Coleção pessoal de testeteste123

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A mulher que funciona desmonta quando para.

Todo mundo ama a zona de conforto.
É preciso Deus criar um sofrimento dentro dessa zona para forçar o homem a enfrentar o novo e desconhecido.

O homem é um ser temporal dotado de consciência, cuja vontade atua no presente para transformar condicionamentos do passado em possibilidades futuras.

O subconsciente conserva o passado, o consciente transforma o presente e o supraconsciente revela os futuros possíveis.

O homem é uma ponte entre aquilo que foi, aquilo que é e aquilo que pode vir a ser.

Deus precisa criar um problema para forçar o homem a procurar uma solução.

"Quem tem fé cultiva o bem, não o ódio. O resto é teatro."

Fantasmas como eu


Existem muitos por aí os quais eu não saberia especificar se estão vivos ou mortos,
mas eles agem e de tempos em tempos se revelam.
Não é necessário que alguém esteja escutando o barulho da árvore caindo,
cedo ou tarde o efeito borboleta nos une.
Muitas vezes utilizamos de forma banal o que outro alguém levou uma vida para desenvolver.
Estamos onde estamos por conta de fantasmas, estando eles vivos ou não.

Amor Cigano

Você lê o meu futuro e sabe onde me encontrar
Deixa o rastro do perfume só pra me atiçar
Disse que não queria laço, que era de descolar
Mas montou o seu castelo no meu próprio olhar
Fazer o que se o teu jogo me tira o juízo?
Tô preso no teu beijo e assumo o perigo


Você reclama desse meu amor que vai e vem
Mas corre pro meu colchão e não quer mais ninguém
Diz que sou cigana, que engano o teu coração
Mas adora o gosto quente dessa nossa ilusão
Querendo ou não, você já sabe o caminho de volta
Se eu abrir o sorriso, a tua marra desmorona


Esse amor cigano que prende e desata
Me leva pro céu, me vicia e me mata
De boca em boca, de noite em noite a gente vai além
Mudando de plano, fingindo que não é de ninguém
Mas quando o corpo encosta, a verdade impera
Nenhum outro beijo no mundo supera


Você diz que o mundo é pequeno pra nós dois
Mas some e deixa a saudade pro dia depois


A gente se engana sabendo o final da história
Mas pede mais uma dose na nossa memória


Esse amor cigano que prende e desata
Me leva pro céu, me vicia e me mata
De boca em boca, de noite em noite a gente vai além
Mudando de plano, fingindo que não é de ninguém
Mas quando o corpo encosta, a verdade impera
Nenhum outro beijo no mundo supera

Esse teu amor cigano...
Que te prende e te mata...
Sempre volta pra mim.

Quem olha e enxerga por dentro, reconhece.

Não porque sabe tudo sobre o outro, mas porque percebe aquilo que nem sempre é dito. Enxerga as marcas escondidas atrás dos sorrisos, os silêncios que carregam significados e as verdades que não cabem nas palavras.

Quem enxerga por dentro não se detém apenas na aparência das coisas. Vai além da superfície, atravessa as camadas que costumamos mostrar ao mundo e alcança aquilo que permanece quando todas as máscaras caem.

Talvez por isso o verdadeiro reconhecimento seja tão raro.

Porque reconhecer alguém não é apenas identificá-lo. É perceber sua essência. É enxergar a beleza que não se exibe, as dores que não se anunciam e a força que muitas vezes nem a própria pessoa sabe que possui.

E há algo ainda mais profundo nesse encontro.

Quem enxerga o outro com verdade acaba, inevitavelmente, encontrando a si mesmo pelo caminho. Porque cada alma reconhecida desperta um reflexo. Cada profundidade acolhida revela uma profundidade que também habita em nós.

Os olhares mais sensíveis carregam esse dom. Não apenas observam; compreendem. Não apenas percebem; acolhem.

E quando dois olhares capazes de enxergar por dentro se encontram, acontece algo raro: deixam de procurar explicações e passam apenas a reconhecer.

Como quem finalmente encontra, no olhar do outro, uma parte esquecida de si.

A empatia humana foi sequestrada pelo algoritmo do engajamento. Vivemos em uma era bizarra onde o desespero e a vulnerabilidade do próximo não despertam mais misericórdia, mas sim o desejo egoísta de "viralizar". Ver alguém preferir manter os braços esticados filmando um homicídio, um acidente ou uma overdose, em vez de usar esse mesmo aparelho para discar o número da polícia, é a prova definitiva da falência moral da nossa civilização. O ser humano transformou o luto e a dor em conteúdo digital, esquecendo-se de que a vida que se esvai do outro lado da lente não aceita uma segunda chance.

Brincar e Ser Feliz


Na janela do meu olhar,
o tempo passa a brincar,
e a infância, sem esforço,
volta inteira a me visitar.


Crio brinquedos de pensamento,
feitos de sonho e imaginar,
onde o riso vira alimento
e a alma aprende a voar.


Sou menino arteiro,
do não esquecido e perdido,
brinco no tempo sem me prender,
sou feliz no que é vivido.


Sandro Sansão da Silva Costa

O celular virou a extensão de um coração frio: hoje em dia, as pessoas preferem registrar a tragédia em alta definição do que estender a mão para salvar uma vida.

Deus virou o produto mais lucrativo do mercado nacional e mundial, onde pastores enriquecem vendendo terrenos no céu para pessoas alienadas que se recusam a aceitar que estão apenas financiando a vida de luxo de criminosos de terno.

Pregam desapego material aos fiéis enquanto acumulam mansões, carros de luxo e poder político nos bastidores do templo.

Escrito ou não Escrito?

A palavra escolhida,
como uma flor colhida,
brota em nosso ser,
toma um banho de luz
e começa a florescer.


Ao surgir o dia,
um orvalho a escorrer
cai no chão.


Do poeta?
Do mundo?
Do profundo?
Da solidão?


Ou da pura e fiel emoção
de um poema que nasce,
floresce,
permanece


dentro do seu,
do meu,
do nosso
coração.


Sandro Sansão da Silva Costa

A simplicidade vê a autenticidade das pessoas;
a arte vê a alma.

A maior heresia da hipocrisia evangélica foi transformar a fé em uma mesa de negócios, onde o dízimo compra a ilusão de um caráter que a pessoa não tem.

Eu guardo a minha empatia para quem é vítima da ignorância, não para quem escolhe se fingir de cego só porque a mentira do pastor soa bonita.

Muitas vezes me olharam e disseram que eu mudei.
Mudou mesmo.
Mas poucos perguntaram quantas dores foram necessárias para essa transformação.
Há versões de nós que não nascem de desejos, mas de sobrevivência. São armaduras forjadas em noites difíceis, em despedidas inesperadas e em batalhas que ninguém viu.
Eu tive que me tornar algo que nunca fui.
Mas, no fundo, ainda guardo a memória daquela pessoa que existia antes das tempestades.
Não para voltar a ser quem fui. Porque certas travessias não permitem retorno.
Mas para lembrar que, por trás de toda dureza que a vida me ensinou, ainda existe um coração que um dia acreditou que o mundo podia ser mais gentil.
E talvez essa seja a maior vitória:
não deixar que a necessidade de sobreviver apague completamente quem um dia fomos.