Coleção pessoal de RosangelaCalza

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Num mundo cheio de pressa,
sem tempo pra contemplação
você se torna senhor do tempo
dia não e dia não.

Corra... todo mundo tem pressa,
é a lei da sobrevivência,
sem vivência...
sem consistência,
sem consciência...
na mais pura inconsciência.

Mundo cheio de pressa,
sem calma,
sem paz na alma,
sem contemplação...
sempre só e somente só
Ação...

Mundo cheio de pressa.... depressa...

...
e você já se deu conta de que não há tempo pra repetição?

Hoje minha vida é o branco e o preto
sem ser em preto e branco...
dias cinza... nuvens carregadas
céu desazulado,
coração desesperançado.

Um alvo manto
era o que eu procurava
uma luminosidade por toda parte
só escuridão eu encontrava.

Foi tudo o que você me trouxe...
uma vida branca e preta sem ser em preto e branco...
mas é como se fosse...

O show já terminou
atrasado você chegou
o vento já ventou
o sol já brilhou.

Agora é realidade
passaram vilas e cidades...
arrumei a mala e parti
de esperar você desisti....

O show já terminou
o que era pra ser...
nem começou
agora já estou de partida
e agradeço
pelo que você não fez na minha vida.

E o riso fez-se pranto
tudo era simples encanto
o amor em desamor
a alegria em dor.

E o riso...
e o pranto...
encanto
procuro você
por todo canto...

E o pranto
em riso
encontro suas pegadas
por tudo onde piso...

e o riso... e o riso... e o riso...
só você consegue acabar com meu pranto...

Onde encontro você,
meu amor?
Você está onde as outras coisas não estão?
Meu amor....
não deixe sozinho meu coração...

Vou para pra respirar!
Tudo o que aconteceu
sono cose della vita:
só um amor que nasceu e morreu.

Estou pensando em você
que um dia na minha vida apareceu
e como um poente
desapareceu.

Vou parar pra respirar,
preciso descansar,
a mente organizar,
o coração faxinar,
pra o outro amor
achar lindo e leve o lugar...

Sono cose della vita...

Eu grito por liberdade
de escolher você pra toda a eternidade...

A minha voz não se cala,
busca esse amor sem fim,
que nasceu por você bem dentro de mim...

Eu não calo,
falo, falo e falo...
pela janela aberta,
pelas ruas cheias ou desertas...

eu grito... e meu grito vai

pela estrada, pelos vales e montes,
pelos rios, oceanos e mares...
nos dias - pelos raios de sol -
nas noites - pelo escuro que cobre o mundo com o seu negro véu...

eu suplico ao Pai :)

Minha vida sem você...

é todo instante sem começo nem fim,
é o céu sem estrelas - escuridão do começo ao fim,
é o nascer do sol sem nascente nem poente
é um coração eternamente doente.

Minha vida sem você...

é a história de amor sem começo,
é a vida sem adereços,
é a alegria disfarçada,
na lágrima não derramada.

Minha vida sem você...

é o sol atrás das nuvens,
a janela fechada,
a mala nunca arrumada,
é uma viagem rumo ao nada...

Minha vida sem você.

E tu chegaste,
delicadamente te aproximaste,
um outro mundo me mostraste...

Tu és um instante sem fim,
um começo sem fim,
um outro mundo pra mim.

Tu!

Tu, que de longe chegaste,
no meio de tantas me encontraste...
em teus braços meu mundo abraçaste,
tu... simplesmente me amaste...
tu...

Um gosto amargo
uma despedida
uma lágrima
estou de partida...

Agora sim,
mudo de ares
irei a outros bares...
navegarei por outros mares.

Até aqui viajamos juntos,
tiramos algumas pedras do caminho,
outras contornamos,
arrancamos os espinhos...
seguimos em linha reta,
subimos ladeiras,
quebramos barreiras...

um dia me vi esquecida num canto
o riso virou pranto.

E o riso virou pranto
um dia me vi esquecida num canto
quebramos barreiras...
subimos ladeiras,
seguimos em linha reta,
arrancamos os espinhos...
outras contornamos,
tiramos algumas pedras do caminho,
até aqui viajamos juntos.

Navegarei por outros mares...
irei a outros bares...
mudo de ares
agora sim.

Estou de partida...
uma lágrima
uma despedida
um gosto amargo
de fim.

Feche seus olhos,
ouça-me com atenção...
deixe-me dizer
o quanto agradeço a Deus por você ser meu...

Todo pôr do sol do mundo,
todo arco-íris,
todo o perfume das flores...
todos os amores...

Você está em tudo o que de bom há
você que veio pra ficar,
você que me faz respirar,
você dono do meu coração...

É pra você toda minha oração.

É preciso aprender a morrer...

Todo mundo diz que a vida não vem com manual...
não, não vem não...
nisso todo mundo tem razão...
Viver se aprende com as próprias mãos,
as regras da vida se aprende com a vida na mão.

Cada biografia vai sendo escrita
em linhas retas, curvas, compridas ou curtas
na imersão no dia a dia.

Cada personalidade se faz, se cria
um pouco a cada dia.
E cada noite reflete o que você foi de dia.

Ou é um sonho, ou um pesadelo...
não se nasce sabendo viver.
Como será morrer sem saber morrer?
Será que se morre sabendo morrer?
Será que o que se aprendeu vivendo
na morte vai se esquecer?
Será que a morte via refletir seu viver?

Retirou-se pra bem longe...
feito um monge.
Subiu ao mais alto pico...
o ar rarefeito o tonteou e ele voltou.

Retirou-se silenciosamente
acalmou a mente...
feito um monge
foi pra bem longe.

A solidão mais pungente
feriu-lhe o coração...
e ele voltou afligido,
o coração partido.

Então ele ficou,
no plano mais plano.
dobrou os joelhos
e chorou...

Aí ele se encontrou.
E a vida o encontrou :)

Sua alma... levinha?
Sua alma... branquinha?
Sua alma... alguma coisa acalma?
Sua alma... nem de longe parece alma?

Sua alma... em um plano mais alto?
Sua alma.. alheia à tudo
um fantasma, uma aparição?
Sua alma... sem coração?
Sua alma desce tão baixo,
puro instinto, negra revelação?

Ou...

Sua alma... indiferente
no meio da gente,
nenhuma revelação?

"Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade."

Aqui não é o meu lugar.
Desço ao vale,
nada que vale consigo encontrar.

Desço ao nível do mar...
nele mergulho minhas mãos...
escorre entre os dedos a água salgada,
a espuma me esforço pra segurar...

mas ela também some
como tudo....
na minha vida nada veio pra ficar...

aqui não é, definitivamente, o meu lugar.

Nem ali, nem aqui, nem em parte alguma...
de nenhum lugar... de lugar algum
segue solitário entre brumas
desesperançado o exilado.

Exilado,
expatriado,
de sua própria terra desterrado.

Num barco abandonado,
de tudo afastado,
degredado,
condenado...
sou eu sem você ao meu lado.

Desce a noite
escorre entre meus dedos em pranto.
Pouco a pouco tudo cobre
com seu espesso manto.

Fecham-se as cortinas do dia.
Escurece,
esmorece,
diante da noite o dia desaparece.

Desce a noite...
calada,
desesperançada...
sem mais sonhos
ela
simplesmente adormece.

Depois da mais longa noite, surgirá o amanhecer...
Espere-o.... e verás.
Não sei se é neste ou naquele lugar,
não sei se é aqui, nem ali...
mas certamente vai surgir.

Agora é tudo igual
trevas e dor,
solidão e desamor...

é que a escuridão da noite esconde as formas
e não há forma de você ver
o que está pra acontecer...

Como um rasgo entre as nuvens,
a luz entrará pelas vidraças
e você vai perceber
a luz empalidecendo todas as desgraças....
até cada uma delas silenciar pela mordaça.

Instintos à solta... como fera
aponta o alvo e não erra
espera que da vida só lhe cheguem primaveras...

Hiberna no inverno,
no outono e no verão.
Testemunha efêmera
longínqua... como o som de um trovão.

Fingidor ferido,
caído, prostituído,
bárbaros ruídos...
teoremas de ilusão....
sortilégio, bruxaria, maldição.

Como alguém que por mares desconhecidos velejou...
sigo entre aqueles que a vida decepcionou.
Os dias vazios, as horas amargas
as dores que minha voz embarga.

E o silêncio se faz audível
penetra profundamente nos meus olhos
e por onde quer que eu olho
tudo é como o silêncio... profundo e invisível.

Os ruídos da noite não me assombram mais
sonho, e sonho, e sonho
de vencer um dia serei capaz...

sonho sonhos...

Aproxima-se a noite.... abrem-se as cortinas escuras, deixam entrar fios de luz escurecidos pelas trevas....
Aproximo-me da noite... silenciosamente, recolho-me como um poente.
A solidão acorda do seu longo sono diurno
fustiga minha alma com um açoite
faz tudo virar mais noite...

E de noite em noite,
nas enlutadas mãos da solidão,
eu luto pra me livrar da escuridão
da noite... da solidão... da escuridão...
da noite...