A FÉ A fé que semeio em meu peito,... Jonathan dos Santos...

A FÉ


A fé que semeio em meu peito,
Mesmo que sem jeito,
Singela, incrédula, reluta.
A fé que por tanto tempo é absurda,
Que tento em contento
Sem dúvida, sobre acreditar
Naquilo que não se vê,
Se crê, cria expectativas,
Ora choradas, ora atendidas;
Ora passadas, horas perdidas,
Mas vivo a acreditar
Na luz que ilumina e no fim
Que não termina,
No sobe e desce da vida,
No aprendizado em sina,
Na escolha, na alma e na lida.
Quando eu perco, eu ganho,
Pois sem, aprendo a dar valor.
Quando sofro, evoluo
Pois repenso sobre o amor.
Quando tudo quero e nada posso,
Treino minha paciência
E, em consequência, anseio com pudor.
A culpa é da mente
Que mente e engana,
Confunde e afana o que é bom,
E, em tom de ironia,
Perturba com magia
A salvação religiosa prometida.
Como pode existir um Deus que é bom
E ao mesmo tempo castiga?
Fácil culpar alguém
Quando, na verdade, é a mente que está perdida.
Sem orientação não há caminho.
Sem caminho não há chegada.
Sem chegada não há propósitos.
E sem propósitos não há empenho.
Cego em não preocupar-se com a beleza
Contida na trajetória da vida,
Não admira, não anseia, não aspira,
Joga-se na imensidão do nada.
Sozinho morre e agoniza.
Erros e acertos são fases
De mentes sãs e ou sofridas.
Ter fé é acreditar em você,
Nas coisas boas da vida,
É enxergar a luz na escuridão,
É se encontrar mesmo em ruínas.