Coleção pessoal de samuelfortes
Friedrich Nietzsche (1844-1900), filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano. Assim, para este, os ideais arquetípicos são a vontade de verdade, a vontade do escravo, do ressentido. No entanto, quem de nós pode ser plenamente livre desses ideias? A ideia de além-homem, super homem, é também um ideal arquetípico, uma utopia de uma mente desesperada. Não tem como, não há como fugir realmente: ou cremos que há uma transcendência ou vivemos na ilusão arquetípica do nosso próprio desespero.
O homem não pode suportar uma vida sem significado, pois somos a origem de todo mal vindouro, o Ponto G não existe apenas nas mulheres, talvez o encontre nos tímpanos. Viciou minha retina, virou minha rotina.
O Astronauta de Mármore
Viajar
Viajou
Já
Não viaja
Mais
Fantasiar
Fantasiou
Já
Não fantasia
Mais
Glamourizar
Glamourizava
À tudo
À todos
Todo
O tempo
Que
Já
Não mais
Desanuviar o Olhar.
Tal qual o poeta
Venho colecionando sóis
Para
Que minhas retinas
Não esqueçam do que é bom
As coisas têm o valor do aspecto
E
O aspecto depende da retina
O fracasso é por vezes uma zona de conforto, todo esforço intenso gera cansaço. O que gera estresse é o esforço sem sentido.
Ser Tão Nordestino
Andano
De pé
Descalço
Andano
De pé
No chão
Pisano
Terrinha
Fria
Ou quente
Se é
Verão
Saudades
Sentiu
E muito
Do tempo
Em que isso
Era bão
Bem bão
Era bão
Como era
Bão mesmo
Danado
De bão
Alpendre da Varanda
Vive
No mundo
Da lua
Na certa
Não tem
Pé no chão
No alto
Cabeça
Pra baixo
Do mundo
Tem outra
Visão
Na estrada
Ao contrário
De todos
O resto
Na
Contra mão
Um olho
Na trilha
Mesmice
O outro
Caminha
Por si
“Ilusões
Visões
imenso
Segredos
Que
Não tem
Fim”
Patrão é um parasita, que monta em suas costas, vive de suas custas e diz que tu que depende das custas dele. Facilidade, fragiliza, e a dificuldade que te fortalece.
A classe dominante é induzida a ter superioridade, anestesiando o senso de justiça, não anestesiando a consciência, se eu considerar o meu empregado um ser humano igual a mim, vou me sentir injusto em pagá-lo um valor que jamais aceitaria para viver. A injustiça num lugar qualquer, é uma ameaça à justiça em todo o lugar.
Meu silêncio que agride e a sua ausência que lhe matará. Quando alguém me agride, eu absorvo e devolvo para ele a reflexão.
A embriaguez é simplesmente uma insanidade voluntária, a juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas embriaguez excita e traz à luz todos os vícios, assim como do atrito de duas pedras chispam faíscas, das faíscas vem o fogo, do fogo brota a luz, tirando aquele senso de pudor que constitui um trovão aos instintos ruins, mas a estupidez dura para sempre. A luz é especialmente apreciada após a escuridão
A propensão que possuímos e que em qualquer momento é a de vontade do desejo, é diferente no instinto, que sempre será tomar posse daquilo que desejamos.
Nada produz tanto sentimento da alma, quanto ser capaz de distinguir com método e verdade cada objeto que se mostra na vida, a solitude, a salvaguarda da mediocridade, é para o gênio o amigo secreto, o abrigo escuro e frio onde renovará as asas que levarão mais longes, do que sois e estrelas, será sempre nosso próprio ócio. Muitos viram o que é e perguntaram o por quê, eu vi o que poderia ser feito e perguntei; por que não ? O importante é não parar de questionar, a curiosidade tem sua própria razão de existir. Muito da insensibilidade da dureza do mundo se deve à falta de imaginação, que impede a percepção das experiências de outras pessoas.
Escolher, é identificar a alternativa de maior valor, então, sem valor não há escolha e, sem escolha, não tem vida.
Anastomosados e Entrelaçados Rios
Tudo o que dorme, é criança novamente. Talvez, porquê no sono, não se possa fazer mal e se não se dá conta da vida, o maior criminoso, a mais fechada e egoísta arquitetura visual, ao estar longe de nossos demônios que vivem ao apagar das luzes, e que corre pelos corredores ao tocar apagador, enquanto dormimos, há a segurança e, o eterno retorno, nos desperta e não nos fazem mais espertos, nos coloca diante do corredor e do apagador, que, pode estar aceso ou apagado. O tempo passa rápido é água de rio que não volta.
O pior dos juízes, são os que habitam a única túnica negra e se torna um demiurgo rábula, é o homem que, hoje, está mais disposto a julgar, é o cristão mal-educado que, aos poucos, se transforma no agnóstico mal-humorado preso no ponto extremo de uma controvérsia cheia de princípios que ele nunca compreendeu que se caminha em corda bamba em uma curva solenoide que, mesmo quando caminha e compreende, retorna ao ponto inicial de energia, devastado por uma espécie de tédio hereditário diante daquilo que ele não conhece e cansado de ouvir aquilo que nunca ouviu.
Areia Fria Sobre Pés
A cabeça enterrada nos ombros
Qual a escura rosa sem aste
Não há saudades mais dolorosas
Do que as das coisas que nunca foram
Foi tão bom, tão bonito, tão completo,
Que a gente nem fotografou
Nem localizou, nem postou,
Apenas viveu
