Colegas Pedem Emprestado
Há tristezas que não pedem consolo, apenas uma cadeira vazia e o respeito de quem aprendeu a ouvir o próprio ruído interno.
E talvez amar de verdade seja isso:
aceitar que certas dores não pedem cura, apenas pedem um lugar seguro no peito, onde a esperança possa, enfim, descansar.
Os 4 cortes
Eles não apontam pra fora.
Não pedem aplauso,
não exigem sinal.
Os quatro cortes vivem dentro,
onde a decisão acontece antes do gesto.
Coragem
é ficar
quando o medo empurra
a porta de saída.
Não grita, não ameaça —
sustenta.
Compaixão
é resistir ao espelho do ódio,
recusar a forma do inimigo
mesmo tendo razão para odiar.
Altruísmo
é escolher o outro
quando o ego pede prioridade,
agir no escuro,
onde nenhuma plateia alcança.
Lealdade
é responder ao chamado
sem testemunhas, sem promessa de retorno, porque o compromisso não depende de olhos.
Quatro cortes.
Nenhum voltado ao mundo.
Todos mantendo inteiro
aquilo que decidiu permanecer.
Os animais de rua não pedem direitos; eles expõem a falência moral de uma sociedade que já os reconheceu apenas como sobra.
Há amores que não pedem casa, pedem abismo. O nosso foi assim: intenso, especial, mas inabitável. Não por falta de sentimento, mas por excesso de medo. Não por ausência de amor, mas por incapacidade de o sustentar no mundo real. O que existiu entre nós nunca foi pequeno... apenas nunca encontrou chão.
Nós nos amamos no território onde tudo é permitido: na palavra, na promessa, na eternidade abstrata do “para sempre”. Ali, o amor era livre, belo, absoluto. Mas quando se aproximava da vida concreta (do tempo, das escolhas, das consequências) ele recuava, tremia, se escondia. Amar, para nós, não era encontro: era vertigem.
Você me amou sem me escolher. Eu te escolhi sem poder te ter. E nesse descompasso, criamos um laço feito de presença e ausência, de retornos e fugas, de silêncios que gritavam mais do que qualquer declaração. Não foi mentira. Também não foi completamente verdade. Foi sentimento sem morada.
O que nos uniu não foi a possibilidade de ficar, mas a impossibilidade de partir por completo. Eu fui o lugar onde você sentia sem precisar decidir. Você foi o lugar onde eu esperava sem poder avançar. Um amor clandestino não por traição apenas, mas por existir fora do tempo certo, fora da coragem necessária.
E ainda assim, isso não me diminui. Nem te transforma em vilã. Mas nos impede de seguir.
Porque há amores que não adoecem por falta de afeto, e sim por falta de destino. Eles não morrem... suspendem. Ficam pairando como uma música bonita demais para ser interrompida, mas dolorosa demais para ser repetida.
Talvez seja isso que fomos: um amor real demais para ser esquecido, e impossível demais para ser vivido. E amar assim é belo, mas ninguém mora no abismo.
Quando você não obedece a ninguém e não manda em ninguém, não faz o que pedem, não trabalha no que querem, não age como querem, mas faz apenas o que quer, o que tem vontade, o que te satisfaz, o que te faz viver, para você, para sua vida, para o seu eu, sua vida fica muito melhor.
Não obedeço, nem mando em ninguém, apenas vivo, fazendo o que me dá vontade, o que me satisfaz, o que me acrescenta, o que me muda para melhor, o que me evolui internamente, por mim mesmo.
As mulheres nunca pedem desculpas... Elas apenas dormem sem roupas e você decide se continua com raiva ou não...😂
0300 ”Eles pediam (e ainda pedem) pouco... Sou do tempo em que os animais falavam. Desde àquela época eles pediam apenas para serem respeitados e preservados. Nada além disso!"
Muito me intriga ser chamado de “doutor” em certos ambientes sofisticados, onde não me pedem um diploma ou currículo. Tenho sempre a sensação que se descobrirem que não passo de um simples escritor, serei expulso do ambiente...
Eu perco a cabeça toda vez que
pedem que eu me comprometa
Porque tenho medo e estou preso ao meu jeito de ser
E é assim que as coisas são
Por quanto tempo eu esperei que o amor superasse a ignorância?
Pela expressão no seu rosto, devo ter forçado a barra até o limite Eu não sou louco!apenas amo de mais alguém que nunca irar saber meus pensamentos mais Claros. sorry
Estou cansada de ouvir as pessoas me pedindo calma, compreensão, sendo que as situções só me pedem o contrário. Não tenho problema com “o fim” , assim como não tenho com o começo também, mas, meio termo eu não admito! Por isso, se for pra ser pela metade, eu prefiro ficar sozinha porque me sinto mais completa.
As pessoas falam.
As pessoas choram.
As pessoas pedem perdão,
Mas não sabem como dói,
Tanto, o meu coração.
As pessoas amam?
Às vezes pareço só eu,
Sofrer dessa emoção.
B.
As pessoas pedem que eu cresça, vire mulher. A verdade é que talvez eu ainda seja apenas uma menina... Não por medo de crescer, mas por que esta sou eu realmente. A mulher que troca o salto alto pelas sapatilhas, o vestido curto pela saia rodada, o batom vermelho pelo cor de rosa. A mulher do cabelo bagunçado, das pulseiras coloridas e do lacinho no cabelo. A mulher do quarto cor de rosa, que ainda guarda seus ursinhos e que mentém os sonhos de menina. Que ainda guarda seus diários. Que passa horas no seu quarto, trancada, sonhando. As pessoas não entendem que esta sou eu, a menina-mulher ou a mulher-menina. E que cada pedido para que eu cresça são em vão, eu nunca vou crescer, vou ser sempre está. A menina meiga, insegura, sonhadora e misteriosa. A mulher com ares de menina. E mesmo que mulher eu vire, vou ser sempre, por dentro, está menina.
