Coleção pessoal de testeteste123
Mapear a eternidade exigiu dos homens medir a sombra do cosmos: às margens do Nilo, ergueu-se o infinito na exata proporção em que a terra recua ante o céu.
Reno Fioraso
O Café e a Estrada
O vapor sobe lento da xícara quente,
um calor que acorda o peito por dentro.
Sinto o amargo suave, o perfume presente,
e no silêncio do pó, me encontro e me centro.
Estar vivo é esse gosto, esse gole de agora,
o milagre sutil de inspirar e sentir.
É ver a manhã desenhar-se lá fora
e saber que ainda há tanto caminho a florir.
Sigo só na caminhada, passo a passo, a pensar,
com a alma desperta e o peito sereno.
Pois o solitário trajeto só serve pra honrar
o destino dourado que me faz o percurso pequeno.
Trago a vida no peito e o café nas lembranças,
enquanto me movo ao encontro dos meus.
Onde a gratidão vira abraço, riso e esperança,
e o amor reafirma as bênçãos de Deus.
Boa caminhada e bom encontro!
"Existem ajudas que nos confortam, e existem aquelas que nos transformam. Sou grato às mãos que não tentaram carregar o meu fardo, mas me ensinaram que eu era forte o suficiente para ir além de todas as minhas barreiras."
— Ginho Peralta
Delta Amacuro é um estado da Venezuela que me traz nostalgia. A região abriga o majestoso Rio Orinoco e a rica cultura do povo indígena Warao. Sua capital, Tucupita, é uma cidade linda e pitoresca.
O paradoxo do autoconhecimento é que, à medida que nos encontramos em cada detalhe, nos perdemos na imensidão daquilo que somos.
Que a Paz e a Felicidade te abracem tão apertado, ao ponto de quebrar todas as agruras e preocupações.
Porque, no fundo, é disso que todos precisamos: de um abraço que não seja apenas físico, mas na alma.
Um abraço capaz de silenciar o barulho das inquietações, de aliviar o peso das responsabilidades e de lembrar que a vida é muito maior do que os problemas que insistem em ocupar nossos pensamentos.
Vivemos cercados por cobranças, expectativas e pela falsa necessidade de controlar tudo.
Esquecemos que algumas das principais conquistas não podem ser compradas, planejadas ou antecipadas.
A paz nasce quando aceitamos que nem tudo depende de nós.
A felicidade floresce quando aprendemos a enxergar beleza nas pequenas coisas que o cotidiano oferece.
Talvez a verdadeira riqueza esteja em terminar o dia com o coração leve, em cultivar bons encontros, em agradecer pelo que já temos e em seguir confiando que o amanhã trará novas oportunidades.
As dificuldades continuarão existindo, mas elas deixam de ser gigantes quando a serenidade ocupa o lugar do medo.
Que nunca nos falte a coragem de sorrir mesmo em dias nublados, a esperança para recomeçar sempre que necessário e a sabedoria para compreender que a paz não é a ausência de tempestades, mas a certeza de que nenhuma delas é eterna.
E que, quando a vida insistir em apertar, a Paz e a Felicidade consigam apertar ainda mais forte, até que todas as agruras e preocupações se desfaçam diante da força de um coração que escolheu viver com fé, gratidão e esperança.
Em a Inveja do Meu Eu.
Deve ser para isto que servem os sonhos:
lembram-nos daquilo que o subconsciente ignorou.
Talvez por medo, trauma, sei lá. Minha solidão, por fim, resulta na minha falta
de interesse naquilo que é tão simples:
Juliano Assis
Resiliência
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Resiliência é a capacidade de transformar a dor em amor, a lágrima em compaixão e a própria vida em um testemunho da misericórdia de Deus.
Há momentos em que a enfermidade chega, as perdas nos visitam, o medo nos abraça e a alma se pergunta: "Por quê?"
Mas o Deus em quem eu creio não é um Deus de punição. É um Deus de infinita misericórdia.
Há coisas que Ele não impede, porque o livre-arbítrio faz parte da nossa caminhada. Mas tudo aquilo que Ele permite, transforma.
Transforma de um jeito que os nossos olhos ainda não conseguem enxergar. Onde imaginávamos o fim, Ele planta um recomeço.
Patty Couceiro
Todos os direitos reservados.
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Onde havia lágrimas, faz nascer compaixão.
Onde existia desespero, floresce um legado.
Nenhuma dor vivida com fé é desperdiçada.
Quando a dor bater à sua porta, diga apenas:
"Deus, carrega-me no Teu colo."
E permita que Ele faça isso.
Eu sinto esse colo todos os dias.
Sinto quando a natureza me abraça. Quando um pássaro canta na janela. Quando o vento acaricia meu rosto. Quando um animal se aproxima sem medo e deposita em mim a sua confiança.
Nesses pequenos milagres, Deus me lembra que nunca estou sozinha.
Patty Couceiro
Todos os direitos reservados.
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Se aquilo que você tanto espera ainda não aconteceu, não desista.
O tempo de Deus não é ausência. E preparação.
Continue lançando ao Universo as suas melhores intenções, as suas orações e a sua gratidão.
Continue acreditando que bênçãos são derramadas todos os dias, mesmo quando os olhos ainda, não conseguem percebê-las.
Haverá dias em que a alma parecerá cansada. Dias em que o silêncio pesará. mais do que as palavras. Dias em que tudo parecerá escuro.
Mas é justamente nesses momentos que Deus mais trabalha dentro de nós.
Patty Couceiro Todos os direitos reservados.
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É no invisível que Ele fortalece a nossa fé. E no silêncio que Ele prepara os milagres. E é na dor que Ele revela uma força que nem imaginávamos possuir.
A dor não veio para nos destruir. Veio para nos lapidar. Veio para nos ensinar que a verdadeira resiliência não é nunca cair.
É levantar todas as vezes com mais amor. mais fé, mais compaixão e mais gratidão do que antes.
Porque quem aprende a confiar em Deus descobre que nenhuma noite é eterna. Toda madrugada anuncia um novo amanhecer. Toda lágrima pode tornar-se aprendizado. Toda ferida pode transformar-se em luz. E toda alma que persevera deixa, no mundo, um legado de esperança.
Que Deus fortaleça o seu coração. Que a esperança nunca lhe falte. E que você jamais se esqueça:
Mesmo nas noites mais escuras, o amor de Deus continua acendendo luzes dentro da nossa alma.
Patty Couceiro
Todos os direitos reservados. LEI DE DIREITOS AUTORAIS - LEI LEI Nº 9.610/98
Patty Couceiro.
Nunca deixe uma experiência que você fez e que tenha dado errado endurecer seu coração, senão, não foi lição e sim um castigo.
ALÉM DAS RUÍNAS.
Do livro: Lírios Do Abismo De Monfort.
I
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Busquei clarões nas névoas do destino,
Colhi silêncio em cada direção.
Sorveu meu ser o fel do desatino,
Vestindo a noite o trono da ilusão.
Cruzei jardins sem lírios nem bonança,
Vi cada rosto alheio à compaixão.
Murchava a fé, desfeita a derradeira esperança,
Sob o rigor da estéril solidão.
Então surgiste, excelsa claridade,
Qual constelação rasgando a sombra fria.
Fizeste eterno o instante da verdade.
Desde esse encontro extinguiu-se a agonia.
Pois teu afeto, em santa eternidade,
Converte o inverno em plena luz do dia.
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O tempo passara. Uma mão fraca elevara; aquela mão branca, entre ossos e uma cama fina, de um tecido fino, me assustara. Não era tecido, era pele. Mas, ao levantá-la, senti medo. Algo mudou. Era mais pálida, sem vida. Toquei-a. Senti raiva, medo, amor. Que ódio dessas palavras.
A menina morreu.
Eu entrei, vi. Uma lágrima escorreu, apenas uma lágrima. Saí, olhei a janela do lugar e andei. A janela era espessa, translúcida, mas estava quebrada. Quem, e por quê, não sei. Mas a toquei, senti o estalo da rachadura. Era tão bela. Então sorri, cortei-me, peguei o brinco. Era o brinco que usara, mas era lindo o brilho que deixara.
O brinco era sem valor e opaco ao toque. Voltei, sentei, e mais uma lágrima desceu. Eram duas.
A mente domina o fluxo de ideias que flutuam nas profundezas da percepção.
As ondas massivas, proporcionais ao reino que nos cerca, destituem a atração que nutrimos pelo obscuro no sentido contemporâneo.
O ar frio parece flutuar sobre as ações do cosmo — ainda que o ar não se propague no espaço, pois não há matéria no vácuo profundo. Contudo, a ausência aparente de gravidade não significa que ela não exista. Nem todo procedimento pretende explicar aquilo que pesquisa.
Levamos em conta que ter consciência é transmutar a relatividade do estado de espírito para o estado físico, onde os proporcionais derivam da probabilidade oculta em uma propriedade real. De frente, o horizonte de eventos massivo parece a anotação de uma anomalia espacial.
O continuum do espaço é a beirada de um abismo emocional. Quando olhamos para a escuridão do buraco negro, vemos o cubismo político ao fundo; o passado de uma estrela em colapso estrutural evapora, enquanto o ato de engolir matéria a faz girar no próprio periférico de seu eixo. O núcleo de ferro roda rachado, pois, dentro de sua massa, a energia do começo do universo se mostra tão instável quanto o seu primeiro instante.
No fluxo contínuo do emaranhado quântico, dividimos sonhos. Estamos ligados pelas linhas do tempo, mas, ainda assim, não compreendemos o universo em que vivemos.
A linha da compreensão debate-se contra a linha da ignorância. Voamos pelo deserto atroz dos pensamentos, e, dentro de cada conclusão, há movimento — pois um átomo só existe porque há um movimento contínuo e a pressão da gravidade. Ao olharmos para dimensões menores, vemos projeções do universo que habitamos e deformamos.
Que o frio da alma, então, seja apenas a neblina de nossas essências fundidas na célula de Deus.
Por Celso Roberto Nadilo
Um quarto. Um sonho. Um livro. Uma caneta. Um mundo.
Tantos sonhos, mas girei o pescoço, o estalei. Foi vulgar, mas queria rápido, mais rápido, mais lento.
Por que NÃO FOI??? Vá... uma lágrima escorreu.
O chão árido arranhava as mãos. Era dolorido, mas a lama manchava; não era mais manchada que o interior.
O interior? Desculpe-me, não devia mencionar.
Doem os meus ouvidos. Mas que som? Não tem som. MAS É INSUSTENTÁVEL.
Aonde verá tanto? Pare de falar.
Uma porta se abriu.
Era eu.
Atravessei.
"Quem busca o primeiro milhão quer segurança. Quem constrói um trilhão quer reescrever as regras do jogo."
Em uma bela noite, estava eu, rindo, olhando o céu, lembrando do momento em que parei no tempo, olhando o chão vivo da terra que pisamos. Pensei, repensei: se pudesse voltar naquele ponto e somente falar, mesmo sem olhá-la: "Eu te amo. Você me ama?". Queria escutar a voz mansa dizer: "Tá bem? Claro, amor da tia...", mas só...
Parei, voltei à realidade. Senti a brisa no pescoço, que mostrava-me vivo, vivo da carne que cortava, que doía, mas que mal sentia; dos gestos que não sentia, pois a rotina acabara. Lembrei que o todo se transformou em empatia, em só ajudar, pois não era nada para mim. Concluía que transformara no significado que dará à vida, que mudará a depender do tempo, mas que sempre era veloz, nada nítida, mas linda nos maiores, mais belos e horríveis dias.
Não aprendera a ver o mal. Tentara imitá-lo na tristeza, mas queria rir dela. Será que aprendi a verdade, ou aprendi a desaprender? Choro, rio, grito e me descasco em sangue. Será que fui eu quem mudou, ou foste tu que nunca exististe como lembro?
