Coleção pessoal de testeteste123

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Coração de Pedra


Há amores que atravessam décadas.
O meu atravessou a alma.


Não foi longo o bastante para o calendário,
mas foi eterno para tudo aquilo
que morreu dentro de mim.


Conheci-te primeiro como quem contempla uma estrela distante:
bela, inalcançável, prometendo luz.
Quando enfim toquei tua existência,
confundi o brilho com o calor
e a esperança com a verdade.


Enquanto teus braços buscavam abrigo,
os meus construíam um lar.


Havia uma criança.


E, sem que ela soubesse,
devolveu humanidade aos meus dias.
Nos seus olhos havia a inocência
que o mundo ainda não havia aprendido a ferir.
Amei aquele pequeno ser
como se o destino, por um breve instante,
tivesse me permitido ensaiar a eternidade.


Mas algumas almas não conhecem o repouso.


São mares em permanente tempestade,
capazes de afogar até quem mergulha
com a intenção de salvá-las.


Eu não enxerguei.


Não porque me faltassem olhos,
mas porque o amor, quando se torna absoluto,
transforma a verdade na primeira vítima.


No fim, descobri que beijava uma ilusão
e abraçava um vazio que tinha o teu nome.


Desde então, ninguém mais conseguiu entrar.


Não por falta de beleza.
Não por ausência de bondade.
Mas porque existe uma porta
que só se fecha uma única vez na vida.


Hoje, meu coração não sangra.


Pedras não sangram.


Elas apenas carregam, em silêncio,
o peso de todas as ruínas que sobreviveram ao tempo.


E, se um dia alguém perguntar
qual foi o maior amor da minha existência,
não direi teu nome.


Direi apenas que houve uma primavera
tão intensa,
que foi capaz de transformar todas as estações seguintes
em inverno.

Não te esqueci


Em cada esquina que eu passar nas madrugadas vou continuar te encontrando sejam através das músicas, sejam em cada copo de cachaça ou sejam em cada abraço de saudades dados nas mulheres sem rostos.


As noites tem se tornado por vezes frias e demoradas, ou densas e cheias de narrativas vazias, mas em nenhuma delas posso dizer que esqueci de você.

Amor Latente


Houve um amor tão imenso
que fez do meu peito um santuário
e dos meus olhos, devotos cegos da tua luz.
Amei-te com a força que antecede a criação,
com a fé insensata de quem acredita
que um único abraço pode ressuscitar a alma.


Entreguei-te tudo.
Até aquilo que eu jamais soube nomear.


Mas a verdade não anuncia sua chegada.
Ela rompe o silêncio como uma lâmina,
e o primeiro golpe sempre é nos olhos.


Quando enfim despertei,
o paraíso que eu jurava habitar
não passava de um templo erguido sobre ilusões.
Toquei tuas lembranças
e elas se desfizeram como cinzas entre meus dedos.


Então compreendi:


o amor e o ódio jamais foram inimigos.
São a mesma chama
condenada a mudar de cor.


O amor que um dia me deu fôlego,
que devolveu vida ao que havia morrido em mim,
foi o mesmo que, ao revelar seu verdadeiro rosto,
ensinou meu coração a sangrar sem morrer.


Hoje carrego apenas o silêncio.
Porque não existe escuridão mais cruel
do que a luz que revela
que todo o infinito vivido por dois
existiu apenas dentro de um.

A ÉTICA DOS QUE SEMEIAM E O DESTINO DOS QUE COLHEM NOS MEANDROS INSALUBRES DOS PRÓPRIOS DESVIOS DE COMPORTAMENTO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Poucos patrimônios resistem tão incólumes à erosão do tempo quanto a integridade moral. Civilizações ascendem e declinam, fortunas são acumuladas e dissipadas, prestígios florescem e desaparecem ao sabor das circunstâncias; entretanto, o caráter permanece como o mais sólido testemunho da verdadeira grandeza humana. É na discrição das escolhas cotidianas, e não no esplendor das aparências, que se revela a estatura ética de um indivíduo.
A moral não se sustenta sobre discursos eloquentes, tampouco sobre demonstrações ocasionais de virtude. Ela manifesta-se na coerência entre aquilo que se pensa, o que se proclama e aquilo que efetivamente se pratica. Toda dissociação entre esses elementos produz, cedo ou tarde, uma fratura interior que nenhuma aparência consegue ocultar.
Há quem compreenda que toda conquista deve ser fruto do mérito, da honestidade e da consciência tranquila. Outros, porém, escolhem percorrer os meandros insalubres dos próprios desvios de comportamento. Alimentam-se da intriga, da maledicência, da desinformação, da deslealdade e do julgamento precipitado, supondo que a degradação do próximo lhes conferirá alguma forma de superioridade. Não percebem que, ao obscurecerem a reputação alheia sem fundamento, apenas tornam mais visível a pobreza dos próprios argumentos.
A verdadeira inteligência jamais necessita da agressividade para afirmar-se. O saber autêntico é naturalmente sereno, porque reconhece que toda convicção pode ser enriquecida pelo diálogo. É precisamente essa serenidade que distingue o espírito instruído daquele que apenas acumula opiniões.
Há uma diferença intransponível entre quem busca vencer um argumento e quem busca compreender a verdade. O primeiro teme o diálogo; o segundo o procura, porque sabe que a verdade jamais se enfraquece quando submetida ao exame da razão.
A crítica, quando nasce do conhecimento, representa um dos instrumentos mais nobres do progresso intelectual. Foi assim que avançaram a filosofia, a ciência e o próprio Espiritismo. Allan Kardec jamais receou objeções fundamentadas; ao contrário, convidava seus leitores a examinarem, confrontarem e verificarem seus ensinos. A crítica esclarecida aperfeiçoa as ideias. Já a crítica destituída de estudo limita-se ao ruído das impressões superficiais.
É por isso que as censuras precipitadas revelam menos acerca do objeto criticado do que acerca da formação intelectual daquele que as formula. Quem verdadeiramente conhece um tema dificilmente recorre ao sarcasmo ou à hostilidade; prefere o colóquio respeitoso, no qual argumentos substituem adjetivos e a razão ocupa o lugar da vaidade.

" Quem estudou profundamente uma ideia não teme debatê-la; quem apenas a imagina conhecida costuma combater caricaturas criadas pela própria ignorância. "

Entre pessoas verdadeiramente civilizadas, a divergência não constitui motivo de hostilidade, mas oportunidade de crescimento recíproco. O respeito preserva a dignidade do interlocutor mesmo quando as conclusões permanecem distintas. Onde existe cultura moral, há espaço para a escuta, para a ponderação e para a humildade intelectual.
Aqueles que insistem em atacar sem compreender, acusar sem investigar e ridicularizar sem conhecer acabam impondo a si mesmos uma silenciosa forma de isolamento. Não porque sejam perseguidos, mas porque o debate sério naturalmente prossegue sem a participação de quem renunciou aos requisitos mínimos da honestidade intelectual. As vozes destituídas de substância raramente permanecem por muito tempo nos ambientes onde prevalecem a razão e o respeito.
Sob a perspectiva espírita, essa realidade adquire significado ainda mais profundo. Allan Kardec ensina que o progresso intelectual, desacompanhado do progresso moral, permanece incompleto. O conhecimento que não conduz à humildade converte-se facilmente em instrumento da vaidade; e a vaidade, por sua vez, obscurece o discernimento, tornando o indivíduo cada vez menos capaz de reconhecer os próprios equívocos.
A história demonstra que as grandes transformações humanas jamais foram edificadas sobre o escárnio ou sobre a insolência. Foram construídas por homens e mulheres que compreenderam que nenhuma ideia se fortalece pela violência das palavras, mas pela solidez dos argumentos e pela nobreza da conduta.
Ao final, cada pessoa colhe exatamente aquilo que semeou em sua própria consciência. Quem cultiva a retidão encontra paz, ainda que atravesse dificuldades. Quem faz da desinformação, da arrogância ou da leviandade o seu método de ação pode experimentar vitórias efêmeras, mas dificilmente alcançará o respeito duradouro daqueles que verdadeiramente pensam.
A ética permanece, assim, como a mais elevada expressão da inteligência moral. Ela não procura humilhar os ignorantes nem silenciar os divergentes; convida-os ao estudo, ao diálogo e ao aperfeiçoamento. Quando esse convite é recusado em favor da crítica pueril, a resposta mais eloquente costuma ser o silêncio sereno. Afinal, a sabedoria não desperdiça tempo disputando espaço com a insensatez; segue seu caminho, enquanto esta se desfaz sob o peso das próprias incoerências.
Fontes:
Aristóteles. Ética a Nicômaco.
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos, especialmente as questões 799, 913, 917 e 918.
Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII – "Sede Perfeitos".
Immanuel Kant. Fundamentação da Metafísica dos Costumes.
Marco Aurélio. Meditações.

Todas as escolhas que fazemos ao longo da vida têm consequências, mas, para quem nasce em uma classe social menos favorecida, o preço de um erro costuma ser muito maior. Muitas oportunidades não voltam, e o tempo perdido dificilmente é recuperado. Por isso, mantenha o foco, discipline sua mente e pense nas consequências antes de agir. Caso contrário, você pode acabar escrevendo arrependimentos em páginas que servirão apenas como testemunho de sonhos que ninguém verá se tornar realidade.

OS MÉDIUNS DE EFEITOS FÍSICOS NO ESPIRITISMO BRASILEIRO. QUANDO OS FENÔMENOS OCORRIAM SEM A VONTADE DO MÉDIUM.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O estudo da mediunidade demonstra que nem todos os fenômenos dependem da vontade consciente do médium. Desde as pesquisas pioneiras de Allan Kardec, verificou-se que muitos fenômenos surgem espontaneamente, independentemente do desejo daquele que lhes serve de intermediário. Essa realidade foi amplamente documentada em "O Livro dos Médiuns" e na "Revista Espírita", obras nas quais Kardec explica que a faculdade mediúnica é orgânica e natural, podendo manifestar-se antes mesmo de o indivíduo compreender sua origem.
No Brasil, diversos médiuns experimentaram esse tipo de ocorrência. Embora tenham se tornado conhecidos pela psicografia, pela psicofonia, pela vidência ou pelos efeitos de cura, muitos relataram que os primeiros fenômenos surgiram involuntariamente, causando surpresa, receio e, em alguns casos, profundo sofrimento até que encontrassem orientação doutrinária.

A MEDIUNIDADE NÃO SE SUBMETE À VONTADE HUMANA.
Em "O Livro dos Médiuns", Kardec esclarece que ninguém se torna médium simplesmente porque deseja, tampouco deixa de sê-lo apenas por querer. A faculdade mediúnica decorre da constituição orgânica e perispiritual do indivíduo, sendo regulada por leis naturais.
Em muitas ocasiões, o médium percebe ruídos inexplicáveis, movimentação de objetos, percepções espirituais, sonhos lúcidos, visões, inspirações ou comunicações espontâneas sem qualquer intenção consciente de produzi-las.
Esse princípio afasta completamente a ideia de fraude sistemática ou de produção deliberada dos fenômenos, distinguindo a mediunidade autêntica das manifestações provocadas pela imaginação.

CHICO XAVIER. A MEDIUNIDADE ESPONTÂNEA DESDE A INFÂNCIA.
Chico Xavier talvez seja o exemplo brasileiro mais conhecido.
Desde criança via Espíritos, conversava com eles e sofria incompreensão familiar. Não desejava tais experiências, mas elas aconteciam repetidamente.
Entre os episódios documentados encontram-se:
"Visões constantes de Espíritos."
"Comunicações espontâneas."
"Inspirações involuntárias."
"Psicografia que surgia independentemente de planejamento."
Seu desenvolvimento mediúnico ocorreu somente após estudo, disciplina e orientação em centros espíritas, conforme recomendava Kardec.

ZILDA GAMA. PSICOGRAFIA INVOLUNTÁRIA.
Zilda Gama iniciou sua mediunidade ainda jovem.
Relatava receber mensagens que não conseguia impedir de escrever. Muitas vezes, sentia intenso impulso para registrar comunicações cuja origem desconhecia inicialmente.
Posteriormente tornou-se uma das mais respeitadas médiuns psicógrafas do Brasil.

YVONNE A. PEREIRA. SOFRIMENTO MEDIÚNICO DESDE A INFÂNCIA.
Yvonne do Amaral Pereira descreveu detalhadamente suas experiências.
Desde menina via Espíritos, escutava vozes e experimentava desdobramentos durante o sono.
Esses fenômenos ocorriam sem qualquer intenção pessoal e somente foram compreendidos quando passou a estudar a Codificação Espírita.
Ela mesma advertia que a educação mediúnica era indispensável para evitar desequilíbrios.

PEIXOTINHO. EFEITOS FÍSICOS ESPONTÂNEOS.
Carmine Mirabelli e Francisco Peixoto Lins tornaram-se conhecidos principalmente pelos fenômenos de efeitos físicos.
No caso de Peixotinho, diversos pesquisadores relataram fenômenos de materialização, transporte de objetos e manifestações luminosas durante reuniões mediúnicas.
Embora esses fenômenos fossem posteriormente organizados em ambiente experimental, sua faculdade manifestou-se espontaneamente antes do completo domínio disciplinar.

CARMINE MIRABELLI. FENÔMENOS INVOLUNTÁRIOS.
Mirabelli constitui um dos casos mais estudados da mediunidade brasileira.
Desde jovem apresentava:
"Levitações."
"Movimentação espontânea de objetos."
"Escrita automática."
"Xenoglossia."
"Materializações."
Muitos desses episódios ocorriam sem que ele os provocasse conscientemente, despertando a atenção de médicos, cientistas e pesquisadores nacionais e estrangeiros.

O QUE KARDEC ENSINA.
Kardec afirma que:
"A mediunidade não representa santidade."
"Não constitui privilégio moral."
"Pode manifestar-se em qualquer pessoa."
"Necessita educação, disciplina e finalidade útil."
"O fenômeno isolado jamais basta para comprovar uma verdade espiritual."
Por isso, o Espiritismo valoriza muito mais as consequências morais do que o espetáculo dos efeitos físicos.

EXEMPLOS DE FENÔMENOS ESPONTÂNEOS.
Entre as manifestações registradas na literatura espírita destacam-se:
"Batidas inteligentes."
"Movimentação de móveis."
"Apports, ou transporte de objetos."
"Psicografia automática."
"Psicofonia involuntária."
"Vidência."
"Audiência espiritual."
"Desdobramento durante o sono."
"Curas mediúnicas."
"Materializações em reuniões especializadas."

A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO.
Kardec jamais recomendou que alguém buscasse fenômenos extraordinários.
Ao contrário, ensinou que toda faculdade mediúnica deve ser submetida ao estudo, ao controle universal do ensino dos Espíritos, ao exame racional e à observação criteriosa.
Quando surgem espontaneamente, os fenômenos constituem oportunidade de aprendizado, jamais motivo para vaidade, superstição ou fanatismo.
Os maiores médiuns brasileiros demonstraram justamente essa postura. Em vez de explorar o extraordinário, dedicaram suas vidas à caridade, ao estudo e ao aperfeiçoamento moral, confirmando que a verdadeira grandeza da mediunidade não reside no fenômeno em si, mas no serviço prestado ao próximo.
FONTES:
"Allan Kardec", "O Livro dos Médiuns".
"Allan Kardec", "Revista Espírita".
"Allan Kardec", "Obras Póstumas".
"Hermínio C. Miranda", estudos sobre mediunidade.
"Yvonne do Amaral Pereira", obras autobiográficas e mediúnicas.
"Ranolfo Prata", biografia de Chico Xavier.
"Elias Barbosa", "No Mundo de Chico Xavier".
"Canuto Abreu", pesquisas sobre Carmine Mirabelli.

#Espiritismo #AllanKardec #OLivroDosMédiuns #Mediunidade #ChicoXavier #YvonnePereira #Peixotinho #CarmineMirabelli #EfeitosFísicos #RevistaEspírita #DoutrinaEspírita #FenômenosMediúnicos

A poesia nunca foi um lugar para gente limpa.
Os que procuram perfume nas palavras deveriam comprar flores de plástico. Duram mais e não fazem perguntas.
Um poema de verdade chega cheirando a cigarro velho, sangue seco e cerveja derramada sobre um balcão onde ninguém acredita em finais felizes. Não nasceu para ser recitado em auditórios cheios de gente elegante. Nasceu para estragar o jantar de alguém.
As pessoas querem versos educados. Querem metáforas que façam carinho na culpa, rimas que embalem o sono, autores que peçam desculpas por existir.
Que se danem.
A poesia não veio ao mundo para ser simpática. Veio para arrancar o verniz das coisas. Para lembrar que existe mais ódio escondido atrás de um sorriso do que em um punho fechado. Mais luxúria atrás de uma oração do que em muitos quartos de motel. Mais mentira em um discurso bonito do que na boca de um bêbado.
Os melhores versos não conversam.
Eles entram sem bater.
Sentam na sua sala.
Bebem a última cerveja.
Acendem o último cigarro.
Olham nos seus olhos e dizem aquilo que você passou a vida inteira tentando esconder de si mesmo.
É por isso que incomodam.
Porque toda boa poesia é uma acusação escrita com tinta.
E toda acusação verdadeira deixa cicatrizes.
Se um poema termina e você continua exatamente a mesma pessoa, então aquilo era só tinta sobre papel.
Não poesia.

Nada mais, nada menos, nem completo nem carente, somente o suficiente.

Um laço feito na intenção errada, pode te enforcar.

ALLAN KARDEC E O VERDADEIRO COMBATE AO MATERIALISMO: A REFORMA MORAL COMO CAMINHO DO PROGRESSO DA HUMANIDADE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Introdução.
Allan Kardec mostrando jamais restringiu o materialismo apenas ao ateísmo filosófico.
“O verdadeiro significado do materialismo segundo a Codificação Espírita”, demonstrando que o apego às posses, ao egoísmo, ao orgulho e às paixões inferiores também constitui expressão do materialismo moral.
“Questões 147 e 148 de O Livro dos Espíritos”, analisando por que alguns homens de ciência chegam ao materialismo e por que a ciência verdadeira jamais conduz necessariamente à negação da alma.
“O comentário magistral de Allan Kardec”, explicando as consequências sociais e morais do pensamento materialista.
“A missão do Espiritismo segundo a questão 799”, relacionando o combate ao materialismo com a educação moral da humanidade.
“O progresso moral acima do progresso intelectual”, utilizando as questões 798, 799, 800, 917 e 982, além de “A Gênese”, “O Livro dos Médiuns” e a “Revista Espírita”.
“O materialismo moral dos próprios espíritas”, mostrando que alguém pode acreditar nos Espíritos e continuar profundamente materialista quando permanece dominado pela avareza, orgulho, vaidade, consumismo, ambição, egoísmo e culto exagerado aos bens transitórios.
“A verdadeira espiritualização”, explicando que ela consiste na reforma íntima, na educação dos sentimentos e no desapego consciente, jamais no abandono das responsabilidades materiais.
“Conclusão”, demonstrando que destruir o materialismo significa restaurar no homem a consciência da imortalidade da alma, da responsabilidade pelos próprios atos e da supremacia dos valores espirituais sobre os interesses passageiros da Terra.
Ao final, incluirei uma seção de “Referências” baseada exclusivamente em fontes doutrinárias confiáveis, incluindo:
“Allan Kardec” “O Livro dos Espíritos” “O Livro dos Médiuns” “O Evangelho segundo o Espiritismo” “A Gênese” “Revista Espírita” “ESDE” “Emmanuel”, por intermédio de Chico Xavier, quando complementar e plenamente compatível com a Codificação.
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#AllanKardec #Materialismo #ReformaÍntima #ProgressoMoral #OLivroDosEspíritos #DoutrinaEspírita #VidaFutura “#FilosofiaEspírita” “#EducaçãoMoral” “#Autoconhecimento” “#LeiDoProgresso” “#ImortalidadeDaAlma” “#EvangelhoSegundoOEspiritismo” “#RevistaEspírita”

O SUAVE SENHOR.

"AMAMOS ASSIM, POR NÓS MESMOS."
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

"Mau servo que fui, pois fiz apenas o que o meu suave e manso Senhor me pediu."

Existe uma forma de amar que ainda negocia. Ama enquanto é amado; serve enquanto é reconhecido; perdoa enquanto não é profundamente ferido. É um amor legítimo em seus primeiros passos, mas ainda condicionado pelas expectativas do ego.

Jesus, porém, inaugurou outra medida.

Seu amor não aguardava reciprocidade. Não florescia porque o mundo era bom; florescia porque Ele era bom. Sua misericórdia não dependia da conversão imediata daqueles que o perseguiam. Seu coração permanecia fiel à Lei Divina mesmo quando os homens lhe ofereciam ingratidão, abandono e a cruz.

É por isso que o Evangelho apresenta a imagem inesquecível do pai que jamais entrega uma pedra ao filho faminto:

"Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?... Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem." (Mateus 7:9–11)

Que extraordinária revelação!

Jesus não está apenas ensinando sobre a bondade de Deus. Está convidando cada consciência a tornar-se semelhante ao Pai. O discípulo aprende que o bem não deve ser resposta ao comportamento alheio, mas expressão natural do próprio Espírito.

Amamos assim, por nós mesmos.

Não porque o outro mereça.

Não porque haverá recompensa.

Não porque seremos compreendidos.

Mas porque, ao amar, preservamos a paz da própria consciência.

Quem odeia permanece ligado ao objeto do seu ódio. Quem alimenta o ressentimento torna-se prisioneiro da ofensa que desejava esquecer. O perdão, portanto, não absolve apenas o ofensor; antes de tudo, liberta quem perdoa.

Sob a luz do Espiritismo, compreendemos que toda ação moral grava-se no Espírito. Cada gesto de benevolência fortalece nossas faculdades superiores. Cada renúncia ao orgulho enfraquece antigas imperfeições. O beneficiado imediato pode até ser o próximo; contudo, a transformação mais profunda acontece naquele que pratica o bem.

Por isso Jesus não mandou amar apenas os amigos.

Mandou amar os inimigos.

Esse ensinamento seria absurdo se dependesse da simpatia. Porém, torna-se perfeitamente lógico quando entendemos que o amor cristão não é sentimento de preferência, mas decisão consciente de jamais responder ao mal com o próprio mal.

O Cristo sabia que ninguém prejudica mais a si mesmo do que aquele que alimenta o ódio.

Quando estendemos a mão ao caído, não enriquecemos apenas sua caminhada. Iluminamos a nossa.

Quando consolamos alguém, nossa própria alma aprende a linguagem da esperança.

Quando perdoamos, quebramos correntes invisíveis que nos prendiam ao passado.

Quando servimos, diluímos lentamente o orgulho que, durante séculos, sustentou nossas quedas.

Assim, o amor deixa de ser favor concedido ao próximo para tornar-se necessidade espiritual daquele que ama.

Amamos assim, por nós mesmos.

Porque desejamos conservar limpa a consciência.

Porque não queremos carregar o peso da amargura.

Porque escolhemos permanecer fiéis ao Cristo, ainda que o mundo não compreenda.

Porque servir ao bem é servir à própria evolução.

Talvez seja esse o sentido mais profundo das palavras do Mestre quando afirmou:

"Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração."

Sua mansidão jamais foi fraqueza. Era o domínio completo de si mesmo. Sua humildade jamais significou submissão à injustiça. Era a perfeita consciência de viver inteiramente unido à vontade do Pai.

E nós? Ainda caminhamos.

Tropeçamos muitas vezes. Confundimos amor com dependência, perdão com esquecimento, caridade com reconhecimento.

Mesmo assim, seguimos.

Cada esforço sincero aproxima um pouco mais nossa alma daquele Modelo e Guia que jamais ofereceu pedras quando lhe pediam pão e que, mesmo recebendo espinhos dos homens, continuou distribuindo esperança.

Se algum dia pudermos dizer que amamos sem exigir recompensa, servimos sem esperar aplausos e perdoamos sem contabilizar ofensas, então teremos compreendido uma pequena parcela da grandeza do Evangelho.

Nesse dia, talvez também possamos repetir, com humilde gratidão:

"Fiz apenas o que o meu suave e manso Senhor me ensinou."

E descobriremos que, ao amar o próximo, jamais fizemos um favor a ele. Fizemos um bem, antes de tudo, à nossa própria alma.

Fontes

Bíblia Sagrada: Mateus 5:43–48; Mateus 7:9–11; Mateus 11:29; Lucas 6:27–36; Lucas 11:11–13; Lucas 17:10.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, especialmente os capítulos XI (Amar o Próximo como a Si Mesmo) e XII (Amai os Vossos Inimigos).

O Livro dos Espíritos, questões sobre a lei de amor, justiça e caridade (629, 886 e correlatas).

Vou continuar escrevendo,
continuar sonhando,
continuar encontrando
novos versos para você
Se eu te amo eu te poetizo
Se eu te poetizo eu te amo

Minutos de alegria
(Mauro A Evaristo)

Das 24 horas do seu dia
Quais foram os minutos de alegria?
Na hora do seu alimento
Qual fez lembrar do bom sentimento?

Das tantas horas do seu dia
Qual foi aproveitada com plena alegria?
Na hora que tirou pra descansar
Em qual minuto percebeu que estava lá?

Das intensas horas do seu dia
Qual delas trouxe aquela harmonia
Em que sentiu a plenitude de viver,

Qual minuto sentiu em simetria
A ponto de olhar pra si e perceber
Que existe poder infinito em você?

feradapoesia.blogspot.com

"A verdadeira paternidade não reside no discurso que educa, mas na conduta que silencia e acolhe. Um pai não apenas aponta a direção; ele se torna o farol."

"Antes de moldar as palavras que ensina, um pai de verdade lapida os próprios passos, pois sabe que os olhos dos filhos são o espelho do seu amanhã."

Mentes pequenas criam preconceitos; almas doentes esquecem a empatia. Onde falta amor... o julgamento já fez moradia.

"O preconceito é a cegueira da mente na alma de quem esqueceu como sentir. ⁠

Você chegou como quem não quer nada e, sem fazer barulho, reorganizou o meu mundo. No meio do barulho ensurdecedor dos dias, você é aquela nota suave que insiste em tocar no fundo da mente, trazendo a paz que eu nem lembrava que cabia no peito.
_Enzo Ruchell_

Você é a melodia suave que toca de fundo bem quando o mundo resolve barulhar alto demais. Na agitação dos dias e no avesso das minhas próprias pressas, a sua voz é o único lugar onde o meu caos finalmente descansa. Existe uma calmaria inexplicável no jeito como você existe. É como se, de repente, cada pensamento fora do lugar encontrasse o seu tom exato, e o peito antes apertado pudesse, enfim, respirar fundo. With you, o caos silencia. As urgências do mundo lá fora perdem a pressa, e o tempo antes tão apressado parece desacelerar só para nos dar espaço.
_Enzo Ruchell_

Não existe florada igual


ao do poético ceibal


sob o Hemisfério Austral


na beiradinha do rio


dos pássaros coloridos.






Deveria ser proibido


olhar com outros olhos


que não os teus olhos


tão infinitos e lindos


para a beleza do Uruguai.






Porque os teus olhos


são o meu principal motivo


para olhar para frente


com o que há de mais romântico,


e não pensar nunca mais


sequer dar um passo atrás.