Coleção pessoal de servamara
Poderíamos ser imbatíveis, se nos uníssemos, e não guerreássemos mais; próximo, tão distante de nós!
A cada momento, a cada ação praticada, a cada palavra proferida...é como um sino tocando, entoando em algum lugar; cabe a cada um de nós, ressoar com sabedoria e discernimento uma melodia, que encante e atraia o nosso próximo, para interagir e comungar conosco a alegria da nossa esperança, o amor em Cristo propagado, irradiado; ribombando com maestria, no mesmo compasso da eternidade, a voz e a soberana vontade de Deus.
Muitas vezes somos igual a uma criança, não queremos desgrudar do nosso sonho realizado; ele passa ser a nossa morada, local prazeroso, que tomamos posse, fincamos a nossa bandeira de destemida desbravadora; pintamos todas as paredes, de diversas cores, frutos dos nossos devaneios, da nossa imaginação tão fértil; abrimos todas as janelas para o vento nos arrebatar, alegrar; fechamos a porta do porão dos nossos medos; somos audazes e vamos tomar sol lá no sótão, ambiente aconchegante, sempre nos inspirando a ler, mais um vez, o Livro da Vida, que tanto queremos nos aprimorar, pra ser uma exímia cativa moradora do nosso recanto, onde o amor é o alicerce, maior fundamento do nosso almejado lar.
Deus revela a ubiquidade da Sua presença quando me detenho a olhar pra o alto; infinitude, a se revelar na grandiosidade do universo; mas quando eu persisto a olhar pra baixo, obliquidade do meu eu; abatimento, me deterá e tolherá de comungar com Ele, sem ascender as minhas limitações e maiores aflições.
Entre milhares de grãos de areia em Tua mão, eu creio que o Senhor percebe a minha falta, quando eu escorrego e sou levada pelas enxurradas da vida; eu persisto em crer, que prontamente e diligentemente, Tu vais a minha procura, pra me resgatar da minha inabilidade de viver sabiamente à sombra do Teu regaço.
Não permita, que a escassez de água, de bens, de tempo, sejam os obstáculos para não servir o teu próximo;
Não permita, que o cansaço, o desânimo, a mão suja e calejada, sejam as desculpas para não lavar os pés do teu próximo;
Não permita, que o teu passado te condene, te assombre, te iniba e te detenha em ir ao encontro do teu próximo;
Não permita, que o medo de ser rejeitado, os egoísmos, sejam os maiores entraves de amar o teu próximo como a ti mesmo;
Não permita, que as amarguras e os ressentimentos nutridos, sejam pedras no teu caminho; que te façam tropeçar e não perdoar o teu próximo;
Não permita, que a tua falta de fé, te faça enxergar o teu próximo, como parte separada de ti; opositores, sem jamais comungarem, celebrarem o amor em Cristo;
Não permita, que a morte te sobrevenha repentinamente, sem ter alumiado o teu próximo, com a luz que há em ti; dom divino graciosamente ofertado.
Fornicação é a venda que voluntariamente colocamos diante dos nossos olhos, para não enxergarmos os sofrimentos do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário; agonizando mais uma vez por nós, em virtude de tamanha iniquidade praticada diante de Sua santidade; perfeito sacrifício desprezado em troca de momentâneo prazer.
Amor é um liame que nos unifica, mas se não houver respeito e sabedoria para nos relacionar com o ser amado; os laços afetivos ficam estreitos e apertados demais, pela nossa inabilidade de agir com reverência e cuidado diante do precioso tesouro ofertado pelo ente amado; em consequência aos nossos atos impensados, ocasionamos dor, ruptura e afastamento, de quem tanto almejávamos amar, comungar e interagir.
A palavra é declaração; o silêncio é confirmação;
A palavra é manifestação; o silêncio é revelação ;.
A palavra é expressão; o silêncio é interiorização;
A palavra é palco; o silêncio é bastidor da alma;
A palavra é ponte; o silêncio é porto seguro;
A palavra é projeção; o silêncio é realização;
A palavra é condenação; o silêncio é libertação;
A palavra é persuasiva; o silêncio é apaziguador;
A palavra é momentânea; o silêncio é duradoiro;
A palavra é desejo, turbilhão; o silêncio é amor, mansuetude sem palavras.
Perdoar é abrir a gaiola da pássaro que estava cativo, preso aos grilhões dos ressentimentos; triste, emudecido, sem cantarolar a doce melodia da plena liberdade de amar novamente.
Uma corda pode ser usada para selar um cavalo e nos ajudar a guiá-lo com precisão e presteza, nos proporcionando um passeio prazeroso; uma corda nos relembra a nossa infância, quando pulávamos a corda com tanta alegria e inocência; uma corda pode nos ajudar a subir em uma árvore, ou a galgar os penhascos, as montanhas; uma corda pode nos inspirar a elaborar uma obra de arte; uma corda pode ser usada por um ativista para subir em um navio, em defesa ao meio ambiente; uma corda pode ser usada para içar mercadorias; uma corda pode ser usada para salvar uma pessoa, em situações extremas, como afogamentos, incêndios, quedas, em lugares de difícil acesso, como cair numa cisterna; uma corda pode despertar insanidades nos homens, e ser usada para açoitar, lesar, marcar, tolhi o nosso próximo e os animais; uma corda pode calar a voz de um servo de Deus, um mártir, sendo usada para enforcá-lo com requinte de crueldade.
Enfim uma corda pode prender, libertar, alegrar, entristecer; está em nossas mãos as escolhas do que deveremos fazer com ela; com uma corda pode ser dado o nó cego dos nossos desejos, pensamentos!
Vida amada, grandiosa, abençoada, colorida, feliz; vida, dádiva ofertada por Deus; sou peregrina na terra, cheia de maestria em viver a eternidade intensamente no recôndito do meu ser; o meu relógio só cronometra, apenas as horas passadas, em liberdade, ao lado do meu Senhor;
O amor é a ilusão do ocaso que nunca declina; se sobrevive a realidade do alvorecer é verdadeiro e jamais acaba.
Às vezes me sinto, como a única sobrevivente, numa ilha deserta cercada de vorazes tubarões por todos os lados; no silêncio dos incomunicáveis, o derradeiro bote foi abocanhado, quando eu pronunciei a primeira palavra:
Socorro!!!!
A parte emergida do iceberg ama o sol, o vento, a liberdade; quer enxergar, sentir, se mostrar, o quanto é poderoso, o quanto está seguro, controlando o seu território; mas a parte submergida do iceberg ama a profundidade, descobrir os insondáveis segredos que habitam no recôndito do oceano; se deleita em falar, falar...mesmo que as suas palavras não consigam traduzir aquilo que enxerga; essa parte submersa só é revelada, para aquele que está disposto a mergulhar, sem temor, nas suas águas profundas e deleitosas.
Deus criou o homem e a mulher para serem uma só carne na eclosão do amor; a parte emergida do iceberg se assemelha ao universo masculino; e a parte submergida se assemelha ao universo feminino; como conviver harmoniosamente com essas incongruências?
Jamais conseguiremos com a força de nosso braço, muito menos com nossa ferrenha boa vontade; só a presença do Espírito Santo no relacionamento pode unificar nossas diferenças; o ímpar, se tornar par, com todas as incongruências harmonizadas e compartilhadas.
Escrever é como andar de bicicleta, apesar das nossas quedas, tropeços, quando começamos a pedalar, devanear novamente, esquecemos do passeio malogrado, da rota equivocada; o prazer é muito maior do que o medo de nossa inabilidade de nos conduzir ou escrever sem maestria.
Somos iguais as bailarinas das caixinhas de música, que a nossa amizade aciona os nossos dispositivos, e não paramos de bailar, sendo entoada uma melodia, que nos alegra, inebria e inspira a perseverar...
Sem jamais desvanecer, retroceder...
O nosso maior alvo é o Reino dos Céus; e com certeza, nos reencontraremos na glória, numa amizade que jamais acabará; ela é eterna como as nossas almas.
Um lugar no meu coração ainda está intacto, pra se inebriar com um aroma nunca antes absorvido;
O meu coração vibra, se alegrando, num lugar distante tão desconhecido;
Meu olhar, se detém num lugar, perante ao meu coração totalmente embevecido;
A primavera, se delineia no meu coração, o botão de uma flor eclode no jardim, sem vagar, nem penar, num lugar antes inacessível...
Impossível, se deleitar num lugar, sem o meu coração pulsar, me inspirar, alegrar!
Jamais as nuvens cinzentas, carregadas, conseguirão esconder a beleza esplendorosa do sol; o astro rei sempre emergirá após os revezes da natureza, as oscilações do tempo, ocasionando chuvas, ventanias, tempestades, maiores contratempos.
Assim como o amor sempre triunfará mesmo diante dos ocasos: momentos de tribulações, de provas, das pequenas imperfeições contidas no íntimo do ser amado; elas são iguais as nuvens cinzentas, que não conseguem esconder, sobrepor a sua maior essência, a beleza do sol a irradiar...
Calor, a nos aquecer, cativar momentaneamente...
Uma mulher sábia sempre busca o silêncio, o encontro consigo mesma, e procura ouvir a verdade que é revelada através do seu aquietar, meditar...
Uma mulher sábia não permite que alguém a machuque, nem muito menos, brinque com os seus sentimentos; e a recíproca também é verdadeira.
Uma mulher sábia não perde seu tempo com frivolidades, nem mundanismos; nem tampouco perde tempo com alguém que não a considere, nem a respeite; alguém que não consiga enxergar a face serena de Cristo nela, na fé, mesmo que momentaneamente, ela esteja encoberta pelas dores e tribulações; do mesmo modo, em quem, ela não consiga enxergar a mesma face tão preciosa.
Uma mulher sábia sabe a hora de chegar num porto, no qual, ela está sendo esperada; e também sabe a hora de partir, quando não existe mais a possibilidade de aprender, a ser mulher, sem sofrer!
Uma sábia mulher, o sabiá canta na janela, prenunciando a hora de partir; a voar, mais uma vez; eternidade é uma gaiola sem aguilhões.
