Coleção pessoal de testeteste123

28461 - 28480 do total de 117347 pensamentos na coleção de testeteste123

Como a Chuva ao Amanhecer
O conforto... O amor...
Onde, no fundo do seu coração, pude escutar as súplicas,
Implorando por alguém que a fizesse voltar a amar.


Será...
Que serei útil?
Que serei capaz de te dar o amor de que tanto necessitas?


As estrelas desenham destinos complexos,
De tão difícil compreensão...
E, ao tentar compreendê-la ao longo de todos estes anos,
Eu me pergunto: serei eu o amor que você tanto busca?


Ou serei apenas como a chuva que cai em meio aos trovões...
E que, quando as nuvens cinzentas se desfazem ao amanhecer,
Desaparece silenciosa, indo embora junto a elas?

A Súplica ao Abismo
Diga à terra, diga ao sol,
Diga ao mar para gritarem aos quatro cantos,
Até que a lua pare para escutar:
E o abismo, no qual me reflito, por fim volte a me encarar.


Puxe-me... Rasgue-me!
Quero arrancar de mim este egoísmo humano.
Derramo o meu sangue sob o céu que agora escurece.


A morte, da qual tanto fujo... fugir dela de nada importará.
A morte virá, e toda a existência despencará.
Perecerei. Apodrecerei. E à terra eu voltarei.


Então, ao mar eu clamarei:
Afunde-me! Guarde-me e traga-me o amor!
Pois, neste peito em ruínas, eu suplico por esse vazio esplendor.

A Chama e o Fim
O medo de perder um ser...
O medo de, no escuro, desaparecer.
Sem o amor, a vida não tem sentido;
Ao perdê-la, desabo e recaio no abismo.


A luz que emana dela é o que me devolve o fôlego,
O meu único prazer.
Sem ela, já não encontro motivos para viver.


Sinto-me preso, sem asas para voar.
Ah, digam-me!
Eu quero ser livre!
Eu clamo pela liberdade!


Pequena chama que ainda arde em mim...
Por favor, não se apague!
Pois esse será o meu absoluto fim.

A Invocação do Abismo
Será... que terei a sorte de tê-la em minha vida envolta em amarguras?
Eis a lua. Eis o fôlego da minha essência.
Eis a partitura do meu corpo, que ecoa e clama por amor.
Eis o esplendor, oculto neste mundo de horror.


Onde já não há amor.
Apenas dor.


Caminho e pisoteio os meus próprios cacos.
Oh... abismo, olhe para mim!
Pois agora vive em mim
A dor que eu jamais ousei sentir.

Sem Desejo, Sem Saída
Sem desejo. Sem saída. Apenas a fuga.
A partida.
O partir do coração.
Sem respiro, sem razão,
Apenas o peso da solidão.


Por que tanta amargura me inunda o peito?
Por que me foi imposta tal prisão?
Onde se esconde a liberdade que mereço?
Fui atirado a este mundo sem o direito de escolher...
Sem nunca ter dado a permissão para viver.

Infelicidade Humana
Como a projeção astral de um ser onipotente, a velha filosofia grega já nos dizia: somos seres distintos, egoístas ao ponto de criar deuses à nossa própria imagem. Tudo na tentativa de buscar sentido nesta terra enferma, que nos enlouquece e nos faz delirar. Delírios que nos fazem matar.


Guerras e mais guerras a criar; distúrbios e sangue ao chão. O sangue manchando as nossas mãos, o choro e as lágrimas derramadas pelos nossos antepassados. Por isso a existência dos deuses se faz necessária: somos tão cegos a ponto de nós mesmos nos cegarmos, numa busca desesperada para aplacar a nossa solidão.


O vazio que corrói e aflige o coração. A cura dos enfermos, a cura da alma... afinal, onde está?


Nossa maior dor aguarda à espreita, na nossa própria solidão. Desesperados, que seja a morte a nos amparar. Crescemos, vivemos, perecemos e à terra voltaremos. Com a consciência enfim extinta, restarão apenas as marcas de nós que por aqui deixarmos.


Há vários de mim sobre a mesa em que me sento: o tolo, o velho, o sábio, a criança e os delírios. Não sabemos quanto tempo passaremos com cada um de nós mesmos ao longo da vida que iremos trilhar. Diante desta mesa, só não se sabe o tempo que me restará.

Sabedoria= Chochmá / Hokhmah — חָכְמָה

"A força que atravessa o portal da vida, recebe a verdade, mergulha nas águas profundas do conhecimento e revela a presença divina no mundo."

Kabbalah Judaica

Sofrer por antecedência não impede o que é para acontecer.

Se os trabalhadores param de trabalhar, o mundo para de funcionar; dependemos de nós mesmos, e não de quem está no poder.

... Eu permaneço aqui, pequeno e irrelevante,
diante de tantas obras que o mundo ergue com planta plagiada.
Vejo apenas porque possuo o dom de ver o que muitos ignoram,
de me encantar com o que, para outros, é banal, pó.
E o meu ainda incipiente apreço ao Arquiteto das entrelinhas,
não nasce de seu poder, nem de sua grandeza incomparável.
Mas, de sua insistente inclinação
em se esconder dentro das mensagens aparentemente simples, em pessoas, em melodias...
E, assim disfarçado, restaura, e sem precisar dizer que o está fazendo, cura a alma que, presa numa dor ou numa frustração, achava que estava sozinha...

Se você não entender a sua mente, a mídia vai entender e fazer o que quiser com você.

O mal é inútil, só que às vezes até o inútil é útil para aprendermos que não precisamos, que não é útil.

⁠O mais trágico da Manipulação é o manipulador alugar as cabeças vazias e ainda acreditar que o mérito é todo dele.


Há algo de profundamente irônico nesse processo tão medonho.


Quem manipula costuma enxergar a si mesmo como alguém muito inteligente, estratégico, sagaz e capaz de mover pessoas como peças em um tabuleiro.


No entanto, muito raramente percebe que sua suposta força depende justamente da fragilidade alheia.


Sem a credulidade, o medo, a carência ou a falta de criticidade dos outros, sua influência teria alcance muito ínfimo.


O manipulador se alimenta da ilusão de controle.


Confunde obediência com admiração, silêncio com concordância e dependência com lealdade.


Quando suas ideias são repetidas por muitas vozes, acredita ter construído uma verdade, quando, na realidade, apenas espalhou uma narrativa conveniente.


O aplauso que recebe nem sempre é fruto de respeito; muitas vezes é resultado de pressão, conveniência ou pura e simples incapacidade de questionar.


Mas existe uma tragédia ainda muito maior: a de quem entrega a própria consciência para que outros pensem por ela e continua acreditando que pensa por conta própria.


Toda vez que alguém abdica do pensamento crítico, abre espaço para que interesses externos ocupem o lugar de suas convicções.


E uma mente ocupada pela vontade alheia dificilmente consegue reconhecer as correntes que a prendem.


Por isso, a manipulação não é apenas um problema de quem exerce poder, mas também de quem renuncia à responsabilidade de refletir.


Onde faltam perguntas, sobram certezas impostas.


E onde falta discernimento, prosperam os discursos que prometem respostas fáceis para questões complexas.


No fim, o manipulador pode até acreditar que venceu.


Pode contar seguidores, influenciar decisões e colher benefícios imediatos.


Mas seu poder é tão sólido quanto a ignorância que o sustenta.


E a história mostra que nenhuma construção erguida sobre a ausência de consciência permanece de pé para sempre.


A verdadeira força não está em controlar mentes, mas em despertar pensamentos.


Porque quem aprende a pensar por si mesmo deixa de ser propriedade das narrativas alheias e passa a ser autor da própria história.

Apesar dos desafios da vida, jamais duvide que o incrível e venerável também te pertencem.
Você define o futuro de acordo com o pensamento que você firma agora!

(Aline M. Abdalah)

Sim eu menti
Eu menti Quando Disse que não queria nada disso, mas a verdade é que quero todos os clichês de um amor. Quero o frio na barriga a cada vez que os nossos olhares se encontram, como se fosse a primeira vez. Quero cartas, daquelas escritas à mão, com rabiscos e frases meio tortas, mas que carregam cada pedaço do que sinto


— Patrick Wallace

O trauma te força a vedar o coração, vestir uma armadura pesada e borrifar repelente no ar. Mas você ora… Deus vem e te cura. Então, a cura te ensina a abrir seu coração aos poucos e com mais cuidado, estabelecendo limites.

(Aline M. Abdalah)

⁠Não dá para esperar por Falsos Profetas, aplaudindo o filhote do encardido fingindo “pregar” o evangelho.


A história nos mostra que os falsos profetas nunca chegam anunciando a própria falsidade.


Eles vestem a linguagem da fé, citam versículos, evocam tradições e, muitas vezes, se apresentam como defensores da verdade.


O problema é que a mentira religiosa não costuma entrar pela porta da negação de Deus, mas pela janela da manipulação de Sua Palavra.


Vivemos um tempo em que a fé pode ser transformada em instrumento de poder, de lucro, de influência e de vaidade.


O Evangelho, que nasceu como anúncio de libertação, serviço e amor ao próximo, é frequentemente reduzido a slogans, plataforma ideológica ou produto de consumo espiritual.


E, quando isso acontece, não basta apontar o dedo para quem distorce a mensagem; é preciso também questionar o silêncio e a passividade de quem assiste a tudo sem discernimento.


A responsabilidade de uma comunidade de fé não é idolatrar pregadores, mas confrontar toda pregação com os valores que ela afirma defender.


Onde há arrogância, perseguição aos vulneráveis, culto à personalidade, ganância travestida de bênção ou ódio apresentado como zelo, o Evangelho já foi abandonado, ainda que o nome de Deus continue sendo descaradamente repetido.


A fé autêntica não precisa de espetáculo para convencer, nem de inimigos para se sustentar.


Ela se reconhece nos frutos: na justiça, na misericórdia, na compaixão, na honestidade e no compromisso com a verdade.


Quem fala em nome de Deus deveria ser medido menos pelo tom da voz e mais pela coerência da vida.


Talvez o maior perigo dos falsos profetas não seja o que eles dizem, mas o quanto nos acostumamos a ouvi-los.


Quando a consciência adormece, qualquer discurso eloquente parece sabedoria.


E quando a crítica desaparece, a manipulação encontra terreno fértil.


Por isso, mais do que esperar a chegada dos falsos profetas, é preciso reconhecer que eles prosperam sempre que a fé deixa de ser encontro com a verdade para se tornar instrumento de conveniência.


O desafio não é apenas identificá-los, mas recusar-lhes os aplausos que os mantêm de pé.


Afinal, a Fidelidade ao Evangelho exige discernimento, coragem e, sobretudo, a disposição de seguir a Verdade mesmo quando ela contraria os interesses dos que se apresentam como seus porta-vozes.

Depois descobri o que é morar sozinha, ninguém consegue tirar minha paz

Em toda imensidão não cabe eu e minha imersão na imensidão so comparável ao sentido por você.
Dentro da imensidão só apenas a poeira cósmica soprada pelos ventos solares para os quais senti parte da imensidão passando por meus olhos.
Uma nuvem de poeira cosmica.
A mesma que deu origem a vida,
No silencio respiro parte da mesma imensidão vejo o tempo se efêmero diante o complexo na vida poeira um dia foi rocha no outro momento parte de um planeta algo parte do universo.
Num enigmático dia abri olhos vi que era um terraquio como pode ser...?
Pois me pergunto meus olhos queimarem nos raios do sol vejo cada segundo como único.
Respirar e respirar sentir coração bater sangue correr pelas veios.
Me sinto no macro cosmo olhando imensidão de ser parte de um sonho na imensidão da humanidade.
Ouvir carros passar a música ao fundo ouvi o mundo seu movimento compreendo que sentir é maravilhoso e monumental.

Já Que Só Estamos Nesta Vida de Passagem, Não Faz Mal Ser Um Turista

Estamos nesta vida só de passagem; então, que seja uma passagem de avião, de barco, de ônibus ou de alguma excursão, pois eu espero, de verdade, ser um turista sempre que for possível, passando por vários lugares, conhecendo ou revisitando.

Viajando sozinho ou acompanhado, encontrando pessoas conhecidas e alguns estranhos; deslumbrado e agradecido a Deus por estar desfrutando de experiências ricas pela natureza e, às vezes, pelas selvas de pedras, vilarejos e algumas cidades pequenas.

Com certeza, quero poder continuar fazendo passagens entre a atualidade e a história com suas propostas distintas, sensações próprias e várias formas de vida. Se Deus quiser, continuarei sendo um turista construindo memórias, antes que aconteça a passagem de despedida.