Coleção pessoal de testeteste123

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AGITAÇÃO


Calmaria insana que me enche a mente
De coisas eloquentes que eu não quero pensar.
Agitação é o que eu desejo.
Se parado, fico preso
Com o tempo ocioso que não para de passar
E de nada me adianta ter tempo e não esperança,
Ser adulto e não ser criança,
Ter dinheiro e não brincar.
De nada me adianta ter sonhos e não vontade,
Trabalhar só por necessidade.
De qualquer jeito eu vou cansar.
Que eu me canse sendo eu;
Que eu leve a vida me arriscando;
Que mesmo perdendo e chorando
Eu consiga me recuperar.
Não largo a vida por promessas.
Quem vive de verdade tem pressa
E luta para ser feliz
Porque, no fundo, essa é a meta.
O resto a gente inventa;
Se der certo, se contenta
E se reinventa, caso errar.
Mas eu gosto mesmo é da agitação
Que completa meu coração
E me dá um sentido de existir.
Seguir, seguir e seguir

ADRENALINA


Eu necessito sentir o vento no rosto,
Enxergar nos lados o oposto,
Alterar o cotidiano.
Eu preciso olhar ângulos diferentes
Da mesma rotina da gente
Que a gente passa e não observa nada,
Só o caminho singelo e turvo.
Eu gosto de criar expectativas,
De fugir da monotonia.
De lidar com a correria
E esperar nada mais nada menos
Que qualquer imprevisto reacional.
Eu prefiro agir, mas reagir é bom também.
A mente se assusta,
O coração pulsa e acelera.
Até palpita, a pálpebra se agita,
Os pelos se arrepiam
E o corpo amolece. É fenomenal.
Eu gosto do risco
No papel e na vida;
Gosto das sensações repentinas
Que dão medo e não fazem mal.
Disseram-me uma vez:
Aquele que tudo sabe,
Na verdade, não sabe nada.
Deleito-me em sua fala
E o pouco que sei
Me encantam as coisas do mundo.
Não terei tempo para toda experimentação.
Tenho que ser ligeiro.
Eu gosto do incerto, de certo pensar
Em que não uso a razão.
Eu prefiro a emoção instável
Da minha mente inabalável
Que pode até sofrer,
Mas sabe que se segue de qualquer jeito,
Que não importa o efeito,
Tudo causa reação.
Eu gosto da adrenalina.
Talvez esteja na minha sina
Esse desejo louco de querer sentir
Sempre qualquer emoção.

À VISTA DO AMOR


Teu sorriso é como a luz que irradia;
Os teus olhos penetram no meu ser;
Tua voz doce e pele macia
Agraciam o meu viver.
Você é o sentido que me faltava.
Teu corpo me dá prazer.
Inteligência inigualável.
Um conjunto de puro poder.
Faço de você a inspiração
O meu sentido de existir
Mistérios sinto em suas mãos
Quando me toca e sorri.
Enigmático é o seu pensar.
Confundo-me no seu querer
O jeito estranho de me amar
Que não deixa transparecer.
Coração mole e de amor,
Esconde-se entre as muralhas.
Não mostra a sua dor,
Pois se preocupa com as falhas.
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Desejo você com fervor,
Luto por nosso futuro,
E as dificuldades de hoje
Serão frutos de um amor seguro.

A FÉ


A fé que semeio em meu peito,
Mesmo que sem jeito,
Singela, incrédula, reluta.
A fé que por tanto tempo é absurda,
Que tento em contento
Sem dúvida, sobre acreditar
Naquilo que não se vê,
Se crê, cria expectativas,
Ora choradas, ora atendidas;
Ora passadas, horas perdidas,
Mas vivo a acreditar
Na luz que ilumina e no fim
Que não termina,
No sobe e desce da vida,
No aprendizado em sina,
Na escolha, na alma e na lida.
Quando eu perco, eu ganho,
Pois sem, aprendo a dar valor.
Quando sofro, evoluo
Pois repenso sobre o amor.
Quando tudo quero e nada posso,
Treino minha paciência
E, em consequência, anseio com pudor.
A culpa é da mente
Que mente e engana,
Confunde e afana o que é bom,
E, em tom de ironia,
Perturba com magia
A salvação religiosa prometida.
Como pode existir um Deus que é bom
E ao mesmo tempo castiga?
Fácil culpar alguém
Quando, na verdade, é a mente que está perdida.
Sem orientação não há caminho.
Sem caminho não há chegada.
Sem chegada não há propósitos.
E sem propósitos não há empenho.
Cego em não preocupar-se com a beleza
Contida na trajetória da vida,
Não admira, não anseia, não aspira,
Joga-se na imensidão do nada.
Sozinho morre e agoniza.
Erros e acertos são fases
De mentes sãs e ou sofridas.
Ter fé é acreditar em você,
Nas coisas boas da vida,
É enxergar a luz na escuridão,
É se encontrar mesmo em ruínas.

A DOR QUE EU CRIAVA


Por onde olho, vejo o mundo
No espelho refletindo minh’alma
E descrevo sem cortejos:
O que o íntimo do meu ser esbravejava
Era um buraco escuro.
Um palmo de distância separava
Meu corpo do paredão aceso
Que em fogo chamejava.
O que me deixava confuso
Era a incoerência de como ocorria,
Pois, se escuro estava,
Meus olhos não viam,
Mas meu corpo na dor sentia
E sofria a dor que era só minha,
A dor que eu mesmo criava.
Pena que a gente não escolhe
Com quem iremos conviver.
Ainda bem que o mundo é livre,
Junta pessoas para aprender
A dividir o tempo todo
E relacionar-se mesmo sem vontade
Pois, além da nossa compreensão,
Existe um ser divindade.

A CRIANÇA QUE HABITA EM NÓS - SENSAÇÕES
(Peça para alguém ler para você)
Hoje aqui eu convido você
A viajar comigo nesta história.
Esvazie a sua mente
Feche os olhos e apenas ouça
Minha voz suavemente.
Pronto, voltaste a ser criança.
Aproveite, não há mais ninguém em volta
Só você e sua velha infância
Ali no cantinho, veja!
Quanto brinquedo empilhado.
Há um que você gosta mais.
Dá pra ver.
Vá pegá-lo!
Uau! que bela recordação!
Há quanto tempo você não brincava?
Não recordavam-lhe as boas lembranças?
Sensações de criança
Que se foram e não voltam mais.
Aproveite, ainda estamos aqui.
Quanta inocência e rebeldia!
Você foi travesso um dia.
Quanta calmaria
E ansiedade para brincar
Como se o tempo fosse só seu
E o mundo girasse ao seu redor
Como se não houvesse problemas
E a dor fosse uma só,
A de ralar o joelho,
De arrancar o tampão do dedão,
De bater a cabeça ou levar um escorregão,
Mas não importa.
Tudo passava, você chorava,
Se encantava de novo e ia...
Quanta alegria!
Eu acho que toda infância nos remete a um pé de manga,
A um grupinho de amigos doidos,
A um clubinho, algumas construções vazias
Que serviam de labirinto para brincar de polícia e ladrão,
A uma cozinha pequena, porém limpinha,
A vó gritando e fazendo o almoço,
“Come tudo menino: - ‘tô’ de olho.”
O banho de chuva gelada, na lama ou na calçada,
As brigas com os irmãos,
A bola na casa da vizinha chata,
À noite, a mãe esperando você, com a varinha na mão...
Tudo era maravilhoso e tão simples.
Hoje como a gente aguenta?
Quantas virtudes eu tinha, quão sortudo era eu.
Desculpem-me quem não viveu assim,
Mas, pra mim, foi assim que se valeu.
Que saudade imensa de ver girassóis.
Hoje eu não vejo mais, é como se tivessem sumido,
É como se tivéssemos escondidos
Como a criança que habita em nós.

A CACHOEIRA
Oh corrente água guerreira!
Contorna e cria barreiras,
Inspira-me a destreza
De ser como tu, perfeita
Fonte de saudosa sabedoria,
Alivia-me no simples ato de te olhar,
Acalma-me este teu balançar.
Teu ruído às vezes, me assusta,
Mas adoro o teu cantar
Teus mistérios, nascentes, grutas
E lutas a alcançar,
Destino travado, incerto,
Condutas do homem a te cuidar.
Venero-te, és bela, tamanha astúcia
Que em meio a pedras duras
As ensinam a te respeitar.
Quem sabe eu sigo teus caminhos!
Gosto de te explorar.
Conhecendo-te um pouco
Tuas lições hei de guardar.

"Levar esperança não é fazer discurso.É ser Coroa em vez de cinza na vida de alguém."

Ode à cachoeira
"Oh corrente água guerreira!
Contorna e cria barreiras,
Inspira-me a destreza
De ser como tu, perfeita"

A minha jornada pela Floresta de Aethelgard começou com o cheiro de terra úmida impregnado em minhas roupas e o toque áspero da casca de uma sequoia colossal sob os meus dedos. No início, meus olhos estavam presos ao chão, limitados pela névoa azulada que cobria as raízes, até que vislumbrei, no topo mais alto, o brilho dourado de uma Flor de Âmbar que parecia tocar o céu. Sem ferramentas ou experiência, iniciei uma subida dolorosa, onde cada metro conquistado exigia o sacrifício das minhas unhas sangrando e de músculos que queimavam como brasa, mas a recompensa foi transformadora. Ao colher a flor e olhar ao redor, não encontrei o fim da minha busca, mas sim a vastidão do mundo; do alto, percebi que a minha árvore era apenas um ponto em um oceano verde e que, em picos ainda mais elevados, flores prateadas e carmim desabrochavam desafiadoramente. Eu desci, pois o chão era o único caminho que eu conhecia para recomeçar, mas a cada nova subida, senti-me mais ágil e sábio. Forjei meus próprios cravos de ferro, trancei cordas resistentes e aprendi a ler o movimento do vento, tornando-me um mestre da verticalidade. Entretanto, o ciclo constante de subir e descer passou a cobrar um preço alto em exaustão, fazendo-me perceber que a minha força bruta tinha um limite. Foi então que a minha maestria evoluiu da sobrevivência para a engenhosidade, levando-me a criar pontes de corda e sistemas de ganchos que me permitiam saltar entre as copas sem jamais precisar retornar à escuridão do solo. Compreendi que a floresta era infinita e que cada árvore me apresentava obstáculos inéditos, mas que a minha capacidade de criar novos caminhos no alto era o que tornava a minha jornada sustentável e encantadora. A moral da minha história é que a vida não é um destino estático, mas um processo contínuo de expansão da percepção, onde cada conquista me revela horizontes mais amplos e novos desafios. O segredo da minha evolução reside em transformar o esforço repetitivo em sabedoria estratégica, pois o meu crescimento só termina quando a minha curiosidade se apaga e eu aceito a estagnação, lembrando sempre que o que realmente me move não é a posse da flor, mas a eterna descoberta de quem eu me torno ao tentar alcançá-la.

Talvez prá alguns, ou nem tanto,... Um velho ditado: Antes só do que mal acompanhado. Porque se não for pra ser inteiro, que não seja. Não dá para ser consentido com as questões do coração. Pequenice não sustenta alma densa, gente intensa, amor de portão. É por essas e outras que eu digo e repito, que bato no peito e firmo o pé: Eu quero a sorte de um amor louco!

Carrego lembranças que ainda latejam como feridas abertas, mas escolho não fugir do que me dói, pois tudo o que enfrentei me ensinou a arte de permanecer quando o abismo parecia o único destino lógico. O silêncio que guardo não é um vácuo de sentimentos, é um reservatório de tudo aquilo que as palavras não dão conta de traduzir, um grito de socorro ou de triunfo que só encontra eco na minha própria alma.




- Tiago Scheimann

​Durante muito tempo em minha vida,
eu fui grito,
mas aprendi a usar o não dito,
o não falar,
o não precisar gritar.
​Eu aprendi que não dizer
fala bem mais
que uma, duas, três palavras e meia, ditas ou escritas.
​O silêncio é a extensão da fala,
e não perde nada quem também cala.
​Nildinha Freitas

Preocupações sobre o que virá se convertem em dor antecipada que, eventualmente, resulta em dificuldades. Concentrar-se no cuidado pessoal e nas coisas que estão sob controle, ao invés de se preocupar com a imagem, é a solução para romper esse ciclo.

''A serpente solta fogo pela boca.''

⁠Deus tem uma forma interessante de controlar certo poder que outorgou a alguns Homens.
Por exemplo, se se entender que certos talentos são como que uma espécie de lado hipostá-ticamente Divino num indivíduo, Ele ajusta esse lado Divino no indivíduo, para mostra-lo que, ter um lado Divino, não necessariamente faz dele um ser Divino. Divino é Deus. Mortal é o Homem. Por exemplo: quando por muito profetizar, acertadamente, um indivíduo começa a se achar superior, porque foi dotado com o precioso Dom da Profecia, e acerta muito em "suas" vidências, Deus mesmo o permite errar, para que lhe seja mostrado que é apenas um mortal, sujeito a todo tipo de falhas - HUMANAS. Então sua Profecia erra. Também como quando um sábio começa a ter plena confiança em "sua" sabedoria, Deus o abate de forma a lhe mostrar que não sabe de tudo; ( e que na verdade não sabe mesmo, quase nada!). Já, outro indivíduo que é muito inteligente, Deus levanta alguém muito mais inteligente que esse indivíduo, a fim de lhe mostrar níveis ilimitados de inteligência. Como também faz àquele que muito conhece, mostrando-lhe o caminho da inesgotável Ciência. Aqui, neste último ponto, Sir Isaac Newton entendeu bem as dimensões ilimitadas do conhecimento, quando disse: O que sabemos é uma gota. O que ignoramos ( isto é, o que desconhecemos) um Oceano. Se outro indivíduo é muito forte, e começa a ter confiança plena em "sua" força, como Sansão, uma "Dalila" apenas é suficiente para aniquilar "sua" força. Aqui, vale o que está escrito: “Assim diz o Senhor:
Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico nas suas riquezas.”


Às 08:06 in 29.04.2026

Não foi conexão.
Foi conveniência.


E o mais difícil de admitir?
Que muitas vezes a gente sabe…
mas escolhe ficar.
Se ajusta pra caber.
Maternar.
Tentar curar...


Como se amar fosse dar conta do outro.
Mas não é!


Quando é real, tem presença.
Tem escolha.
Tem espaço.


O resto… é ausência disfarçada de quase.
Palavras bonitas e ações egóicas, indisponibilidade inconsciente.


Eu parei de romantizar isso.
E foi aí que tudo começou a mudar.


Hoje, a paz é um dos itens inegociáveis pra mim!

O tempo se torna palpável através das experiências vividas.

⁠Apóstata: quem abandonou sua fé.
sfj,estudo de palavras

⁠Michelangelo, desprezava a glória, desprezava o mundo.
sfj,caracteres