Coleção pessoal de reflexao_compartilha

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Quem tenta mudar as pessoas, o mundo, tudo, geralmente sofre,

porque está tentando mudar algo que já muda o tempo todo por si só, permanentemente.

A única pessoa, o único mundo, o único ser que pode ser mudado da maneira que quiser, no momento que quiser, é apenas a si mesmo.

Se aquilo que você dedica mais tempo te incomoda, você está perdendo tempo.

O tempo é a coisa mais valiosa que a gente tem. Por isso, ele precisa ser usado em coisas que realmente fazem sentido na sua vida. Se você passa horas em algo que não te faz bem, que te cansa ou te deixa triste, então você está perdendo tempo.

O tempo deve ser usado para o que você ama, para o que te faz evoluir, te deixa bem e dá sentido à sua vida. Quando você faz o que ama, mesmo que apareçam dificuldades, isso não te desgasta, e sim te fortalece. O verdadeiro valor está quando o que você faz combina com o que é importante pra você.

Se uma pessoa comum diz algo e ninguém ouve, mas uma pessoa popular diz a mesma coisa e todos prestam atenção, então, na verdade, ninguém escutou de verdade, ninguém refletiu, ninguém compreendeu. Apenas deram ouvidos a quem tem "mais voz", não ao que foi dito.

Isso revela uma realidade sobre a forma como muitos absorvem informações: não pela essência da mensagem, mas pela influência de quem a transmite. O valor das palavras, para a maioria, não está no conteúdo, mas no status de quem as pronuncia.

Se controlar não é sinônimo de caráter, nem de espiritualidade.

Caráter e espiritualidade verdadeiros se manifestam de forma espontânea, na intenção real do próprio coração. Eles não precisam ser forçados, exibidos ou controlados, pois simplesmente são.

Não adianta fingir bondade nas atitudes se, por dentro, as intenções são egoístas, vingativas ou maldosas. O que define quem você realmente é não são as aparências, mas aquilo que habita dentro de si.

O coração revela sua essência nos momentos de provação, quando você é provocado, alfinetado, traído. É ali, no calor do momento, que sua verdadeira espiritualidade se mostra. Se sua reação imediata é o ódio, a revolta ou o ressentimento, mas você se controla apenas por medo do que os outros vão pensar ou fazer, então não está sendo sincero, apenas reprimindo quem realmente é para evitar consequências.

A verdadeira mudança não acontece quando você apenas controla o que sente, mas quando entende de onde isso vem e escolhe mudar. Não é sobre se controlar para manter uma imagem, e sim mudar por dentro, para que suas reações sejam naturalmente diferentes por fora.

Não confunda indiferença, assinado como "relacionamento aberto", disfarçado de "liberdade". A verdadeira liberdade dentro de uma relação não significa descaso, ausência ou falta de compromisso. Um relacionamento aberto pode existir de forma saudável, mas quando usado como desculpa pra evitar envolvimento ou responsabilidade afetiva, se torna apenas uma máscara pra desconexão.

Não confunda posse, assinado como "relacionamento sério", disfarçado de "fidelidade". Fidelidade de verdade nasce do respeito e da escolha mútua, não do controle, da cobrança ou da anulação da individualidade. Relacionamento sério não é prisão, onde a segurança vem da imposição e não da confiança.

Conexão não é contrato. Um vínculo real não precisa de regras rígidas pra existir; ele flui naturalmente. Quando há conexão de verdade, não precisa assinar acordos pra garantir presença, lealdade ou amor, porque tudo isso acontece espontaneamente, sem necessidade de imposições.

As relações entre as pessoas podem acontecer de três formas:

1 - Amor é cuidado, respeito, carinho, ajuda e companhia. No amor, as duas pessoas se sentem bem juntas, se ajudam e podem ser elas mesmas sem medo.

2 - Posse é querer mandar, controlar, cobrar e prender a outra pessoa. Quem age assim quer que o outro faça tudo do seu jeito. Isso faz mal e acaba com a liberdade da pessoa.

3 - Frieza é falta de cuidado, falta de atenção e falta de interesse. Quando existe frieza, a pessoa já não se importa mais com a outra e a relação fica vazia.

Você precisa entender a diferença entre essas três formas e escolher qual quer ter na sua vida.

Quer mudar ou quer continuar do mesmo jeito? Se quiser mudar, precisa fazer três coisas:

1 - Parar de ter pena de si mesmo – Os problemas existem, mas ficar sofrendo e reclamando não resolve nada. A vida continua, com ou sem tristeza.

2 - Largar o que faz mal – Muitas vezes a pessoa continua em lugares, hábitos ou com pessoas que fazem mal, só porque já está acostumada. Mas é preciso deixar ir aquilo que não faz bem.

3 - Olhar para si mesmo e viver do seu jeito – Fazer o que realmente quer, sem viver pela opinião dos outros. Ninguém sente sua dor ou vive sua vida por você.

Se você não mudar essas coisas, os mesmos problemas vão continuar acontecendo. A mudança só começa quando você decide agir.

O país funciona como uma grande empresa.

Os "donos" são os banqueiros, filantropos, magnatas e megaempresários, aqueles que realmente detêm o poder e controlam os rumos da nação nos bastidores.

Os "gerentes" são os políticos, figuras colocadas à frente da administração, mas que, na prática, apenas representam e garantem os interesses desses "donos", tomando decisões que mantêm a estrutura operando conforme seus desejos.

E o povo? São os funcionários, a base que sustenta tudo. Trabalhadores que dedicam suas vidas diariamente, movimentando a economia, produzindo riquezas, mantendo a engrenagem girando. No entanto, em troca, recebem apenas o suficiente para sobreviver, enquanto os verdadeiros beneficiados desse sistema acumulam fortunas cada vez maiores.

O tempo de vida se perde no trabalho, o cansaço se acumula, a juventude se esgota. E, no fim, quem realmente lucra? Os donos da empresa.

Conexão é confiança;
Controle é desconfiança.

Quem está conectado ao outro não tem a necessidade de controlar,

pois somente quem desconfia, por não acreditar nessa conexão de amor, tenta controlar, vigiar, manipular, para se sentir seguro no sentimento daquilo que não acredita ter com alguém.

As pessoas, geralmente, só não fazem o "mal" pelo medo das consequências — seja a consequência que acreditam ter após a morte ou a consequência que recebem em vida mesmo. Já outras pessoas são naturalmente boas por natureza, não fazem o mal, mesmo se houvesse a oportunidade. Então, é sempre bom rever o próprio caráter, a própria personalidade, as próprias intenções, o próprio ser, e desenvolver em si mesmo aquilo que você de fato é ou quer ser, mas não por medo de consequências, e sim por vontade, por coração, por si mesmo.

Tem pessoas que só fazem o "bem" por interesse — interesse de ser "privilegiado", de "receber", de "ganhar", de "conseguir" dos outros. E isso não é, interpretamente falando, uma pessoa "essencialmente boa", entre aspas, quando só se faz com esse objetivo, e sim uma "pessoa interesseira", fingindo ser boa ou mostrando ser interesseira mesmo. Ou seja, não desenvolveu naturalmente o sentimento puro, leve, doce, amoroso de ser. Não percebeu que, pra isso, não precisa da expectativa de receber algo em troca ou temer as consequências se não fizer, e que basta, essencialmente, seguir o próprio sentimento, deixar fluir naturalmente as intenções, enxergar os próprios comportamentos, respeitar a própria vibração pessoal sobre qualquer situação, parar de se controlar e apenas ser, indiferente dos atos. Pois a essência de si mesmo é fluxo, natural, espontâneo, se desenvolve assim, e não se controlando pra não ser.

Por exemplo, tem pessoas que têm o ato de ajudar alguém a se levantar, mas têm a intenção de ajudar a levantar porque têm como objetivo ter algo em troca depois...

Tem pessoas que têm o ato de ajudar alguém a se levantar, mas a intenção era apenas ajudar a levantar, pois não têm como objetivo algo em troca...

Então, existe uma diferença entre uma pessoa "boa" e uma pessoa "interesseira", que só faz o "bem" por interesse.

A "boa" tem como intenção o ato do momento, e mesmo que receba algo em troca, a intenção era o ato, não a expectativa em receber.

A "interesseira" tem como intenção receber algo depois do ato, e se ela não recebe em troca, cobra, pressiona, joga na cara, abandona, larga, chantageia, diz que não fizeram por ela.

Não que eu esteja julgando ou definindo o que é "bom" ou o que é "ruim", o que é "interesseiro" ou o que "não é". Até porque, pessoas mudam. Às vezes, estão em um dia bom, às vezes, em um dia ruim. Não é uma regra, é uma análise do momento. Às vezes, a pessoa fez de coração agora e, daqui a cinco minutos, por interesse, no qual irá cobrar em seguida. Novamente repito: não é uma regra, é uma análise do momento. Apenas uma interpretação rasa de uma situação hipotética pra você discernir a diferença de quando alguém é e quando finge ser pra dizer que é. Pra você discernir a diferença de quando alguém fez por interesse e quando fez por vontade própria, por coração.

Às vezes, somos ruins; às vezes, bons; às vezes, interesseiros; às vezes, não. Porém, é bom ter o olhar aprimorado nas situações desses momentos, saber quem finge, saber quem é. Pois, quando nosso olhar é turvo, embaçado, cego, a gente acaba olhando apenas quem não era pra olhar, apenas porque a "aparência", as "miragens" vistas dos nossos olhares cegos aparentavam ser verdadeiras, boas de coração. E nisso, nos iludimos com quem não deveríamos, por ser fingimento, falso, e deixamos de ver quem era pra enxergar: os verdadeiros de bom coração.

E quem olha é o próprio sentimento, não a impressão dos olhos.

Pois os olhos têm o interesse de olhar o que aparenta ser.

O sentimento sente o que de fato é.

Qual o sentido da solidão? O que é solidão?

Ao questionar isso, cheguei à conclusão de que a solidão é uma ilusão. Pois bem, como posso me sentir só, se tudo à minha volta me mostra que nunca estou só?

Respiro o ar e me pergunto: o que é solidão?
Ando por aí e me pergunto: o que é solidão?
Vejo pessoas e me pergunto: o que é solidão?

Como posso me sentir só, se em qualquer lugar onde estou, estou sempre comigo mesmo? Como me sentir só, se habito um planeta com bilhões de vidas? Há mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, crustáceos, moluscos, anelídeos, artrópodes, insetos, aracnídeos, protozoários, parasitas, micróbios, vírus… Há elementos, metais, minérios, cristais, rochas, terras, areias, águas, vapores, nuvens, chuvas, ventos, atmosferas, astros, luz, energia… Há mundos, galáxias, sistemas solares, planetas, continentes, países, cidades, ruas, casas, lares, mentes, pensamentos, memórias, sonhos, ideias, imaginações… Há vida por todos os lados, em todo canto, em todo lugar.

Como posso me sentir só, se dentro de mim há pele, músculos, veias, artérias, sangue, plasma, órgãos, tecidos, nervos, neurônios, células, organelas, moléculas, átomos, partículas, energia, vibração… vida?

Como me sentir só, se tudo ao meu redor me lembra que não estou só? Minha sombra, meu reflexo, meu eco, minha voz, meu cheiro, minha respiração, meu batimento cardíaco, o som dos meus passos, o calor do sol, o brilho da lua, o movimento das nuvens, a dança das árvores ao vento, o cantar dos pássaros, o sussurrar das ondas, o pulsar da terra… tudo me mostra que a solidão não passa de uma ilusão.

Percebi que a solidão, na verdade, nunca existiu. Porque, no fundo, eu nunca estive só. Apenas me senti só por ter me iludido e, de certa forma, “abandonado” a minha própria companhia.

O afeto está no que você dá, no que compartilha, e não tanto no que recebe ou guarda.

Pois o que você dá permanece, enquanto o que você guarda, não.

A maior prova disso é a morte: quando morremos, não levamos nada do que acumulamos, apenas o que deixamos.

Porque, no fim, nada de fato nos pertence, exceto tudo aquilo que compartilhamos.

Aceite passar pelo que precisa passar.
Aceite pensar no que precisa pensar.
Aceite fazer aquilo que deseja fazer.
Aceite viver aquilo que deseja viver.
Aceite a si mesmo.

Às vezes, você é o que faz, não o que guarda.

Se o que você faz não reflete quem realmente é, talvez não seja você, mas apenas a máscara que escolheu vestir.

E se aquilo que guarda dentro de si é o que verdadeiramente te define, o que está esperando para compartilhar com o mundo aquilo que realmente é?

Depois que eu descobri que o sentido da vida, além da morte, é viver compartilhando, compartilho tudo o que sou.

Compartilho o ar que respiro, o sentimento que transmito, a ideia deste pensamento, tudo aquilo que invento... Compartilho minhas reflexões, percepções, emoções, minhas ações... Compartilho tudo o que falo, digo, expresso, demonstro, mostro... Compartilho meus movimentos, por onde passo, o que faço, o que traço, desfaço, satisfaço... Compartilho tudo o que vivo, seja positivo ou negativo, pois tudo o que experimento faz parte de mim.

Evito guardar, prefiro compartilhar, pois, de qualquer forma, a morte levará tudo. Então, escolho deixar no mundo tudo aquilo que sou...

O verdadeiro sentido da vida é compartilhar de si com os outros, não acumular o que vem dos outros para si.

Se o propósito da vida fosse acumular para si mesmo, todos aqueles que partem deste mundo levariam consigo tudo o que acumulou ao longo da vida. Mas isso não acontece. Ninguém leva nada consigo. O que realmente levamos, o que permanece, é o que compartilhamos durante o caminho, em vida.

Quem desiste e diz: "isso nunca vai mudar", nunca verá a mudança, pois se cada pessoa no planeta pensar da mesma forma, dizendo: "isso nunca vai mudar", nada, de fato, mudará.

A mudança começa quando cada um de nós decide mudar. Ela não acontece esperando que algo externo se transforme, mas ao tomarmos a responsabilidade pela nossa própria transformação. A única pessoa que posso mudar sou eu mesmo. O mundo não vai se moldar exatamente como eu desejo, nem hoje, nem daqui a cem anos, mas eu tenho o poder de mudar a mim mesmo da maneira que escolho.

Quando cada um de nós muda, mesmo que de forma pequena, o efeito coletivo é grande. Cada um mudando a si mesmo, faz o mundo mudar.

O fim eu já sei; tudo que inicia, acaba... Agora, de que jeito é a caminhada, essa é a minha curiosidade.

Tudo que é visível aos olhos é possível provar aos outros;


Tudo que é invisível é possível provar apenas para quem olha dentro de si.

Tudo que muda em si mesmo, muda a sua volta.