Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov

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O hábito da leitura se tornou algo tão raro, que os praticantes são vistos como revolucionários, transgressores ou seres em extinção!

Pior do que todos os problemas que podemos ter é a forma como lidamos e aceitamls o que esta acontecendo.
Tem pessoas que simplesmente deixam de lado.
Só olham seu próprio umbigo ou se acomodam, ate o momento que bate a sua porta o remorcio, o peso na conciencia ou o sentimento de que é tarde demais , ai a pessoa não segue em frente, ela simplesmente anda mas olhando sempre para tras.
Vive em função do que não fez ou do que poderia ter feito.
Mas tudo na vida é para nos ensina, para fazermos escolhas que iram molda nossos passos.
Até os erros continuos, pois neles no fundo já sabemos os resultados, a não ser que as pessoas que possam fazer parte desses erros sejam diferentes, mas no nosso intimo se repetira sempre as mesmas dores as vezes não pela pessoa mas por nos mesmos.
Muitas vezes estamos tao preocupados com o passado, ou as vezes planejando futuro que esquecemos que o passado jamais ira mudar e muito menos havera um futuro se vc não estiver vivendo o presente, fazendo sua parte para ter ao menos um destino para onde ir e por ironia do destino, jamais teremos algo exatamente igual.
Será melhor ou pior dependendo do ponto de vista de cada um e mesmo assim a vida seguira....
Não é nosso passado ou nosso presente que nos define, mas o que estamos disposto a fazer nesse momento que nos fará sermos alguém feliz ou infeliz, independente de quem esteja a sua volta e os problemas que possam surgir pela frente.

Hoje eu acordei pensando em como te encontrar e até agora tô aqui tentando achar o seu Instagram.

⁠Nos olhos dela, tudo se revela, cada estrela no céu é como um lembrete do seu amor que vai além do tempo e espaço, pois dentro dela há um universo de amor.

⁠Deus existe? Vamos tirar isso a limpo! 2.0

Antes de tudo, o que é Deus? um conceito;
como tal, deve ser definido: primeiro motor.

Quais seriam as características de Deus?
Onipresença;
Onisciência,
Onipotência.

Definido o que é Deus e dado a ele características, vamos identificá-lo em nossa realidade:
Se Deus está em todo lugar, obviamente sabe tudo, e se sabe tudo, obviamente pode tudo. Então, o que é Deus? O que, em nossa existência, seria descrita perfeitamente pelas características dadas a Deus? A natureza.

Veja bem, o que existe além da natureza, sendo que a mesma é tudo que existe? Toda partícula, onda, foton, faz parte e compõe o que nós chamamos de natureza. Até mesmo os buracos negros (mesmo que não saibamos exatamente o que há em seu centro).


Energia não pode ser criada e nem destruída: a energia pode apenas transformar-se de um tipo a outro(s).


Outro ponto que vale uma ênfase: de onde veio a ideia de criação?
Nós não temos uma experiência concreta, nem qualquer tipo de conhecimento sobre a origem de qualquer coisa do 0, temos apenas experiências de transformações, términos e inícios de fases, ciclos. Não há e nem nunca houve uma experiência humana que justificasse e que desse valor a este questionamento.


Um conceito sem embasamento na existência, não pode ser usado para explicar a mesma.


Não se pode observar A, descrever-lhe, e achar que a mesma descrição será válida para B.

Ah, como você é?
Sinceramente pouco interessante para sua pergunta.

A maneira como vivemos o presente constitui-se no acúmulo de ações práticas que nos levarão às consequências, físicas, emocionais e espirituais, que teremos no nosso futuro e na eternidade.

Se você não cair, como vai saber o que é levantar?

O que frequentemente se rotula como narcisismo não é excesso de si, mas sua carência: uma identidade que não se sustenta e precisa recrutar o olhar alheio como prótese. Não há transbordamento, há dependência; não há centro, há busca. E assim, o que parece vaidade revela, no fundo, um esforço contínuo de existir por meio do outro.

O sujeito não precisa do outro apenas como espelho que confirma sua imagem, mas como diferença que o desloca, confronta e amplia. É a alteridade que impede a consciência de fechar-se em circuito próprio. Sem esse encontro com o que escapa e contradiz, a identidade torna-se superfície repetida — lisa, estéril, incapaz de transformação. Toda subjetividade que não encontra diferença acaba apodrecendo dentro da própria imagem.

O mundo se dobra sobre nós como papel velho, e cada escolha é uma dobra que jamais poderá ser desfeita. Entre o que sentimos e o que mostramos, há um abismo silencioso, e todo gesto que acreditamos simples é, na verdade, uma inscrição daquilo que jamais ousamos dizer.

A cidade, à noite, respira como um animal ferido: suas janelas acesas são olhos que não dormem, vigias de uma solidão partilhada em silêncio; e quem ousa escutar esse murmúrio subterrâneo descobre que toda vida urbana é feita de fantasmas que caminham ao lado dos vivos, pedindo apenas a dignidade do esquecimento.

A verdade nunca se revela inteira: aproxima-se como um sussurro, fere como uma lâmina e logo se esconde atrás de novos véus; por isso, mais sábio é quem aprende a habitar a penumbra do que quem exige a claridade absoluta

A alma é uma chama que não pertence ao corpo, mas o habita como peregrino; cada dor é apenas o vento que a faz tremular, e cada alegria, o clarão que recorda sua origem no fogo divino que jamais se apaga.⁠

Tempos difíceis revelam nossa verdadeira natureza assim como tempestades mostram quais árvores possuem raízes profundas e quais são apenas aparência superficial.

Palavras são como pedras no rio: algumas fazem-nos tropeçar, outras nos ajudam a atravessar, mas todas moldam o curso das nossas águas interiores.

O ser humano moderno arde na ânsia de ser extraordinário, como se o comum fosse uma falha e não a própria teia do mundo. Esquece-se de que a vida não opera por hierarquias nem medalhas; ela apenas pulsa, indiferente aos delírios de grandeza. E é justamente aí que se revela o paradoxo: ser comum já é uma forma secreta de singularidade, pois nada mais raro do que existir sem precisar provar brilho algum.

O que a psicologia do self nomeia como vazio central não é preenchido por objetos exteriores — nem por status, nem por acumulação, nem pela superfície narcísica que o consumo promete restaurar. A inquietação que persiste por baixo da conquista é sinal de que o ego não encontrou ainda relação suficientemente boa consigo mesmo. Winnicott chamou de verdadeiro self aquilo que se constitui apenas onde há autenticidade — e a paz que dele emana não precisa de audiência, não requer espelho externo: sustenta-se no reconhecimento silencioso de quem sabe quem é, mesmo quando ninguém está assistindo.

Há um paradoxo no desenvolvimento psíquico: a maturidade, tal como culturalmente construída, frequentemente corresponde a uma anestesia progressiva da capacidade de ser tocado. O bebê chora porque foi tocado em profundidade; o adulto sorri porque aprendeu a filtrar. Isso se chama de adaptação, mas a clínica conhece seus custos: o luto pelo excesso que foi domesticado, pela intensidade que foi chamada de inapropriada, pela ferida que foi intelectualizada para não precisar ser sentida. Quando no fim da vida algo se comove com um pôr do sol, não é regressão: é o retorno ao que sempre esteve ali, soterrado por camadas de contenção que, ao final, o tempo desfaz.

O mecanismo que a clínica reconhece como adiamento existencial tem estrutura de dívida psíquica: vende-se o presente em nome de um futuro que raramente chega com a forma prometida, e o passado cobra com juros de sentido — não em moeda, mas em sonhos não realizados, em percepções tardias do que poderia ter sido. O que se perde não é o tempo cronológico, mas a capacidade de habitar o instante: o sujeito torna-se mendigo não do futuro, mas do agora — estendendo a mão não ao relógio, mas àquilo que, dentro dele, já não sabe como acessar. E assim avança empobrecido, não de horas, mas de experiência real.