Como lâmina que toca o nervo e revela a... Davi Roballo (D.R)
Como lâmina que toca o nervo e revela a verdade oculta sob a pele do mundo, a obra de Dostoiévski lembra que nenhuma consciência é inteira, nenhum gesto é puro e nenhum sofrimento é simples. Há sempre uma voz subterrânea que contradiz, acusa, implora, resiste — e é nessa fratura que o humano se mostra em sua face mais verdadeira. Literatura não descreve o abismo: desce até ele, acende uma pequena luz e obriga cada leitor a encarar o que prefere não nomear.
