Coleção pessoal de reflexao_compartilha

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O medo é um sentimento falso, uma ansiedade criada pela nossa mente ao anteciparmos algo que provavelmente nunca vai acontecer. A maior parte do medo vem daquilo que imaginamos, não do que realmente acontece. Mesmo que o que tememos se realize, o medo não vem do acontecimento em si, mas do pensamento sobre ele.

O presente, o agora, nunca nos dá medo. O medo é gerado quando pensamos no futuro, em algo que ainda nem existe. Pensar negativamente sobre o que está por vir não adianta, porque, no momento, não está acontecendo nada além do que é para acontecer. O medo é apenas uma construção mental que nos prende a uma realidade que ainda não se materializou.

O afeto está no que você dá, não no que você recebe. O que você dá é seu, é uma parte de você que permanece; o que você recebe, não é seu, pois passa por suas mãos e se vai.

A maior prova disso é a morte, que nos leva. Tudo o que é nosso, tudo o que verdadeiramente fizemos, fica. Os afetos que oferecemos, as marcas que deixamos, essas permanecem no mundo, na memória das pessoas, em tudo que tocamos.

Já o que recebemos, como algo externo, não nos acompanha para além da vida. Ele se desfaz, não carrega a mesma profundidade, pois não nasce de nós. O que damos, sim, se mantém, pois é o que alimenta o coração de quem fica.

Ao nascer, todos sorriram;
Quando eu morri, todos choraram;
Mas eu sorri,
Por tudo que vivi.

E então me vejo acordar,
Compreendendo que nunca morri,
Sempre estive aqui,
E sempre estarei.

A vida e a morte são uma só coisa,
Tudo se transforma, mas nunca acaba,
Eu sou o que fui, o que sou,
E o que sempre serei.

Para o mal, tudo é fácil, o mal quer acabar, destruir, eliminar, o mal é filho da morte.

Para o bem, tudo é difícil, o bem quer iniciar, construir, acrescentar, o bem é filho do nascimento.

E ambos são necessários para o equilíbrio das suas escolhas.

O amor não se prova, assim como não se pode provar que se tem um coração. Ninguém vê o coração, ninguém vê o amor, porque ambos estão no interior de cada um. O que está por dentro só pode ser percebido quando olhamos para dentro de nós mesmos, quando sentimos as batidas do coração e experimentamos o amor de maneira profunda. O amor, assim como a vida, é algo que só se entende quando realmente sentimos.

A morte nos ensina a verdadeira igualdade; ninguém é rico diante dela.

Ela nos lembra que, no fim, ninguém leva nada.

A morte nos mostra que ninguém é melhor que ninguém.

Ela nos ensina que ninguém é perfeito.

E, acima de tudo, a morte nos revela a igualdade fundamental: ela vem para todos, sem exceção.

Aconteça o que acontecer, era pra acontecer.

Não adianta tentar evitar, pois até quando você tenta impedir, acaba acontecendo o que era pra acontecer.

O que acontece vai além da nossa mente, algo do qual somos, muitas vezes, submissos.

Isso é a natureza nos mostrando que, na verdade, não temos controle sobre nada, exceto o que é natural seguir — os acontecimentos que estão destinados a acontecer.

Amor não está só em um sentimento egoísta chamado "amor próprio", voltado para o próprio umbigo. Isso é o ego gritando!

Amor está no que vive diariamente, no padeiro que deu bom dia, nas plantas que plantou pela cidade, nas pessoas que ajudou de coração, no abraço na mãe, nos parentes, nos amigos, nos desconhecidos, o carinho com os animais, nos afetos com quem mais precisa, nas palavras positivas, na tranquilidade diante das ofensas, no compartilhamento de alimentos, de experiências, de histórias com seus semelhantes, na natureza, no ar, na vida...

Hoje em dia, as pessoas amam o "amor", mas não amam as pessoas.

Escolha ficar com alguém pelos defeitos (os defeitos com os quais você não se importaria tanto), não pelas qualidades, pois, de qualquer forma, as qualidades sempre serão boas, e são os defeitos que vão tirar essas qualidades dessa pessoa, caso não escolha os defeitos certos, da pessoa certa para você.

Só para deixar claro e evitar expectativas ou ilusões:

O que eu falo é o que considero óbvio, é uma reflexão do que sinto no momento, algo que faz sentido para mim, que tem profundidade e sentimento, com base em experiências que vivi, percepções que tive e tenho. Porém, é apenas o que eu externalizo, são desabafos. Quem quiser tirar proveito disso, que tire, mas para mim, é apenas um alívio de algo que carrego dentro.

Agora, o que eu sou, minha personalidade, meu verdadeiro eu, é algo diferente. Não sou santo, mas também não sou cruel. Sou o que sou, sou aquilo que estou sendo no momento. Não sou uma única coisa para sempre, não me limito a ser apenas uma coisa, pois estou em constante mudança. Só quem realmente me conhece sabe disso.

Amor é deixar parte de você para as pessoas, para o mundo.

Parte do seu ar;
Parte dos seus pensamentos;
Parte dos seus conhecimentos;
Parte das suas ideias;
Parte do que você sente;
Parte do que você fala;
Parte do que você faz;
Parte do que você vive.

Deixar você aqui na natureza, para que, quando a morte te levar, você continue vivo dentro das pessoas.

Não faz sentido ser indiferente à vida, indiferente ao que acontece, indiferente às pessoas, indiferente ao mundo. A morte, por si só, já faz esse trabalho de indiferença. Ela não se importa com a sua existência, ela te leva sem se preocupar com o que você tem ou com o que você deseja. Ela não pergunta se você quer ir ou não. Então, por que não fazer a diferença enquanto está vivo? Por que não deixar para o mundo o que você tem de melhor dentro de si?

Olhe para o teto, não o de concreto, mas o céu...


Veja aquela lâmpada, não a de vidro, mas o sol, a lua...


Vire ao seu redor, não entre as paredes, mas para tudo que está ao seu redor...


Preste atenção nesses desconhecidos, que desconhecidos? Eles têm sangue, têm vida, assim como você...


Vivemos todos juntos, na mesma casa, no mesmo planeta.


Somos uma grande família humana, que ainda não tomou consciência disso.


Sinta-se em casa, pois todo lugar faz parte do seu lar,
E todos são seus semelhantes, humanos, como você.

Ser fluente em línguas não é só saber outros idiomas ou saber escrever corretamente;

É também saber falar várias linguagens diferentes dentro do próprio idioma;

Saber falar algo complexo de forma simples e de fácil entendimento para sua vó, para um favelado, para um universitário, para uma criança, para um grosseiro, para um adulto, para um humilde, para todo tipo de gente. A quantidade de pessoas diferentes que você consegue explicar algo complexo de forma simples revela a especialização da sua comunicação, pois cada pessoa tem uma forma de entender as coisas. É preciso usar os dois ouvidos e fechar a boca para ouvir e entender qual a linguagem daquela pessoa, aprender para depois falar a linguagem dela, caso deseje repassar algo a ela.

Mas, para conseguir falar da forma que a pessoa absorva sua ideia, terá que deixar o ego de lado, pois, caso contrário, só terá conflitos e falta de entendimento, por não ter entendido direito a linguagem da pessoa.

A angústia é apenas um alerta de que você precisa mudar.

Mudar a forma em que vive, mudar os pensamentos, atitudes, comportamentos, ideias, visão de mundo, ambientes, pessoas, crenças. Mudar tudo o que não tem mais sentido na sua vida. Mudar aquilo que você já percebe, mesmo que não queira admitir, que não funciona mais.

Caso não mude, a angústia vai continuar lá, tentando te alertar para mudar de vida. Às vezes ela vem em forma de hiperventilação, falta de ar, sufocamento, ansiedade, síndrome do pânico, depressão. Às vezes você acha que tem algum problema no coração, no estômago, ou que está ficando cego, ou que tem um tumor ou câncer, acha que vai morrer. Às vezes você se sente esgotado, cansado ao extremo, ou acha que está ficando doido. Ela vem em forma de insônia, vazio, tristeza, estresse emocional.

A angústia vem de várias formas. Quantas vezes você já não ouviu relatos de pessoas achando que têm algum problema de saúde e, ao chegar no hospital, não acham nada? É angústia acumulada. É o seu sentimento tentando te alertar que a vida que você está vivendo não está fazendo bem. É um sinal óbvio de que algo precisa mudar.

Mas, mesmo assim, você resiste ao que precisa mudar. Você se auto sabota, tenta se distrair, finge que está tudo bem, usa todos os recursos possíveis para continuar igual. E nisso cria conflitos internos constantes, que se repetem todos os dias. Você sente, sabe, mas não muda. E quanto mais resiste, mais a angústia cresce, porque o alerta continua ativo.

E a maior dificuldade que as pessoas têm de mudar é o medo do que vão pensar ou achar. Medo da família, dos amigos, das pessoas próximas. Medo de julgamento, de rejeição, de não ser aceito. Esse medo prende, trava e mantém tudo como está, mesmo quando está ruim.

O problema de todo esse medo da mudança é exatamente isso: o medo do que vão achar, do que vão pensar ou do que podem fazer contra você caso mude. E por causa disso, a pessoa continua vivendo uma vida que não quer, apenas para manter a aprovação dos outros.

Mas é melhor lidar com as consequências de viver livre, sendo quem você realmente é, do que continuar preso, vivendo algo que você não é. Porque viver preso também tem consequências, e elas aparecem na forma de angústia.

No fim, a angústia não está contra você. Ela está te alertando. Enquanto você não muda o que precisa ser mudado, o alerta continua. Quando você entende o alerta e muda sua vida, a angústia deixa de ser necessária.

Dentro de mim,
Dentro do planeta,
Dentro da galáxia,
Dentro da dimensão,
Dentro do universo,
Dentro de tudo,
E, ao mesmo tempo, dentro de mim.

Tudo o que está fora, também está dentro de mim. Somos reflexos do que nos cerca e, ao mesmo tempo, somos parte do que está além do nosso entendimento. Cada elemento, cada estrela, cada partícula do universo, reflete dentro de nós, e tudo o que somos é um reflexo de tudo o que existe. O que é grande no mundo é imenso também dentro da gente.

Crença é acreditar profundamente em algo que está além do controle da sua mente racional, mas que está totalmente conectado com o seu corpo e com a sua vida.

Se você acredita, de forma profunda e verdadeira, que é infeliz, essa é a sua crença, e, portanto, você se sentirá infeliz.
Se você acredita que é normal, essa é sua crença, e, por consequência, você se verá como alguém normal.
Se você acredita que é feliz, essa é sua crença, e você se sentirá feliz.

Evoluir a consciência é um processo de libertação, de soltar, de deixar para trás as crenças negativas, pesadas e antigas que já não fazem sentido, e abrir espaço para novas crenças, mais positivas, leves e com mais propósito. É preciso deixar essas novas crenças fluírem naturalmente, sem resistir ou forçar, permitindo que elas se encaixem no momento presente, com lógica e sentido, de acordo com o que você realmente precisa viver.

Você se depara com uma situação e, em vez de apenas observar, sua mente começa a interpretá-la como um problema. Ao fazer isso, você passa a sentir esse "problema" emocionalmente, e, no final, ele se torna real para você – mesmo que seja algo que você mesmo criou na sua mente. Assim, um simples acontecimento se transforma em um problema apenas pela forma como você o vê e reage a ele.

O preço de ser você mesmo é o desprezo, a falta de respeito, a rejeição, as ironias, os deboches, o afastamento de pessoas que nunca tiveram nada a ver com você, mas que você segurava com medo de perdê-las, não querendo que o tempo que dedicou a elas seja tempo perdido. Aceite perdê-las, porque, de qualquer forma, um dia você vai perder. Ninguém é seu. Não finja ser o que não é pra agradar o mundo, pra manter pessoas. O mundo nunca estará satisfeito com você, até se você for "perfeito", o mundo vai julgar sua "perfeição". Então, pra que querer manter pessoas? Fingir ser o que não é pra agradar o mundo? Seja você, e garanto que todos os que não combinam com você irão se afastar. E, com o tempo, todos aqueles que têm a mesma sintonia irão se aproximar. Nisso, você encontrará todos os afetos que tanto precisava na sua vida.

Mas não espere que suas sintonias lhe encontrem. Nenhuma joia rara é encontrada sem antes você se jogar na lama das superficialidades para encontrá-las.

O político, muitas vezes, acaba se tornando um fantoche nas mãos de banqueiros, megaempresários e grandes filantropos. Ele é pago para enganar, esconder a verdade, mentir e distraírem o povo, de forma que ninguém perceba quem realmente exerce o poder por trás dele. O político, então, não é o verdadeiro responsável pelas decisões importantes; ele serve apenas como uma distração, enquanto os verdadeiros donos do poder manipulam as ações nos bastidores, longe dos olhos da população.