Coleção pessoal de servamara
Com uma vara curta não devemos mexer na colmeia das abelhas sem correr o risco de ser picada por elas; assim como não devemos brincar com o pecado, sem sorver o fel de sua ferroada mortífera.
Meu coração sempre aumenta de tamanho para abrigar as pessoas que eu amo, mas ele é insaciável, nunca deixa de alargar-se e bradar:
Sempre cabe mais um (a)!
Eu quero antes; eu quero depois; hoje, eu quero; amanhã, eu quero de novo; o porvir, eu quero, sem ter de abrir mão do querer eternamente...
Amar é compartilhar o seu espelho com o ser amado; ter coragem de desnudar-se não só fisicamente; mas principalmente intimamente, permitindo que o outro te enxergue sem máscaras ou enfeites; enxergue a sua verdadeira face, o seu verdadeiro eu.
E a partir deste momento tão ímpar e especial, ele também compartilhe o seu espelho contigo; sem medos, amarras, nem dúvidas, que ambos saberão conviver harmoniosamente com as imperfeições um do outro, sejam elas, quais forem.
Quando amamos verdadeiramente não embaçamos, com lágrimas, o nosso espelho, nem o espelho do ser amado; nem tampouco o espatifamos, em pedacinhos, deixando cacos opacos espalhados pelo chão, de um coração partido.
O acaso é uma aquarela agraciada por Deus, para a realização do nosso sonho de pintar uma obra-prima.
Estou propensa a tentar carregar todos os pingos d'água;
a fim de que ecloda o sol da paciência em meu ser, viver!!
Sonho é um esboço do que imaginamos na nossa mente, na nossa alma; mas ainda não foi realizado, concretizado como uma obra de arte, realidade!
Amar é almejar pintar com extrema perfeição o ser amado no seu coração.
E quando borrar sempre tentar mais uma vez...
A cada manhã eu bendirei o Seu santo nome, Deus, em Cristo JESUS, te louvarei pelas imensuráveis benignidades ofertadas na vida de tua serva; Que minha voz, jamais se cale, em gratidão, em perpétuo louvor.
Que o Senhor nos inspire e ilumine a ser igual a um garimpeiro incansável, que nunca deixa de buscar a pepita de ouro valiosa, escondida, em meio aos cascalhos, pedregulhos; que sejamos sábios e desprezemos os manjares malignos, pedras sem nenhum valor, fartamente ofertadas pelo mundo; e sempre almejemos encontrar o que é valioso, eterno: a santidade, anteriormente perdida, em meio a enxurrada do pecado.
Paradoxo, a fartura do rico soberbo é a penúria, extrema pobreza do seu próximo; a qual deus, ele está servindo?
Palavras falam, afagam, consolam; palavras aquecem, sem tocar; palavras enaltecem, mas podem denegrir; palavras acolhem, mas sem palavras rejeitamos; com palavras pedimos perdão; sem palavras nos ensoberbecemos; palavras declaram amor; sem palavras, ficamos mudos, embevecidos, diante da presença do ser amado!
Ao observar um rio caudaloso posso perceber o quanto ele é sujeito aos intempéries da natureza, e aos açoites das pedras atiradas pelos intrusos visitantes que adentram nos recantos, maiores encantos; enfim um rio, a cada momento que passa, nunca permanece igual ao que era antes; as suas oscilações sempre me faz relembrar de mim mesma, que estou sujeita aos mesmos revezes da vida e da natureza; e também a sofrer inúmeros açoites provindos de diversas fontes, lugares; mas tenho de aprender com a lição que o rio caudaloso me lega, a sempre seguir em frente, mesmo diante das maiores tribulações.
E a nunca me deter no ontem, pois não mais existe, assim como o rio caudaloso muda a cada instante, também não sou mais a mesma mulher do passado tão recente, ontem...
Por vezes, me sinto irreconhecível do que eu fui antes; assim como um rio, se transforma depois de uma enxurrada, voltando a sua normalidade, mansidão, num lindo dia de sol!
Um olhar refletindo o mar
Ondas açoites na pedra noite adentro
Intrépido homem a pescar
Aprendi a perseverar depois do inusitado encontro!
No cotidiano de uma grande metrópole, cada um, se esconde, no seu habitat natural, compartimento hermeticamente fechado; o guardião é adornado com a chave enferrujada no seu pescoço; o egoísmo e o individualismo exacerbados são os entraves, obstáculos que barram a entrada do seu próximo; essa insana distância poderia ser galgada, rompida, se houvesse apenas um gesto gentil, amigável do outro ser, em deixar a chave disponível, para abrir a porta, do lado de dentro, de si mesmo!
É tão fácil olhar...mas é tão difícil enxergar, desvendar uma alma;
É tão fácil falar...mas é tão difícil dialogar intimamente, verdadeiramente;
É tão fácil escrever sobre o amor...mas é tão difícil praticá-lo diariamente com o nosso próximo;
É tão fácil sonhar...mas é tão difícil lutar e transformar o nosso sonho em realidade;
É tão fácil ser infiel...mas é tão difícil ser fiel ao ser amado, por toda uma vida, até que a morte nos separe;
É tão fácil trapacear, roubar...mas é tão difícil ser honesto diante de um mundo caótico que prioriza ter do que ser;
É tão fácil apregoar o perdão...mas é tão difícil dar o primeiro passo em busca fervorosa da reconciliação, da harmonia, do reencontro;
É tão fácil derramar lágrimas, sentir remorso...mas é tão difícil ter um sincero arrependimento, e a partir daí, ter uma nova mente, uma nova perspectiva de vida e de comportamento;
É tão fácil ler a Bíblia...mas é tão difícil estar disposto (a) que o Espírito Santo lhe conduza a um novo caminho, pleno e prazeroso, porém cheio de abstenções, sacrifícios; de doação, entrega e santidade.
É tão fácil falar sobre Jesus...mas é tão difícil negar a si mesmo, e sem murmurações, carregar a sua pesada e intransferível cruz;
É tão fácil pronunciar o nome de Deus...mas é tão difícil aceitar os revezes da vida, açoites das aflições, e bradar, com toda certeza e convicção, no meio da maior provação: seja feita a Tua vontade e não a minha!
