Um quarto. Um sonho. Um livro. Uma... Gilderson Santos
Um quarto. Um sonho. Um livro. Uma caneta. Um mundo.
Tantos sonhos, mas girei o pescoço, o estalei. Foi vulgar, mas queria rápido, mais rápido, mais lento.
Por que NÃO FOI??? Vá... uma lágrima escorreu.
O chão árido arranhava as mãos. Era dolorido, mas a lama manchava; não era mais manchada que o interior.
O interior? Desculpe-me, não devia mencionar.
Doem os meus ouvidos. Mas que som? Não tem som. MAS É INSUSTENTÁVEL.
Aonde verá tanto? Pare de falar.
Uma porta se abriu.
Era eu.
Atravessei.
