Coleção pessoal de reflexao_compartilha

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O "LOUCO":

Aparentemente, todo mundo é "normal".
Dentro da cabeça, todos carregam uma loucura única.

Vivemos em uma sociedade hipócrita que ostenta máscaras de normalidade, enquanto oculta as loucuras reais que habitam cada um de nós.

Fingem, fingem e fingem a cada dia. Vêem um "louco" dançando na rua e o julgam como "anormal", mas, dentro do seu quarto, em quatro paredes, se entregam à sua própria dança, imersos em suas próprias "loucuras".

Sentem vergonha quando alguém é verdadeiramente si mesmo, mas fingem ser o que não são, movidos pela vergonha de se aceitarem como realmente são.

Criticam alguém como "inconveniente", mas o verdadeiro incômodo está em não se aceitarem por inteiro.

Sofrem de "vergonha alheia" ao ver alguém ser verdadeiro, mas têm vergonha de ser quem realmente são.

Julgam o próximo como "louco" por não entenderem sua essência, mas é o "louco" quem entende o verdadeiro motivo de ser julgado. Quem, então, é realmente "louco"?

Para os outros, ele é estranho, mas para si mesmo, ele é apenas alguém que se permite ser. Quem, então, é realmente "louco"?

Tem medo de ser você mesmo, mas quem é "louco"?
Tem medo do que os outros vão pensar, mas quem é "louco"?
Não sabe o que está fazendo neste mundo, mas quem é "louco"?
Tem medo de ser rotulado de "louco", mas quem é "louco"?

Enquanto os outros fingem ser "normais" para o mundo, os "loucos" são simplesmente quem realmente são, vivendo o que são por dentro, sem esconder nada.

Não existe passado. Se eu penso no passado, na verdade, estou pensando agora.

Não existe futuro. Se eu penso no futuro, estou, de fato, pensando agora.

O que eu penso agora, é o que realmente existe neste exato momento.

O que foi ontem, se ontem também foi hoje?
O que é amanhã, se amanhã se tornará hoje?
E o que é hoje, senão apenas agora?

FINJA!

Finja que não está vendo o que acontece na sua sociedade!

Acredite que ver as pessoas jogadas como lixo nas ruas é algo comum...

Ache normal você escravizar sua vida trabalhando até os 60 anos enquanto seus direitos básicos de sobrevivência são roubados!

Agrade sua família, seus amigos, a sociedade e o mundo, menos você! Vista uma capa, uma aparência, uma vaidade, mantenha sua máscara para o mundo, enquanto você mesmo é deixado de lado.

Se importe com o que os outros acham ou pensam de você, não faça nada, não se mova, fique parado, quieto, calado, não seja ninguém, seja normal, indiferente, não viva!

Tenha medo de ser taxado de "louco(a)", tenha medo de ser você mesmo, seja "louco(a)" apenas dentro da sua cabeça, enquanto você finge ser "normal" para as pessoas à sua volta.

Deixe o tempo passar, viva apenas finais de semana, férias, viva de esmolas do tempo, camufle as angústias, o tédio, a falta de sentido na porta do boteco, do bar, em baladas, bebendo para disfarçar aquele pensamento de mudar, não procure trabalhar no que você ama, seja escravo de qualquer coisa, viva atrás de dinheiro, de conforto, de riqueza material.

Seja orgulhoso(a), teimoso(a), não enxergue isso também, finja que também não entendeu, que não está vendo, mantenha-se dia após dia fingindo, até envelhecer, e a morte se aproximar, finja que vive!

Existem dois tipos de riquezas:

Riqueza material;
Riqueza afetiva.

A riqueza material é a que envolve as coisas que você possui, o dinheiro que você tem, a casa, o carro, os bens. Ela traz conforto, mas é passageira. Você pode conquistá-la, mas não garante que ela seja duradoura. Ela pode ser perdida, ou até mesmo não te trazer a felicidade que você espera. A busca por ela muitas vezes nos afasta do que realmente importa, e nos coloca em uma corrida sem fim.

Já a riqueza afetiva está no que você constrói com os outros, nas relações, no amor, na amizade, nos momentos que você compartilha. É uma riqueza mais duradoura, que não pode ser roubada. O afeto, a conexão e os sentimentos que você compartilha são coisas que te enriquecem por dentro, e deixam marcas que o tempo não apaga.


Porque, no fim das contas, sua vida vai refletir o que você escolheu valorizar. Se você corre só atrás de dinheiro e coisas, pode chegar um dia e perceber que o que realmente importa são as pessoas que amou, os momentos que viveu, tudo aquilo que compartilhou.

No final, ninguém lembra do carro que você teve ou do dinheiro que guardou. Lembram do seu sorriso, do seu abraço, da sua presença. Lembram se você foi bom, se amou de verdade, se fez diferença na vida de alguém.

Então, pense bem: o que você quer que sobre da sua vida? Porque o tempo passa, e o que fica não é o que você comprou, mas o que você viveu e quem você amou.

Para mim, não existe cansaço mental. Isso é um limite que não faz mais parte de mim; não tem mais sentido. Para mim, o que existe é apenas relaxamento mental.

Percebi que, toda vez que eu me via aceitando sentir esse "cansaço" ou essa "exaustão" mental, na verdade estava diante de um profundo relaxamento, um descanso que minha mente ansiava por ter, mas que eu, por algum motivo, me sabotava e não permitia. Quando comecei a aceitar esse "cansaço", essa "exaustão", logo entendi que, na verdade, era apenas um relaxamento profundo e renovador que a mente precisava.

O orgulho é uma ignorância não resolvida, uma barreira invisível que te impede de evoluir. Ele cria limitações na sua mente, tornando-se um obstáculo para o aprendizado, fechando portas para novas experiências e visões. Com o tempo, o orgulho afasta as pessoas ao seu redor, afastando aqueles que poderiam te ensinar algo valioso. Ao fim, ele te deixa sozinho, aprisionado em uma prisão de vaidade e autossuficiência, onde a verdadeira sabedoria permanece distante.

Já a humildade é um caminho aberto para evoluir. Ela sabe que até um insulto pode ser uma lição, pois a humildade entende que a crítica, quando bem observada, pode nos mostrar algo que precisamos mudar. A humildade não se ofende facilmente, mas usa as adversidades como uma oportunidade para aprender e evoluir. Ela atrai pessoas de coração puro, aquelas que, como ela, reconhecem que o valor de um ser humano não está na aparência, nem no ego, mas na sua capacidade de compartilhar e acolher. E, ao contrário do orgulho, a humildade nos enriquece de afetos sinceros, criando laços verdadeiros e duradouros em todos os lugares por onde passamos. Em vez de nos isolar, ela nos conecta, nos torna mais humanos e mais completos.

Saiu do pensamento, virou prática;

Escreveu, prática.
Desenhou, prática.
Digitou, prática.
Mostrou, prática.
Falou, prática.
Expressou, prática.
Cantou, prática.
Trabalhou, prática.
Estudou, prática.
Compartilhou, prática.
Olhou, prática.
Ouviu, prática.
Mexeu, prática.
Andou, prática.
Percebeu, prática.
Aceitou, prática.
Viveu, prática.
Mudou, prática.
Fez, prática.

Apenas tá pensando? Teoria.

Pensar é o ponto de partida, mas é a ação que transforma. Pensar sem agir é como sonhar sem acordar. Só a prática, a experiência, é que vai realmente moldar as ideias, tornar as intenções em realidade. A diferença entre um sonho e uma conquista é, essencialmente, a prática.

A crença que eu acredito é o óbvio...

Não vejo sentido algum ir para uma igreja buscar "Jesus", sendo que Jesus tá em mim, dentro de mim, e pra mim, Jesus é amor.

Não vejo sentido algum ir para um centro espírita "limpar as energias ruins", sendo que qualquer energia "ruim" que eu tenha, sou eu mesmo inventando isso dentro de mim.

Não vejo sentido algum fazer "terapia" com psicólogos e psiquiatras, sendo que minha melhor terapia é questionar minha própria vida e ir mudando o que tá ruim.

Não vejo sentido algum "meditar", sendo que eu medito toda vez que eu durmo.

Não vejo sentido algum buscar "alguma ajuda" externa, sendo que toda minha cura, é interna.

O externo, é só pra lembrar, o que já vive em mim, depois que eu lembro, não é mais tão necessário assim...

O medo de mudar é principalmente o medo do que vão achar da sua mudança.

Quem faz por amor não exige reciprocidade.

Se você ama alguém e esse alguém despreza esse amor, quem está perdendo o amor não é você.

As pessoas têm o direito de te prejudicar, assim como você tem o direito de se afastar.

O ato simula o caráter; a intenção revela.

Sair por aí à toa não é loucura; loucura é ficar preso à toa, com medo de sair.

Não fazer o mal por medo das consequências não te torna bom; pois quem é bom não faz o mal, mesmo se não houver consequência.

Se você não quer se iludir, pensa no fim e aproveita o momento.

A melhor maneira de acabar não é "lutando", "vencendo"; é não participando, não colaborando.

Não existe loucura maior do que ser "comum" para os outros por medo de ser você mesmo.

O mundo está dentro de cada um de nós, e de dentro de cada um de nós que mudamos todo o mundo.

Tudo o que eu faço é pensando no fim, e é exatamente por isso que faço, porque sei que vai ter fim.