Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov
“Respirar pesa,
como se o ar tivesse memória.
E ainda assim eu fico,
carregando um silêncio
que só quer… paz.”
Tem gente que não merece nem o teu olhar,
mas vive implorando migalhas da tua atenção
como quem bate na porta de um castelo
trazendo lama nos pés e ego nas mãos.
Nem toda presença merece acesso.
Tem gente que entra na tua vida
só pra testar o quanto consegue destruir
antes de chamar isso de amor.
Teu silêncio já é luxo demais pra certas almas.
E teu desprezo?
Quase uma obra de caridade.
Porque tem gente que não merece nem o teu olhar…
imagina o teu coração.
Autor: Lucci Santz
Há algumas portas que não abrem, trancadas como quem não tem volta,
E no meu peito,
Ah no meu peito… um cadeado e uma saudade escondida.
Ela tocava baixo,
como quem conversa com a própria dor
sem querer acordar o mundo.
Enquanto a casa ria atrás dela,
Tentava afinar o peito
na mesma frequência do violão velho.
Porque existem noites
em que a gente não quer companhia,
não quer respostas,
não quer promessas.
Só quer sobreviver
mais algumas horas
sem desabar por dentro.
E talvez fosse exatamente isso
que aquela música fazia:
segurava sua alma
no lugar
enquanto o resto dela
ainda aprendia a ficar.
Livro: La Vereda por Lucci Santz
Ele não chegou fazendo barulho,
nem vestido de razão perfeita,
chegou simples.
Como quem carrega o mundo no bolso
e ainda assim oferece ajuda pra carregar o teu.
Falaram tempestades sobre ele,
inventaram sombras, pesos e espinhos,
mas quando abriu a porta do próprio silêncio,
o que havia ali
era só um homem cansado de ser mal traduzido.
Feijão tinha olhos de quem escuta de verdade,
dessas pessoas raras
que não competem com tua dor,
apenas sentam ao lado dela.
E foi estranho perceber
que a sinceridade dele cabia inteira
nos pequenos gestos,
porque gente honesta quase nunca sabe se vender,
só existir.
Talvez a vida tenha dessas ironias tortas:
aproximar duas almas pela mentira de terceiros
pra depois revelar
que afinidade nenhuma nasce no acaso.
Ele tinha jeito de casa simples em tarde de chuva,
café passado sem pressa,
cadeira na varanda
e conversa que faz o peito respirar melhor.
E no meio de tanta gente montada em personagens,
ele apareceu cru, humano, imperfeito…
mas real.
Coisa perigosa hoje em dia.
Ser real assusta mais que mentira bem contada.
Curioso como alguém só percebem o brilho de uma estrela quando ela já está iluminando outro céu. Certas pessoas têm esse hábito estranho de confundir presença com garantia.
Às vezes, um atraso vira tempestade.
Um silêncio pesa como despedida.
E um abraço, por menor que seja, tem força para reorganizar o mundo.
Há quem chame isso de exagero.
Eu chamo de sentir sem pele.
Porque alguns corações vivem entre o medo do abandono e a coragem de amar por inteiro. Caem, levantam, quebram, recomeçam... e seguem procurando um lugar onde finalmente possam descansar sem precisar duvidar que alguém ficará.
Talvez a palavra nunca tenha sido "demais".
Talvez sempre tenha sido apenas intenso.
Entre a pressa e o encontro
Você chegou como quem não pede passagem,
com o mundo inteiro correndo dentro do peito,
acelerada, inquieta, cheia de caminhos,
mas encontrou em mim um lugar diferente.
Eu não sei explicar o que aconteceu,
nem procuro colocar nome no inesperado.
Existem encontros que não fazem barulho,
mas mudam a forma como a gente olha o outro lado.
Você tem tempestade nos passos,
mil pensamentos querendo partir ao mesmo tempo,
e eu achei bonito descobrir
que até a pressa pode encontrar abrigo.
Não quero prender teus voos,
nem diminuir a força que existe em você.
Quero apenas caminhar ao teu lado
enquanto a vida revela o que pode nascer.
Porque entre tantas pessoas, tantos rostos, tantos dias
você parou por um instante diante de mim.
E há algo raro nisso:
Duas histórias diferentes percebendo
que talvez tenham se encontrado no mesmo momento.
'Enquanto o tempo não Decide"
Eu te esperarei,
não como quem conta as horas
ou implora ao tempo que não vá.
Esperarei como a noite espera a aurora,
sabendo que a luz, cedo ou tarde, chegará.
Não guardarei teu nome entre promessas,
nem farei do passado um altar.
Há amores que sobrevivem às pressas,
mas morrem quando alguém deixa de lutar.
Eu te esperarei onde ninguém me alcança,
onde o silêncio aprende a dizer.
Sem transformar saudade em esperança,
sem esquecer de mim para esperar você.
E se um dia teus passos encontrarem os meus,
não perguntarei por que demorou.
Talvez certos encontros sejam escritos por Deus,
depois que o mundo inteiro nos desencontrou.
Mas se não vieres, eu também partirei.
Não por falta de amor, nem por esquecer.
É que até quem espera precisa viver,
e há portas que o coração precisa fechar para sobreviver.
Ainda assim, se a vida te trouxer de volta,
se o acaso resolver nos aproximar,
encontrarás minha alma já sem revolta,
mas com espaço suficiente para te abraçar.
Eu te esperarei.
Não parada.
Não perdida.
Apenas vivendo a minha vida,
até que o destino decida
se você era chegada
ou apenas despedida.
O Eclipse Vermelho
A lua vestiu-se de vermelho
e mergulhou devagar na escuridão,
como quem guarda no próprio silêncio
uma antiga transformação.
Por um instante, cessou o brilho,
o céu perdeu sua direção...
e aquilo que parecia vazio
podia ser outra dimensão.
Há mudanças que chegam caladas,
sem anúncio, sem explicação,
fundem antigas partes quebradas
numa nova forma de inteireza e chão.
Quando a sombra deixou o céu,
a lua voltou a respirar...
não era outra, nem deixou de ser ela,
apenas aprendera a se transformar.
E talvez todo eclipse seja assim:
um breve mergulho no que não se vê,
até que o que estava disperso em nós
encontre um lugar onde possa florescer.
A espiritualidade firme e não efêmera funciona como uma âncora interna.
Ela não depende de momentos passageiros de euforia ou de crises temporárias, mas sim de uma prática diária de conexão profunda.
“Cultivar frutas e/ou vegetais no quintal da casa é saudável em todos os sentidos, inclusive como terapia. Assim parafraseando o velho adágio popular digo “Quem planta seus males espanta”
Ney Batista
“Se toco tuas feridas é por lealdade, não sou como o inimigo que vive te dando beijos e sempre sussurrando à tua consciência te dizendo, és vítima”
. Ney Batista
Nossos gostos e preferências revelam como anda nossa espiritualidade e o caminho que estamos seguindo… Nossas preferências refletem escolhas mais conscientes, sendo mais fácil para as avaliarmos. Já nossos gostos muitas vezes inconscientes, revelam aspectos profundos de nossa natureza. Daí a importância de questionarmos nossos gostos e preferências, para não sermos controlados por impulsos ou influências que não refletem nossos verdadeiros valores e que nos desviam dos nossos propósitos fundamentais.
Autor: Ney Paula Batista
Sonho e Ilusão
Sonho com um mundo melhor, onde crianças brinquem como crianças,
Que as pessoas trabalhem, lutem, vivam com esperança.
Sem roubos, violência, desastres e ganância.
Sonho em ver os pássaros livres, cantarolando suas melodias,
Em saber que todos têm comida para por na mesa ao meio-dia.
Que os jovens desfrutem da vida com grande sabedoria
Vejo alguns planejando suas viagens para Caribe, Itália e Japão.
Enquanto milhares tentam ir ao mercado comprar leite e pão.
Vivemos neste mundo desigual esquecendo que somos irmãos.
Um mendigo bate a nossa porta, pede comida e dizemos não.
Na manhã seguinte a comida que sobrou vai alimentar o cão.
Nosso semelhante é abandonado ficando sem casa e sem chão.
Vivo nesta utopia de achar que um dia teremos a emoção
De olha para o lado abraçar alguém e dizer “você é uma benção”
Isto tudo é um sonho, que mais parece uma grande ilusão
Alguns são amargos como o fel, outros, doces como o mel, uns azedos como limão, e outros sem sal, mas intragável é o destemperado!
Entender um boato como fato pode ser erro de interpretação, mas compartilhar a desinformação é falta de noção!
“A maior virtude de uma Político é a coragem. Assim como o excesso dela o torna um completo imbecil”.
Como lâmina que toca o nervo e revela a verdade oculta sob a pele do mundo, a obra de Dostoiévski lembra que nenhuma consciência é inteira, nenhum gesto é puro e nenhum sofrimento é simples. Há sempre uma voz subterrânea que contradiz, acusa, implora, resiste — e é nessa fratura que o humano se mostra em sua face mais verdadeira. Literatura não descreve o abismo: desce até ele, acende uma pequena luz e obriga cada leitor a encarar o que prefere não nomear.
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