Coleção pessoal de testeteste123
"Esquecimento...
Não foi fácil... e nem é a caminhada
É menos sofrida se não estamos Só
Ao contrário, chega a ser divertida
E nessa passada, jamais esquecida
Esquecimento... ah, quanto é comum
Reli minha trajetória, visitei momentos
Cada um deles, me dei conta
Que alegrias demitiam incertezas
Um amigo aqui, outro acolá
Uma música brotava como flor
Uma poesia nascia, quase sempre
De um oceano profundo de dor
Fiei ter amigos... muitos amigos
Ou pelo menos acreditava tê-los
Alguns, presentes numa estrada
Que se nem contava a extensão
Outros, num desequilíbrio imenso
Nunca me ative a tal "detalhe"
Afinal, poucos se interessaram
A saber, em verdade, quem sou
E quem sou?
Um homem que toma decisões
Certas, equivocadas, voláteis
Mas, que favorecem o bem
Muitos deles de bom coração
Outros, desconhecem tal sentimento
Mas, nada disso importa... não mais!
Pois já não vigora reciprocidade e gratidão
[Pre-Chorus]
Cansei de ler entrelinhas
De esperar sua notificação
Hoje eu viro a página
E desligo a conexão
[Chorus]
Vou deixar você em modo avião
Dar um descanso pro meu coração
Chega de espera, chega de iludir
Vou deixar você em modo avião
Bloqueio as saudades e a tensão
Chega de novela, chega de mentir
A Janela da Alma e a Porta Tecnológica
Aos poucos, a janela da alma tem sido corrompida pela porta tecnológica.
Os homens, sem espaço de armazenamento interno, transferem o pouco de humanidade que ainda lhes resta para o organismo eletrônico, deixando a própria organela humana sem função. Depositam nas máquinas aquilo que antes guardavam na memória; entregam aos dispositivos aquilo que um dia aprenderam a sentir, pensar e recordar.
As mentes, demasiadamente cheias de inutilidades, caminham silenciosamente para o mundo da facilidade. Já não procuram compreender quando podem simplesmente consultar; já não procuram lembrar quando podem armazenar; já não procuram sentir quando podem registrar.
E, nessa busca incessante pela praticidade, não percebem que estão pagando com aquilo que possuem de mais precioso: a capacidade de serem humanos.
A tecnologia não roubou nossa humanidade de uma só vez. Ela apenas nos ensinou, pouco a pouco, a deixá-la de lado.
E talvez o mais assustador seja perceber que, quando finalmente sentirmos falta dela, já não saberemos onde a deixamos.
P. H. AMANCIO
"A Vida Que Rima....
Gonzaguinha, desceu o São Carlos
Zé Keti, saiu por ae
O coração de Kleiton é navegador
Vander Lee, virou Estrela
João Boa Morte, deixou o ninho
João Bosco, tem coração tropical
Toquinho, virou caderno
Chico Buarque, virou herói
Na poesia, somos quem ou que desejamos
Criamos teias com letras
Tecemos palavras que se unem
E aos poucos viram frases
Estrofes e ao final, muitos versos
Versos que em sempre rimam
Porém, teem o hábito de emocionar
Mas a poesia não tem compromisso
Nem com a tristeza, nem com a alegria
A poesia respira, é vida que conta e canta
E não há quem discorde
As palavras nos espiam entre as linhas
Traduzem sentidos e sentimentos
Fazem de um momento um lugar especial
Um paraíso onde brincam os poetas
Onde emocionam os que sabem sorrir
E fazem chorar os talhados em paixão
"Voluntários...
Me recordo que era uma data especial
Celebrava-se, valioso e timidamente
O Dia do Voluntariado
Passei com alegria aquele meu dia
Sempre fui voluntário em causas sãs
Minimamente observadas por muitos
Abrangentemente alardada por outros
Mais, jamais pela sede de nomeada
28 de Agosto: Poderia dar certo a intenção
Dos desafortunados receberem ajuda
De um abraço fraterno a um cobertor
Ou um pouco de alimento que aplacasse a dor
Do cadeirante em situação de abandono
Ao tetraplégico, nada lhes faltavam
Mesmo que absortos em desilusões
Cada ser era a alegria de um universo de ações
E é disso que os voluntários são "construídos"
Desejos de bem, compreensões e entregas
Querubins sem asas, ferramentas de amor
Anônimos a colorirem vidas desbotadas... sem cor
A memória possui uma fidelidade seletiva: esquece os dias comuns e eterniza exatamente aqueles dos quais gostaríamos de escapar.
Nascida Ávida...
Chegara em companhia da aurora
Vestido branco
Cor de pérolas raras
Em leve sorriso franco
Cabelos ao balanço da brisapppp⁰pp passante
Um mistério que a tornava diferente
Passara sem reclames
Por dias de abandonos e milagres
Conhecendo contos e verdades
Se apaixonando por bravos heróis
Derramando versos sem alardes
Vinha ela, quiçá de um céu
Que não a via, mas havia
Cobrindo lua e mar em calmaria
Vagando desertos que não conhecia
Destinada a enfeitar o jardim de minha poesia
Vitoriosos do bem viver
(Mauro 1Evaristo)
Já que você tem conhecimento do mal
Por que não compartilha o que é bom e legal?
Por que ao invés de pessoas brigando
Você não ri com as crianças brincando?
Já que você sabe que político honesto é raro
Por que não comemora quem faz bom trabalho?
Já que você vê tanta maldade na terra
Por que você não vibra para a melhora dela?
Já que você só vê as flores com espinhos
Por que você não as poda com carinho?
Já que tudo é ruim de se conviver
Por que você não opta pelos caminhos
Nos quais vitoriosos do bem viver
Repetem que tudo dá certo ao agradecer?
feradapoesia.blogspot.com
Hoje eu te digo para ter calma e confiança, pois as dificuldades passam e a força se renova a cada amanhecer.
"Somos capazes de dominar a imensidão do espaço e a vastidão dos mares, mas ainda não aprendemos a conviver em paz com os nossos semelhantes nem a sentir empatia por seus sofrimentos.”
Às vezes, entender apenas o suficiente para reconhecer “esse tipo de pessoa não combina com o que eu quero” já é suficiente.
Jardim de Luz...
Meu jardim, apaixonado jardim
Chegou em minha casa
Vindo de trem de algum lugar
De um rincão ou de uma ribeira sem fim
Dele, brotavam versos
Construindo silenciosas poesias
Como embarcá-lo de volta
Se nem sei onde nasceu e floresceu
Sem cor, sem flor, sábio das coisas do amor
Se admirava com si e as estrelas
Que flutuavam no negro que foi azul
Quantas vozes ouviu em cada morada
Quantas vezes se apaixonou
Se deleitando no arrepio do vento vindo do sul
Nada era longe, nem roça nem céu
Não conhecia geleiras ou fogueiras
Não temia o que sabia e nem o que desconhecia
Era jardim de alma alva
Dessas que floresce luz em sua raiz
Segredos de Cais...
O tempo é um bom conselheiro
Cuida de ser um companheiro fiel
Não bane boas lembranças
Suprime, sem temor, gostos de fel
Cura e cicatriza férreas feridas
Nem se manifesta ante o pranto
Que requer rolar, mesmo que incessante
Pois as lágrimas, mesmo mudas, amadurecem
O tempo não faz sumir cicatrizes
Restadas de batalhas insanas
Nas noites de razões que resgata
Fiando em falas de amores febris
O tempo, converteu minutos em dias
Rasgando brisas e temporais
Num ciclo de encontro e despedida
Desses que silentes, guardam segredos de cais desmedida
Cego e poderoso como um raio
O tempo riscou minha vida
Ascendendo no céu de minha paixão
Uma estrela de ensinar a dizer não
Segredos da Alma...
Dona dos olhos que emanam luz
Tez clara, jeito sóbrio e sereno
De mulher sempre bem vinda
Onde chega e razão dos lamentos ao sair
Mulher que trás no peito materno
Um coração que derrama temporais de bem
Voz que cativa, não pelo tom, mas pela fala
Que sempre surpreende e me abala
Dona de meus sentimentos libertos
Que não conhecem amarras nem silêncios
Somente entregas e quereres
Que silentes, a ti pertencem
Senhora do tempo passante
Décadas de ferrenha distância
Que impediu voltarmos
Naquela esquina onde anoitecendo
Eu, inda vagando pela adolescência
Sem noção, leigo de valores
Flexado pelo arruinante ciúme
Não me dei conta de dar-lhe flores
E a vida seguiu seu rumo
O tempo foi o carrasco das memórias
E a consciência vilã de meus enganos
Impôs a minh'alma, incuráveis danos
O Tempo e a Realidade...
O tempo não me foi um bom conselheiro
Sequer companheiro fiel
Não baniu lembranças de dores
Não suprimiu gostos de fel
Não curou férreas feridas
Nem estancou saneamento
Teimosos e incessantes
Que emudeceram minh'alma
O tempo não fez sumir cicatrizes
Restadas das batalhas insanas
Nas noites de razões equivocadas
Fiadas em falas de um frágil amor
O tempo, converteu minutos em dias
Que trouxeram brisas e temporais
Num ciclo de encontro e despedida
Nos segredos de flor desmedida
Cego e poderoso como um raio
O tempo riscou minha vida
Ascendendo no céu de minha paixão
Uma estrela de ensinar a dizer não
Limites são reais?
Até onde alguém consegue ser feliz? E quão profundo pode chegar o poço da tristeza? Qual medida usamos para determinar o tamanho de uma alegria ou a profundidade de um sofrimento?
Talvez os limites sejam menos reais do que fomos ensinados a acreditar.
Criamos medidas para quase tudo: tempo, distância, peso, velocidade. Mas, quando tentamos medir aquilo que acontece dentro de nós, a régua parece perder o sentido. Não existe uma unidade universal capaz de determinar quanto alguém deve amar, quanto pode desejar, quanto deve sentir prazer ou até onde pode mergulhar em sua própria tristeza.
Sentimentos não foram feitos para serem medidos. Foram feitos para serem vividos.
A experiência humana não precisa pedir autorização para existir. A alegria não precisa ser moderada para ser legítima, assim como a dor não precisa ser pequena para ser verdadeira. Há profundidades da existência que somente podem ser conhecidas quando nos permitimos mergulhar nelas.
O prazer também pertence à natureza humana. É corporal, material e espiritual. Não é, por si só, algo que precise ser condenado ou diminuído simplesmente porque alguém, de fora, decidiu que existe uma quantidade aceitável de prazer para um ser humano experimentar.
Entregar o corpo a si mesmo é permitir que ele conheça suas próprias possibilidades. É deixar de enxergar a existência exclusivamente através da ótica daqueles que estabelecem regras para experiências que não vivem. É reconhecer que o corpo possui sua própria linguagem, seus desejos, suas descobertas e seus limites — limites que, muitas vezes, só podem ser conhecidos pela própria experiência.
Isso não significa negar as consequências dos nossos atos. Significa compreender que viver não é transformar a existência em uma prisão de medidas, culpas e proibições.
Talvez uma das maiores violências contra a vida seja ensinar alguém a ter medo da própria experiência.
Vivemos uma única existência que conhecemos diretamente. E talvez um dos sentidos dessa existência seja justamente experimentar: sentir profundamente, desejar, descobrir, cair, levantar, amar, sofrer, rir, chorar, tocar, contemplar, entregar-se e conhecer a si mesmo através daquilo que se vive.
Não somos máquinas programadas para sentir na medida determinada por outros.
Somos experiência.
E talvez viver seja exatamente isso:
entregar-se à existência sem transformar a própria vida em uma tentativa permanente de fugir dela.
P. H. Amancio
A Alegria Por Um Fio...
(Múcio Bruck)
Era eu um entusiasta da vida
Com meus segredos, planos e aspirações
Meio perdido: um adolescente "virando" adulto
Sem domínio das explosões incontidas
Meus planos de vida eram poucos
Mas os que me haviam eram riquíssimos
Estudar, trabalhar, ter um emprego
Amar... Ah, como me era caro o amor
Era único, era real, era-me necessário
E, o temor e em plena imaturidade
Descobri nos arroubos que me vinham
"Amar nada se relaciona com saber amar"
Naqueles idos, tinha prá mim
Que seu valor era maior que o meu próprio eu
Que você, em minha natureza
Merecia entregas e meu mundo particular
Eis o meu engano, erro maior de mim
Ter-me suprimido e a vendo maior
Maior que eu ou de tudo o que eu era
Me peguei pequeno ante de sua grandeza
Como um relação assim poderia vingar?
Você, "madura", a tudo via e nada dizia
Parecia gostar, mas, sem se importar
Fosse com minha entrega
Fosse com a prioridade de um diálogo
Assumo, o negro ciúme feria-me
Hoje, sei que tudo se deu por seu desamor
Minha ilusão era sua satisfação
