Coleção pessoal de testeteste123
vem, se afoga
quero que seja sem demora
transforma o nosso talvez em agora
antes que a vida me obrigue a ir embora
você sabe, eu não falo da boca pra fora
vem logo e me devora
Minhas ilusões ganha sentido.
Entre dilúvio de tuas palavras.
Sois sorriso e silêncio,
ironia é clareza que morreu em teus lábios.
já não dói do mesmo jeito,
já não pesa como antes,
mas teu nome ainda mora
nos meus dias vacilantes.
já não busco tua sombra
quando o mundo escureceu,
mas às vezes olho a lua
e imagino o olhar teu
penso em frases que eu diria,
em respostas, discussão,
no teu riso atravessando
o silêncio do meu chão
e eu sigo, pouco a pouco,
mesmo sem compreender
como alguém vai embora
mas continua em você
talvez seja a saudade
aprendendo a descansar,
feito o verão que vai embora
mas deixa o sol no ar
e que eu aprenda comigo
o que nunca percebi:
não vale perder meu mundo
tentando viver por ti
às vezes eu acho
que fui feita grande demais
pra uma vida que não expande
ou pequena demais
pra caber no que existe
porque até quando eu amo
tem uma rachadura
até quando eu fico
já estou saindo por dentro
queria que alguma coisa
finalmente me coubesse
ou que eu fielmente coubesse
em mim;
"Nossas almas se consomem em ideias falsas e vazias.
Suas próprias convicções são expostas
Como a ruína da própria existência.
Queres vingança contra a nação que te criou e alimentou?
Ainda assim, sois o paradigma da corrupção,
A personificação da alienação intelectual.
Como erva daninha que invade a vida,
Que brota até na terra seca e desprovida de luz,
Tu resistes em tuas mentiras, agarrado a uma alma que definha.
Resquício de um mundo que já não te pertence,
Onde apenas te aproveitas daqueles que ainda te ouvem."
“O homem livre não é aquele que quebra correntes… é aquele que aprende a questionar as sombras diante dele.”
Se alma condena é rebelde por um sistema caótico de corrupção somos a tempestade que varre o pais com sopro de ideias.
"Entre o ruído do mundo e a calmaria da resposta, existe uma arena silenciosa onde a alma escolhe quem deseja ser."
— Dollber Silva
Depois de tudo que passei, o meu coração não aguentaria se recusa a amolecer,
Foram tantas travessias e guerras vencidas,
Sim, já vi o mar vermelho se abrir, sim já vi muitas miragens no deserto mas venci,
E quando realmente estive em perigo me deparando com o vale das sombras aí então eu entendi que deveria mudar de zero a cem todas as atitudes e caminhos da minha vida,
Foi lá observando calmamente no fundo do poço a última resta de luz, que identifiquei a necessidade de explorar as fontes da verdade, do equilíbrio e das razões,
O entendimento sobre si próprio pode renascer depois de várias batalhas e experiências vividas, se calmamente podermos da visibilidade aquilo que interessa para o nosso verdadeiro crescimento, iremos achar no momento certo o segredo para o nosso próprio sucesso.
“Que todas as coisas boas nos abracem e que todas as coisas ruins, deixemos para trás."
—By Coelhinha
Não ignore o alerta de uma pessoa só porque ela não prticipa do seu dia a dia, a visão de uma ilha para quem está afastado e posicionado estrategicamente é muito mais nítida do que a da pessoa que está dentro dela.
EU, POEMA DE MIM
Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.
Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.
Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.
Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.
Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.
Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.
Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.
Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.
Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
Divina Proteção
Divina proteção que me conduz,
Meu guia, minha vida, meu chão e luz.
Muralha forte que protege e cuida,
O próprio carinho em ação que ajuda.
Os passos firmes de quem recebeu,
A criação rígida que o tempo moldou.
Coração bondoso, generoso e profundo,
Mas duro de quebrar diante do mundo.
Se a vida exigiu essa postura firme,
O afeto não precisa ser rígido crime.
A mesma muralha que salva e acolhe,
Cria dependência se a alma não escolhe.
O que foi construído é difícil mudar,
Mas com paciência podemos moldar.
Mãe e pai ainda olham suas crias,
Como as eternas crianças de outros dias.
Na ânsia do comando e da autoridade,
Há o medo da perda que vem com a idade.
Deixe-os ser pais, mude o seu agir:
Com liberdade e respeito para evoluir.
— Roseli Ribeiro ano 2026
A Metamorfose
Deixe viver,
Deixe falar por si.
Não fale pelo outro,
Deixe que o outro caminhe
E tome suas próprias decisões.
Não viva a vida do outro,
Pois muito zelo sufoca.
Prepare para o mundo,
Não crie para você.
Deixe a lagarta virar
Uma linda borboleta.
Mesmo ao sair do casulo,
Ela sempre volta para visitar
O lugar de onde surgiu.
— Roseli Ribeiro ano 2026
Por ter esta mania de você,
manter vocação para ser tua,
e adoravelmente te dar corda,
para fazer história aqui e agora.
Na minha eletricidade interna
ligar a sua potência à minha,
sem deixar nada a desejar,
liderar: unidos a realidade,
e nos liberar dela, se preciso for,
com doses de fantasia e amor.
Para cumprir com companhia
a pulsante e inconfundível
a partilha das tradições românticas
das nossas correntes atlânticas.
Porque angariar o teu corpo
inteiro em derramamento
místico sobre o meu intenso,
para banhar-me no mel
inequívoco do teu desejo,
palmilhando toda a estrada
enfeitada pela florada
do Ipê-Roxo-de-Sete-Folhas.
Em nome da aurivolúpia
assumida total em chamas
para que em fundição progressiva
com a tua masculinidade
fazer-me das damas a mais altiva,
soberana, sublime e digna.
