Como dizer pra Voce que Nunca Deixei de te Amar

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O poder de processar alguém ou algo é, no limite do humano, no mundo contemporâneo, como assemelhar-se a Zeus.

Pois é como se uma maldição pesasse sobre o dinheiro: todo autor se torna um escritor ruim assim que escreve qualquer coisa em função do lucro.

O grande mérito da ciência como projeto humano é que ela tem a capacidade de se autocorrigir à medida que vai avançando.

⁠Não é fácil destruir um ídolo: requer tanto tempo como o necessário para promovê-lo e adorá-lo.

⁠Cada um com sua loucura: a minha foi julgar-me normal, perigosamente normal. E como me parecia que os outros estavam loucos, acabei ficando com medo, medo deles e, o que é pior, medo de mim mesmo.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Quem não for como todo o mundo, quem não pensar como todo o mundo, corre o risco de ser eliminado.

José Ortega y Gasset
A rebelião das massas (1929).

É de seu direito falar o que pensa, assim como é meu direito responder.

Leandro Karnal
MIYASHIRO, Kelly. Leandro Karnal a VEJA: “Namorei homens e mulheres”. Veja, 4 mar. 2023.

⁠Precisamente, ao nos convencermos de que a mulher amada não é como acreditávamos, mas só uma imagem generosa que havíamos feito, produz-se em nós a catástrofe da desilusão.

José Ortega y Gasset
O que é Filosofia? (1929).

Como se podem buscar objetivos de longo prazo numa sociedade de curto prazo?

Richard Sennett
A corrosão do caráter. Rio de Janeiro: Record, 2015.

⁠Entretanto, a ninfa não me quis,
Mas ainda nos trombamos,
Nossos olhos se fitam, ela diz:
Como vão os seus planos ?

Matrimônio é uma “via de mão dupla” (reciprocidade) onde o casal deve caminhar como se fosse “via de mão única” (uma só carne), cujo destino é a felicidade do outro.

⁠como um espelho no sol
os olhos queimam
e eu já não consigo enxergar
a luz penetra irresistível
a pupila se esvai
tombo assombrada
com minha própria desilusão
como um espelho no sol
a água flui
pelas maçãs descoradas
da minha face
confunde-se entres os vales
mergulha em minhas entranhas
liberta-me a solidão
como um espelho no sol
o equilíbrio desvanece
subo em montanhas macias
confundo-me em fantasias
a pele e o pelo enrijecem
canto o som dos tementes
cego-me pela canção
como um espelho no sol
nada enxergo
tudo vejo
ao encontrar-me espalhada
pelo vasto
pelo nada
da minha própria imensidão

A cada dia que eu a vejo é como se fosse a primeira vez. A cada dia meu amor, meu carinho, minha paixão aumentam por você. A cada dia, a cada momento, hora, minutos, segundos, eu queria te dizer que eu a amo e sempre vou te amar.

Sorte?
Talvez seja a competência aliada à oportunidade... mas num País como o nosso, creio que alguns nascem com a competência questionável e as oportunidades não merecem a descrição.

Ela está viva… mas, para mim, é como se tivesse morrido. Caminha pelo mundo, respira o mesmo ar, talvez sorria para outros rostos... e ainda assim, dentro de mim, vive apenas o eco do que fomos. Eu a perdi não para a morte, mas para a distância, para o tempo, para o destino que decidiu que o meu amor seria eterno e silencioso. Vivo em luto por alguém que ainda existe.


A saudade me habita como uma doença que não mata, mas também não permite curar. Penso nela todos os dias, como quem toca uma ferida só para ter certeza de que ainda sente. É uma presença que não me abandona, entranhada (literalmente) na pele, nas lembranças, nos espaços entre um pensamento e outro. Ela é ausência e companhia ao mesmo tempo... o fantasma mais vivo que já existiu.


Não há rituais para esse tipo de morte. Ninguém me consola, porque ninguém entende que ela ainda está viva. Mas dentro de mim, algo se fechou... um túmulo de memórias onde repousa o amor que nunca deixou de respirar. A cada batida do meu coração, ouço o murmúrio de tudo o que poderia ter sido, e não foi.


O tempo tenta me convencer a seguir, mas o amor não obedece ao tempo. Ele é teimoso, indisciplinado, cruel. Cresce nas ruínas, floresce no impossível. E eu sigo, condenado a amar uma lembrança viva, a beijar um nome no silêncio, a conversar com uma ausência que me responde dentro da alma.


Há quem morra e deixe saudade; ela, não. Ela ficou viva, e isso é o que mais dói. Porque o mundo pode tê-la, mas eu a carrego no coração como se fosse minha morta particular... uma morta que respira em outro lugar, que sonha outro sonho, mas que nunca deixou de me habitar.


E assim vivo: metade homem, metade lembrança. Um viúvo de alguém que ainda está vivo. Um sobrevivente de um amor que o tempo tentou sepultar, mas que, teimosamente, insiste em renascer em cada amanhecer.

A palavra escrita, ensinou-me a escutar a voz humana, assim como as grandes atitudes imóveis das estátuas, me ensinaram a apreciar os gestos.

Homem Morto

No canto do meu quarto há um Homem Morto.
Não consigo decifrar como é seu rosto.
Escuro como as trevas, alto como um monte.
É no canto do meu quarto que ele se esconde.

Não sei quem é, nem de onde veio.
Nem se veio pra ficar ou apenas pra passeio.

Não tenho mais medo, nem receio.
Acostumei com quem ele é aqui.
De vez em quando, me faz até rir.

Apelidei de Homem Morto,
mas também combina com Homem Torto.

Seu nome não sei dizer.
Homem Morto disse que me viu crescer.

Então, tudo bem.

Pessoas dizem que ele é do mal,
mas tenho minhas dúvidas… será?

Ele só tá quieto em seu lugar,
quieto, a me observar.

Já tem anos que o Homem Morto me acompanha.
Deve ser porque só estranha.

Deixe ele quieto.
Deixe ele por perto…

Por:Maria Beatriz

A humanidade tem o hábito de apontar dedos,
como se a culpa fosse sempre um lugar fora do espelho.
Constrói altares para justificar seus erros
e depois se ajoelha diante da própria mentira.
Diz que ama,
mas mede afeto como quem calcula prejuízo.
Diz que sente,
mas foge do que sente de verdade.
E no meio disso tudo,
quem ainda ousa amar de verdade
é visto como exagero…
ou fraqueza.
Talvez o problema nunca tenha sido o mundo,
mas a covardia disfarçada de razão.
Porque sentir exige coragem.
E a maioria prefere parecer forte
do que ser real.


DeBrunoParaCarla

A serra se abria como um livro que a gente lia devagar e cada curva da estrada tirando fotos, era um verso que o meu coração decorava só de ver o teu perfil no vidro. Em Arcádia o mundo parava para ver a gente dividir aquele pastel de camarão como se fosse o banquete mais luxuoso da terra porque o tempero de verdade era o teu riso solto no ar fresco da montanha. Carla você é o meu cais e a minha subida o lugar onde o meu cansaço descansa e a minha pressa vira mansidão de fim de tarde. Naquela mesa simples a gente inventava um reino onde o único império era o nosso afeto e o perigo de lá fora morria de medo de atravessar a nossa alegria. O meu amor por você tem o gosto doce daquela paz e o brilho firme das estrelas que a gente caçava no céu de Itaipuaçu. Sou um eterno viajante que encontrou em você a única parada que realmente importa e o destino que eu escolheria mil vezes em cada vida que eu vivesse.


​Na verdade ninguém parou nem olhou nada, era só a gente com cara de fome numa messa de estrada dividindo um pastel de camarão enquanto o mundo seguia ignorando a nossa existência.


DeBrunoParaCarla

Ele se coloca como a voz daquilo que as pessoas sacrificaram a sensibilidade, a pureza para sobreviverem na sociedade moderna


DeBrunoParaCarla