu tinha quando estava com você, ao seu lado. A maneira de como eu fui embora ainda chicoteia o que sobrou do meu consciente, até hoje. Foi quando os seus cabelos claros dançaram ao ritmo dos ventos que eu percebi que você era especial, quando nos perdíamos em conversas que só nós dois conseguíamos entender. E eu não queria ter ido, mesmo tendo eu te expulsado e sendo o causador da nossa tempestade. Eu sinto falta da maneira de como você chamava meu nome, dos apelidos que você colocou em mim, da maneira de como você ficava corado quando eu dizia que te amava, era tudo tão raro, tão único, tão singular. Eu só queria ter percebido isso quando ainda éramos dois. É egoísmo meu querer te dizer que me arrependo, eu sei. Eu só espero que você ache alguém que te ame genuinamente, assim como eu nunca fui capaz de fazer.
Converse com as pessoas como se fosse perdê-las amanhã
Ninguém, ao menos que diante de um diagnóstico fatal, está preparado para perder quem ama.
SABEMOS QUE O RELÓGIO DA VIDA NÃO PÁRA E QUE UMA HORA SERÁ A NOSSA HORA, CONSEQUENTEMENTE TAMBÉM DE QUEM AMAMOS.
Transferimos a responsabilidade de muitas faltas para a tal “correria do dia a dia”, realmente o tempo voa, chegamos na sexta-feira e exclamamos: — Nossa, sexta de novo! Parece que foi ontem! Contudo, é uma falácia a dita “falta de tempo”, sabemos que, na verdade, este é igual para todos, o que existe são questões de prioridades.
É bem fácil notar que as nossas relações estão cada vez mais carentes de afeto, pois do pouco tempo de que dispomos com os nossos familiares, estamos com os celulares na mão, interagindo com o mundo, à exceção de quem está ao nosso lado.
Muito ouvimos de que a vida é curta, já o escritor Francês Jules Renard acredita que ela não é comprida nem curta e sim, ela tem uma duração própria. Se for parar para pensar, creio que sua reflexão seja a mais adequada, todos nós conhecemos histórias de pessoas que perderam filhos ainda na infância, e já outros que tiveram avós que viveram mais de cem anos.
TODOS TEMOS A CONSCIÊNCIA DE QUE UM DIA SERÁ O DO “ADEUS”, OUVIMOS DESDE PEQUENOS QUE A ÚNICA COISA CERTA NA VIDA, É O FIM DELA.
Mas sinceramente, não nos preparamos para o fim da nossa e, menos ainda, de pessoas queridas.
Se tivermos o cuidado de conversar e dar aquele abraço bem apertado sempre que vemos quem amamos, talvez as lágrimas frente a uma lápide, sejam apenas de saudade, mas nunca de remorso.
O tempo: Revela rugas e verdades, quebra vínculos e fortalece alianças. Traz arrependimento e amadurecimento. Causa dores no corpo mas cura feridas da alma. Nos aproxima do grande dia. Seja de irmos, ou de Ele vir.
Em certas situações, eu me pergunto se as pessoas realmente percebem quando perdem algo? Quando deixam escapar algo valioso por entre seus dedos...
E quando percebem, elas lamentam ao notar que já é tarde demais?
Talvez sim, talvez não (elas podem ser imaturas, desligadas ou avoadas, quem sabe?)
Se elas não lamentam, ou se arrependem, foi porque não significou nada para elas?
Talvez alguma delas realmente não liguem para isso.
Esse é um mundo injusto.
E a justiça do Karma?
"Tudo o que vai, volta" e "Você colhe o que planta?"
Podemos confia nisso?
De fato tudo o que podemos fazer é acreditar.
Nem o Pai do Filho Pródigo correu atrás do próprio filho arrogante!
Certamente, ele logo perdoou o filho, mas...
O abraço, o anel e uma nova chance vieram com a humildade do arrependimento!
Só sei que esta tudo dando errado.
Eu estava andando certo e me perdi.
Não existe atalhos na vida, apenas Linhas retas. Por mais longo q seja o caminho, devemos seguir em frente.
O autoperdão se manifesta por três elementos: o processo de arrependimento, arcar com as consequências do erro e a reparação. Somente assim nos libertarmos da culpa e adquirimos a paz de consciência.
Livro: Inteligência Consciencial - a conquista da autonomia da consciência
Não valorizar alguém é um perigo, você pode perder para sempre aquilo que era importante e essencial porém nunca se deu conta.
"Sim, Deus nos perdoa sempre! É algo absolutamente intrínseco e de natureza muito superior à nossa limitada compreensão. Contudo, pedir perdão é só o primeiro passo. O arrependimento desencadeia o processo de auto cura, de reajuste. Mas o fato de obtermos a misericórdia divina não nos isenta da responsabilidade e do dever de reparação. É preciso primeiro superar o dano causado através das AÇÕES para com os semelhantes. Além da intenção sincera, é necessário humildade ao merecer o recomeço, para alcançar a total liberação das energias negativas envolvidas, e sobretudo, para o auto perdão. Somente depois de olharmos para dentro, para baixo e para os lados é que atingiremos o alvo mais elevado que é Deus."
O remorso é a pior de todas as guerras que podemos travar com nossa mente. É a impotência que temos perante o tempo, é a revelação de passados desastrosos, é a confirmação de atitudes irreparáveis.
Não existe felicidade, porque sempre existirá o tempo, sendo assim seu passado sempre renascerá diante dos seu olhos, em lembranças permanentes que sugaram aos poucos, toda a sua vontade de viver.
“Viva o que tem que viver, faça o que achar que é pra ser feito, perdoe, peça perdão, ame, chore, cante, se arrependa mais do que fez! Não deixe de fazer por medo de fracassar.”
"Um belo dia resolveu arrepender-se de todos os males que havia praticado.
Refletindo-se através de autoconhecimento num espelho de verdades enxergou a própria alma sem compaixão ou piedade também os tantos malefícios que até então causou a outrém.
Por alguns instantes envergonhou-se. Por minutos arrependeu-se. Chegou a pedir perdão aos céus em breves lágrimas salinas...ou felinas?
No mesmo dia, antes mesmo da noite serenar o dia, rescindiu contrato com seu verdadeiro eu...que não era diferente do de outrora.
Triste sina a dos que carregam essa vil índole: o padecer da própria existência."
(Van der Fleurs)
Perda/ão
Já perdi um amor por não saber tê-lo
Já desabafei com a pessoa errada
Já vivi em um dia a felicidade de uma vida inteira
Já chorei em uma noite mais do que o meu olho podia suportar
Já vi meus amigos abraçando meus inimigos
Já vi inimigos me estendendo as mãos enquanto todos dormiam
Já me feri só pra poder sentir uma dor física
Já procurei antibióticos para a alma e não encontrei
Já fui do céu ao inferno e do inferno ao céu numa pequena fração de tempo e em longas equações também
Já fiz maldades e bondades, mas nenhuma me fez tão viva quanto a última
Já pedi perdão algumas vezes, outras não, mas essas até hoje me rondam
Já me amei o bastante a ponto encolher o mundo em minhas mãos
Já me odiei de tal forma que gostaria de não ter existido
Já senti ciumes de um amor
Já torci para ele encontrar alguém melhor que eu.
Já perdi um amor por medo de não saber tê-lo, e é como se eu tivesse me mutilado.
"Eu jamais precisarei perguntar a alguém sobre aquilo que um dia, o remorso vai fazer ela se justificar para mim, na busca do meu perdão."
Muitos caíram em tal angústia [do remorso] depois de uma súbita diminuição dos seus haveres, de um inesperado golpe em sua reputação, ou da perda dos filhos ou dos amigos.
“Se ao menos eu não tivesse confiado meus investimentos a esse consultor financeiro tão incompetente!” “Se pelo menos alguém me tivesse avisado para não me meter nesse assunto que acabou sujando o meu nome!” “Quem me dera ter cuidado melhor dos meus filhos, e assim eles não me teriam abandonado!”
