Coleção pessoal de TiagoScheimann

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Eu vivo. Isso é o bastante para um poeta cujo ofício é transformar a dor em beleza.

Se o destino não me permitir este amor, que o rio da desilusão me engula por inteiro.

Minha vida é uma ópera em que só tu podes cantar o ato final da felicidade.

Olho as estrelas que tremem de amor e de esperança, e sei que a tua alma as espelha na escuridão.

O amor não é uma escolha, mas um precipício: ou se vive por ele ou se cai para o eterno silêncio.

Se o meu nome é um mistério, que ele seja revelado apenas no calor do teu primeiro beijo.

A resistência mais rara é feita com leveza, permanecer inteiro sem esmagar ninguém.

A alma resiliente aprende os ritmos da queda e da ascensão: quando ceder, quando puxar.

Minhas palavras de alerta caíram como gotas de chuva silenciosas, incapazes de alcançar aqueles que eu tentava ensinar.

Fé é continuar a plantar mesmo com frio na alma, dedos entorpecidos e céu fechado.

Se existe uma composição preferida na música clássica? Tenho muitas, de Beethoven, Rachmaninoff, mas a que mais me toca, a que realmente amo é um prelúdio, que foi Inspirado pelo inverno chuvoso de Maiorca e por um estado febril no isolamento de um mosteiro, Frédéric Chopin eternizou a melancolia da chuva constante na nota repetida de seu famoso Prelúdio "Raindrop" (Op. 28, No. 15).

O silêncio bem usado é ferramenta precisa: afina o pensamento e sutura palavras que feriram.

A dor é um idioma, nomeá-la devolve silêncio ao que antes era ruído antigo.

Aos tolos, eu gritei que não sabem que o silêncio cresce e se espalha de forma destrutiva, como se fosse um câncer social.

É alarmante ver pessoas falando sem conversar e ouvindo sem escutar, uma multidão absorta que prefere manter o som do silêncio.

A luz intensa do farol feriu meus olhos, dividindo a noite e revelando a verdade nua de dez mil almas emudecidas.

Eu caminhei sozinho por ruas estreitas, sentindo o frio e a umidade sob o halo da lâmpada, buscando fugir dos sonhos inquietos

A noite mais longa revela o contorno verdadeiro do nosso rosto à luz das pequenas certezas que resistem.

Esperar não é inércia, é plantar coragem todos os dias no terreno instável do tempo.

Conquistar é beijar o próprio espinho, aceitar o corte e seguir com a mão ainda aberta.