Já não dói do mesmo jeito, já não... virgilio

já não dói do mesmo jeito,
já não pesa como antes,
mas teu nome ainda mora
nos meus dias vacilantes.


já não busco tua sombra
quando o mundo escureceu,
mas às vezes olho a lua
e imagino o olhar teu


penso em frases que eu diria,
em respostas, discussão,
no teu riso atravessando
o silêncio do meu chão


e eu sigo, pouco a pouco,
mesmo sem compreender
como alguém vai embora
mas continua em você


talvez seja a saudade
aprendendo a descansar,
feito o verão que vai embora
mas deixa o sol no ar


e que eu aprenda comigo
o que nunca percebi:
não vale perder meu mundo
tentando viver por ti