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Coleção pessoal de servamara

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Dei uma trégua, um armistício saudável entre a minha realidade e o meu sonho que me instigava a voar, sem ainda ter asas; a queda seria iminente, se eu não brecasse a minha impulsividade.

Dei uma trégua para mim mesma; dócil e submissa, fui enquadrada na régua do tempo determinado.

Espero que essa mensagem te edifique e sirva de alerta diante de tantas atrocidades cometidas diariamente em todas cidades, no nosso planeta; onde passivamente assistimos as notícias, os relatos estarrecedores de crueldades, os abusos praticados, as agressões contra o nosso próximo-- a imagem e semelhança de Deus-- porque não torcem por um time de futebol específico, porque não professam uma determinada crença, religião, porque não dirigem velozmente, nem tampouco ultrapassam o sinal fechado, porque não dirigem embriagados, porque não roubam, porque não são drogados, porque não são do mesmo partido político, porque não fazem parte do meu ciclo de amizade, porque não têm o mesmo nível cultural que eu, porque não são meus aliados, porque não professam as minhas ideias e os meus pensamentos, e tantos outros motivos e argumentos, para continuarmos atirando pedras e quebrando as vidraças alheias!!!

E quantas vezes queremos agir da mesma maneira desse garoto revoltado, mas se agimos assim, nos sentimos muito mal, pois se a nossa consciência ainda não estiver cauterizada, nos acusa e nos alerta, que jamais extermina o mal praticando-o, perpetuando-o; e sim detém o mal, praticando o bem, a não violência, o não revide, a não agressão, praticando, no nosso dia a dia, as palavras de nosso amado Mestre Jesus. Doando de graça a graça que fomos agraciados. Mateus 5:38-44

No filme ''A Árvore de Vida'' tem uma cena muito interessante que me chamou atenção quando o filho mais velho de um casal, ''Jack Obrien'', ainda um garoto, tenta extravasar a sua raiva e o repúdio que ele sente ao ver de longe, como um simples espectador, as brigas entre um casal de vizinhos, ele não aceita ficar passivo em assistir o sofrimento daquela mulher, e um dia acaba atirando pedras na vidraça do fundo da casa deles, como se de alguma maneira com o seu gesto ele conseguisse deter o mal, acabando a desarmonia entre aquele casal.

Também pode ser num momento de raiva você quer expressar o seu repúdio dessa maneira irracional; achando e tentando se justificar que é apenas uma maneira de extravasar a sua dor, pensando aliviá-la com esse gesto muitas vezes impensado; pode até ser uma forma de revide, de vingança, represália, ''olho por olho'', ''dente por dente''; sendo um (a) justiceiro (a) implacável.

Já imaginou se a cada momento que você presencie uma cena que te desagrade, você atire uma pedra na vidraça da casa de alguém ou em qualquer lugar onde impere o mal; como se o fato de atirar uma simples pedra detenha o mal; ou que seja uma forma de alerta, de chamar a atenção da sociedade ou de alguma pessoa...

Somos aqueles(as) que atiram pedra; aqueles(as) que são movidos(as) pela raiva, pelo repúdio a dura realidade vigente; mas ao mesmo tempo também somos aqueles(as) que se contorcem de dor ao percebermos que lesamos alguém; pensamos que tal gesto insano serve de alerta e de alguma maneira irracional detenha o mal.

--Aprendi...que a criança comemora o seu aniversário'' como se fosse o seu primeiro aninho'', como na minha foto guardada, com muito carinho e saudade, que retrata esse inesquecível momento; sem se importar a idade que se tenha atualmente!

--Aprendi agora sem vacilar...O que você quer ser quando crescer?

--EU QUERO SER UMA CRIANÇA!

--Aprendi ... VIVER é apenas resgatar e por em prática o que a criança aprendeu na sua infância!

Será que envelheci ou só agora sou criança, vivendo, apenas esperançosa, a existir?

--Nunca pensei que sentiria tanta falta de presenças, de cheiros, de abraços, de sorrisos, de uma simples ligação, só pra dizer: você existe, eu me lembrei de você, Feliz Aniversário!

--Aprendi também o quanto faz falta um simples bolinho de aniversário, ficar ao lado de minha mãe, observando-a preparando os docinhos, os salgados, o bolo, ah, o bolo! Que delícia! Lamber os dedos com o recheio grudado na panela, me lambuzar no glacê do bolo tão almejado...nunca pensei que sentiria tanta falta de um simples bolinho de aniversario!

--Aprendi que amar é ter leveza, ter humildade pra se entregar totalmente, ser o que você foi e é quando era criança; descobrir'' o por quê ''eu tanto desacertei em amar no passado; eu nunca conseguia reproduzir, em meus relacionamentos amorosos, as palavras do Senhor Jesus que ninguém consegue galgar o Reino dos Céus sem o olhar, sem os sentimentos, a pureza e a leveza de uma criança. Conforme Mateus 18:4 e Marcos 10:15

--Aprendi o quanto devemos amar as pessoas ''como se não houvesse amanhã'' conforme a letra da música de Renato Russo, devemos beber sofregamente todos os momentos, sem sequer cogitar que amanhã poderemos morrer sedentas e de inanição; creio que os momentos que vivi ao lado de meu pai foram assim, plenos demais, inesquecíveis, e só ontem percebi que ele me considerava uma parceira de brincadeiras e segredos, eu era ''o filho homem'' que ele nunca teve, aquela que ele efeminizou o seu nome,. aquela, que na sua presença, ele conseguia resgatar a criança que ele foi um dia...nós éramos apenas crianças felizes quando estávamos juntos.

Faltam apenas dois dias para eu completar 53 anos de existência e que lições eu aprendi e assimilei em ser tão precocemente adulta???

--Que quanto mais diminuo, sou criança, eu cresço... eu vou te explicar esse meu pensamento, só com a pureza e a leveza de uma criança podemos enxergar a nossa verdadeira realidade; só com a sensibilidade de uma criança podemos amar sem reservas, perdoar a qualquer momento, a brincar mesmo quando está o dia chuvoso, não tendo nenhum receio de tomar chuva, brincar nas poças de lama, ter os cabelos desgrenhados, a roupa toda suja, sem se preocupar com a sua aparência ou se vai agradar alguém--você quer ser você, apenas você, CRIANÇA FELIZ--ficar por horas construindo um castelo de areia na praia e quando vem a onda e derruba a sua obra de arte, você sorri e começa tudo de novo...

Sempre pulei as etapas da minha vida, e foi quando exaurida percebi que o meu sonho tinha se realizado (eu já era adulta demais) e tinha sido uma criança e uma adolescente extremamente precoce e madura!

E eu cresci e quando me dei conta a maturidade já tinha me revestido com uma capa muito pesada de existir, que já não podia me desvencilhar, porque já era a minha realidade, e sem mais a leveza e alegria de viver, somente como uma menina, com o frescor da infância; velozmente eu me transformei em uma mulher madura, cheia de responsabilidades, profissional exemplar, mãe extremamente cuidadosa e zelosa com os seus rebentos; mulher não tanto como eu imaginava e tanto sonhava, não conseguia reproduzir na realidade o amor que tanto sabia de cor e decorado, e que eu tanto já conhecia nas leituras dos meus livros.

Eu era aquela adolescente que ansiava ter logo dezoito anos pra assistir o filme ''Romeu e Julieta'', e poder constatar mais de perto o amor que eu só lia nos livros que tanto apreciava; o romantismo dentro de mim brotava como um rama de girassóis sempre irradiando para o alto, querendo alcançar o céu e ser aquecida pelo sol; aquela adolescente risonha, alegre e faceira que saía de mãos dadas com o meu pai, com o maior orgulho, como se ninguém, na face da terra, tivesse um pai mais maravilhoso do que o meu, nunca me sentir tão amada como naqueles momentos, que íamos passear, assistir os filmes que ele nem me dizia os títulos deles, só pra me ocasionar expectativas, surpresas e alegrias, como por exemplo ''E o Vento Levou'' ...Ou então ir com ele pra aprender a jogar Boliche, mas as bolas eram tão pesadas e eu conseguia só derrubar um obstáculo; mesmo assim meu pai batia palmas e me incentivava a tentar mais uma vez; ou quando ele me levava ao Iate Clube, desde a tenra idade, pra me ensinar a nadar, a cada dia perder o medo e a pular num trampolim mais alto, e ele sempre estava de braços abertos me esperando lá embaixo na piscina; e ele também me ensinava e me deixava pescar e mesmo quando eu só pescava um peixinho e me sentia toda orgulhosa por tal façanha e realização, ele me aplaudia e ainda ganhava de prêmio o seu sorriso tão maravilhoso!