Coleção pessoal de servamara
Leveza é a rede que embala o amor ora lentamente...ora freneticamente... sempre diariamente com delicadeza.
Certamente cada escolha que fazemos nessa vida, temos de arcar com seus deleites e também com seus sofrimentos, um deles é ter de abrir mão de certas amizades; dos (as) amigos(as) que escolheram viver apenas para as satisfações das suas concupiscências; sempre priorizando agradar a carne do que saciar o espírito; temos de aceitar e respeitar as escolhas das pessoas, mas jamais abandoná-las espiritualmente, quer dizer devemos continuar orando, intercedendo incansavelmente por elas; mas devemos nos afastar dessas amizades, se elas põem em risco, a nossa comunhão com a Trindade Perfeita.
Creio que o maior desafio da Cristandade é ser Luz no meio das trevas; persistentemente apreciando o que a maioria rejeita, como por exemplos amar ler a Bíblia, principalmente e inclusive nessa época de Carnaval, assistir, inúmeras vezes, as pregações edificantes de pastores em vídeos; parece que o tempo não passou e eternizou, quando ouço as pregações de Charles Haddon Spurgeon, ele já morreu a tanto tempo entretanto as suas pregações são tão atuais, porque são recheadas de unção do Alto, e as suas palavras são tão verdadeiras e exalam vida, a perpetuidade das palavras de Cristo; sendo assim sempre procuro me inspirar nos bons exemplos, e anseio, cada vez mais, perseverar em santidade, almejando não agradar aos homens, mas a Deus, em Cristo Jesus; nem tampouco me contaminar com o manjares malignos fartamente ofertados.
Não é fácil professar a crença em Cristo Jesus e amá-lo, não só em palavras, mas também em obediência, sendo assim caminhar na contramão da vida, nadando contra maré; sendo separada da multidão, do que a maioria gosta, aprecia, cultua e reverencia; obedecendo os Seus santos desígnios, que são a vontade de Deus, os Seus sagrados mandamentos.
[...] E eu fiquei dentro do carro poucos minutos, mas pra mim foi uma eternidade, o silencio era a minha companhia, a chuva intensa lá fora, e comecei a pensar...
Que nessa vida temos de galgar inúmeras montanhas, derribar inúmeros obstáculos, muralhas, e também saber conviver nos vales, nos desertos sombrios, mesmo assim ainda transcender os desafios, entre eles, não ir ao matadouro com os outros bois; não ser apenas mais um peixinho no aquário; e não ser mais uma a dizer ''amém'' ao que a maioria das pessoas dizem...enfim, ser o que sou diante da mediocridade reinante; que padroniza a maioria das pessoas, como robôs, ao comando de um controle remoto insano e maligno. E quem não se enquadra a essa massificação é chamada de alienada, lunática, estranha e tantos outros codinomes depreciativos.
Desafio é ter a certeza absoluta, que mesmo andando suspensa por um fio, indo ao Seu encontro, a mão de Deus me sustentará e evitará a minha queda até o fim da minha jornada.
Não aproximação, cuidado, respeito, precaução repleta de sabedoria para não machucar e magoar outro ser-- a imagem e semelhança de Deus.
No rio deleitoso repousa a lua, a dormitar e te alumiar;
no rio caudaloso, a lua te inspira a sonhar;
na imensidão do céu a lua reflete o brilho do teu olhar, sondar;
o barco navega sobre o rio, a lua é bússola, a te guiar;
a mulher revela segredos, entre eloquentes sussurros,
a lua boquiaberta e muda presencia o seu desabafo;
o homem quieto e absorto na outra margem do rio, apenas observa,
sem compartilhar o momento eternizado em teu devanear...
Desconhecido interação sem respostas; desconhecido sentado em frente ao computador sem ascender a peregrinação árdua lá fora; desconhecido absinto sem ser digerido; desconhecido incógnita adiada a resolução; desconhecido fumaça indicando incêndio; desconhecido neblina ocultando o sol; desconhecido vagaroso enquanto o tempo velozmente transcorre; desconhecido ovo mexido sem fartar, saciar; desconhecido tempestade sem nenhum abrigo; desconhecido sem civilidade, carnalidade a te adornar; desconhecido uma pequena aranha ainda tentando se equilibrar no intangível; desconhecido apenas um nuance sem ser colorido; desconhecido tenta ser cata-vento sem alegrar a criança; desconhecido almeja ser comandante do navio para guiar a tripulação sem bússola, sem saber nadar, nem comandar, nem clamar; desconhecido perdido sem se encontrar; desconhecido afoito sem pensar, meditar...
Desconhecido tu insistes em se revelar sob a ótica do meu olhar; desconhecido cresça, amadureça, apareça; SEJA CONHECIDO, sem mais postergar e nem penar!
Fornicação é como uma cancela aberta, acesso liberado para abrigar prazerosamente-- todas as bestas feras em segurança--elas continuamente se deleitam com suas iniquidades e compartilham entre si o sono da morte.
Além da máscara derribada, só existe você mesmo; Jesus Cristo te ama sem alarde, nem nenhuma manipulação, tampouco se surpreende com as suas atitudes, encenações; Ele é extremamente respeitoso e conhece o seu íntimo profundamente; mesmo assim continua te amando e almejando o seu arrependimento, entrega e rendição.
Ele espera pacientemente interagir contigo face a face; a verdade sendo revelada ao te desnudar do velho eu-- arquétipo corrupto-- em decadência, exalando morte e iniquidades!
Dei uma trégua para a profusão inesgotável de palavras, me aquietei e soube conviver harmoniosamente com a escassez diária de diálogo; o silêncio me cingiu como um escudo; ele me protegeu de minha própria eloquência.
Dei uma trégua e fechei a janela, sem mais enxergar a chuva que jorrava profusamente lá fora, sem irrigar o meu jardim!
Dei uma trégua de me olhar minuciosamente no espelho, a imagem congelada, não era mais um pássaro empalhado que me assustava.
Dei uma trégua a tristeza; a alegria me ornamentou de força para bailar, sem vacilar ou tropeçar, conforme a música entoada a qualquer momento.
Dei uma trégua a guerra íntima que era travada dentro de mim, que apenas queria avançar, tomar posse, delimitar o terreno--é meu, só meu!-- a paz, sem posse, foi o maior troféu que eu fui agraciada.
