Coleção pessoal de testeteste123
Os jovens rurais aspiram ser reconhecidos como juventude rural protagonista no território.
(Redin, 2019, p. 64)
É preciso que a juventude rural seja protagonista não só em espaços rurais, mas no cenário urbano e político.
(Redin, 2019, p. 58)
Às vezes, mudamos nossos hábitos, nossa maneira de pensar, nossos relacionamentos e até a forma como enxergamos o mundo. Quando olhamos para trás, sentimos saudade de certas partes de quem éramos, mas reconhecemos que não queremos voltar a ser exatamente aquela pessoa.
O que eu diria à criança que fui, se pudesse me encontrar…
Ahhh, Ana Gelma…
Minha pequena, com esses olhinhos pretinhos e pequenos, você nem imagina quantas histórias a vida ainda vai escrever nas páginas da sua existência.
Quantas experiências vão te transformar, quantas lágrimas você vai derramar em silêncio, debaixo das cobertas, tentando entender sentimentos grandes demais para um coração tão pequenino.
Quantas vezes você vai sentir medo, insegurança e a falta de um abraço, de um carinho, de um afeto justamente de quem você mais desejava receber.
Quantas vezes você só vai querer ser ouvida… ter alguém que se sente ao seu lado, olhe nos seus olhos e diga: “Eu estou aqui, minha pequena. Você não precisa enfrentar tudo sozinha.”
Ah, Ana… se eu pudesse voltar no tempo, te daria os abraços que faltaram, te levaria mais vezes para brincar, ouviria com atenção cada palavra sua e acolheria até os sentimentos que você ainda não sabia explicar. Te daria mais colo, mais presença, mais afeto. Porque criança também precisa ser ouvida, compreendida e amada nos pequenos detalhes.
Mas sabe, minha pequena? Apesar de tudo o que doeu, você nunca esteve sozinha.
Deus sempre esteve ali. Nos dias em que você chorou escondida, nas noites em que o coração ficou apertadinho e nos momentos em que nem você compreendia a própria dor. Ele conhecia cada lágrima, cada silêncio e cada fragilidade sua. Enquanto você crescia sem entender tantas coisas, Ele cuidava de você, preparando seus passos e fortalecendo sua alma.
Você é a menina dos olhos DELE, protegida e guardada por um amor que tantas vezes te sustentou quando os braços humanos não conseguiram te alcançar.
E olha só para nós agora, minha pequena… Nós crescemos!
Aquela menina sensível se tornou uma mulher que observa, analisa, pensa antes de agir e aprendeu a ter cautela com os passos e com as pessoas. Não porque deixou de acreditar na bondade, mas porque a vida lhe ensinou que nem todo abraço acolhe e nem toda palavra traduz a verdade.
Ainda assim, você não permitiu que as ausências roubassem sua capacidade de amar. Não deixou que as dores apagassem sua gentileza, nem que as decepções levassem embora sua essência.
Você cresceu com um coração que sente profundamente, com uma verdade que não se curva às aparências, com uma bravura que se levanta diante das injustiças e com valores que não estão à venda.
Aprendeu a ser forte, mas ainda está aprendendo que também merece descansar. Aprendeu a cuidar, mas está descobrindo que também merece cuidado. Aprendeu a acolher tantas pessoas, mas hoje começa a compreender que aquela menininha também merece ser acolhida por você.
Se eu pudesse te encontrar agora, não te pediria para ser forte o tempo todo. Apenas te abraçaria e diria:
“Obrigada por ter resistido, minha pequena. Obrigada por não ter desistido dos nossos sonhos, por ter preservado nossa essência e por ter chegado até aqui. Você não precisava ter sido tão forte tão cedo. Você merecia colo, proteção e amor. E, se em algum momento a vida te fez acreditar que era pouco, quero que saiba: você sempre foi muito mais do que imaginava.”
Hoje, sou eu quem segura a sua mão. Sou eu quem pode olhar para trás, reconhecer suas dores e te oferecer o acolhimento que tantas vezes faltou. Não posso mudar o passado, mas posso cuidar de você no presente, honrando cada lágrima, cada conquista e cada parte da nossa história.
Feliz Dia das Crianças para a menina que eu fui, para a mulher que me tornei e para a criança que ainda vive em mim.
Que Deus continue nos guiando, nos protegendo e nos lembrando de que, mesmo quando a vida deixa marcas, o amor pode nos ensinar a florescer novamente.
Com todo o amor que aquela menina merecia receber,
Da mulher que ela se tornou,
Ana Gelma.
Mimetismo não é ser cult. Dentre as matrizes da fundação do Brasil, seleciono as três mais brilhantes: Abolicionismo, Radicalismo Democrático e Positivismo,correntes universais reescritas no nosso chão. Menos modismo importado, mais história nossa a ser resgatada como inspiração.
O laboratório de observação da juventude rural é antagônico, rico pela sua complexidade.
(Redin, 2019, p. 75)
A permanência, retorno ou a escolha pelo projeto camponês, podem estar ligados a diversos fatores que, nem sempre, são escolhas, mas que pela falta de possibilidades de escolhas, assumem essa condição.
(Redin, 2019, p. 75)
Por fim, a juventude rural em movimento representa o principal elo do processo de desenvolvimento social das comunidades rurais.
(Redin, 2019, p. 75)
Esse novo movimento também pode, eventualmente, aguçar em oportunidades de empoderamento do jovem rural na forma de ter voz no campo.
(Redin, 2019, p. 71)
Com isso, há uma valorização da cultura da roça, um reforço positivo sobre a identidade dos agricultores do campo.
(Redin, 2019, p. 71)
O fluxo entre a cidade e o meio rural está cada vez mais efervescente a ponto de que o rural também pode ser considerado um espaço apenas de moradia.
(Redin, 2019, p. 67)
No século XXI, a juventude rural vive uma intensa mobilidade social, entre o ir e vir, sair e ficar transitando entre o rural e o urbano de forma mais acentuada.
(Redin, 2019, p. 73)
Escolho sustentar que permanece em movimento porque está constantemente em processo de metamorfose em suas formas de interação com a família, com a comunidade e com o mundo.
(Redin, 2019, p. 60)
Os jovens rurais também migram, o que, de certa forma, demonstra que a condição econômica da família rural não é o determinante.
(Redin, 2019, p. 66)
A sucessão familiar rural está diante de um impasse diretamente relacionado aos graus de autonomia que os jovens possuem na unidade de produção e no retorno econômico que angariam com o trabalho na propriedade.
(Redin, 2019, p. 59-60)
