Coleção pessoal de testeteste123
A privacidade é o último território onde o indivíduo ainda pode existir sem precisar explicar sua existência ao mundo.
Toda tecnologia que mede o comportamento humano corre o risco de esquecer que comportamento não esgota a pessoa.
O ser humano inventou redes para nunca mais estar sozinho e descobriu que uma rede também pode ser uma arquitetura sofisticada de isolamento.
A solidão do século XXI não é a ausência de pessoas; é a ausência de pertencimento em meio à abundância de presenças.
Enquanto você estiver esperando alguém te emprestar o barco, já há outro no seu lugar lançando a rede.
O direito à intimidade será cada vez menos o direito de esconder segredos e cada vez mais o direito de conservar partes de si que nenhuma máquina deveria conhecer.
A liberdade digital será incompleta enquanto o indivíduo puder escolher o que dizer, mas não puder escolher quanto de si deseja entregar.
Quando a sociedade transforma reconhecimento em curtidas, o silêncio passa a parecer fracasso e a invisibilidade, culpa.
A solidão digital começa quando a quantidade de conexões passa a ser usada como prova da existência de vínculos.
A multidão digital é capaz de testemunhar a nossa existência sem necessariamente testemunhar a nossa humanidade.
Há pessoas cercadas por milhares de perfis e abandonadas por todos os vínculos que realmente importam.
O Direito do futuro não protegerá apenas aquilo que fazemos na rede, mas também aquilo que a rede aprende sobre nós quando não fazemos nada.
Quando a solidão se torna previsível para uma máquina, ela deixa de ser apenas um sentimento e passa a ser também um dado.
O algoritmo conhece nossos hábitos; o Direito ainda precisa aprender a reconhecer nossas fragilidades.
Os ETs somos nós: seres humanos do futuro voltando ao passado em máquinas do tempo.
Evidências:
Impossibilidade de contato: Os ETs (ou humanos do futuro) não podem ter contato com os humanos do passado, pois isso modificaria o futuro;
Aprimoramento tecnológico: Quanto mais os anos passam, melhor fica a tecnologia das máquinas do tempo. Por esse motivo, nos últimos anos não temos avistado uma grande quantidade de OVNIs como em anos anteriores;
Sigilo governamental: Os governos sempre escondem os fatos, pois sabem que isso não pode se tornar público;
Eventos históricos: Os OVNIs tiveram um número maior de aparições durante a Segunda Guerra Mundial. Isso comprova o interesse de voltar no tempo em momentos históricos da humanidade ou para visitar algum parente. (Obs.: quando o contato com o parente se torna perigoso para a viagem no tempo, o ET retorna rapidamente sem deixar vestígios);
Regulamentação: Se nós tivéssemos hoje uma máquina do tempo, teríamos regras bem rigorosas para usá-la;
Evolução biológica: Seguindo a lógica evolutiva humana, teremos no futuro um homem com a cabeça e os olhos maiores, pois usaremos mais esses órgãos. Teremos também braços, pernas e boca menores, além de uma quantidade menor de dedos, pois o uso desses membros comprovadamente tem reduzido com o passar dos anos. Tudo isso nos leva à imagem de um ser humano de milhares de anos à nossa frente, exatamente como a figura há muitos anos relatada de um "ET".
O maior paradoxo digital é este: nunca tivemos tantos meios de comunicação e talvez nunca tenha sido tão difícil dizer que estamos sós.
A internet aboliu muitas distâncias geográficas, mas criou uma nova fronteira jurídica: a distância entre estar conectado e ser reconhecido.
