Coleção pessoal de pensador

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Da verdade do amor

Da verdade do amor se meditam
relatos de viagens confissões
e sempre excede a vida
esse segredo que tanto desdém
guarda de ser dito
pouco importa em quantas derrotas
te lançou
as dores os naufrágios escondidos
com eles aprendeste a navegação
dos oceanos gelados
não se deve explicar demasiado cedo
atrás das coisas
o seu brilho cresce
sem rumor

Se me puderes ouvir

O poder ainda puro das tuas mãos
é mesmo agora o que mais me comove
descobrem devagar um destino que passa
e não passa por aqui
à mesa do café trocamos palavras
que trazem harmonias
tantas vezes negadas:
aquilo que nem ao vento sequer
segredamos
mas se hoje me puderes ouvir
recomeça, medita numa viagem longa
ou num amor
talvez o mais belo

Temos o dever de expor a verdade. A verdade é importante.

Acho que o senhor está querendo que eu esconda minha vida. Está querendo dizer que não tenho o direito de saber quem sou, como se eu estivesse errada.

Foi uma das piores coisas pelas quais já passei. Você questiona tudo o que conhece sobre sua própria vida. Sua identidade é completamente apagada. Você não sabe mais quem é.

Sinto que essa história não vai acabar bem, e quero que você já esteja avisada.

Por que ninguém está dando bola ou buscando a verdade?

Acho que não passou de um experimento para ele, uma brincadeira doentia.

Só estar vivo já torna esse mundo maravilhoso.

Não é sempre sobre dinheiro. Só estamos colocando nossas habilidades em uso e fazendo o que é divertido pra gente.

Amadores são assustadores. Você nunca sabe o que eles vão tentar fazer.

Não se deixem enganar. A guerra sustentável é só um jogo dos que estão no poder.

Sabe, não teve um dia em que eu não tenha imaginado outra vida que eu pudesse ter levado.

Eu adoro quando a gente não tem que brigar. Seria bom se fosse sempre assim.

Numa guerra ninguém faz considerações morais: ou se mata ou se morre. Mata-se e pronto.

Não sei com que rosto ou com que máscara hei de sorrir se precisasse de o fazer. Não me lembro quando foi a última vez. Nunca precisei de sorrir fosse a quem fosse. Tenho o rosto que sempre quis. Não foram as circunstâncias que o moldaram. Moldei-o com as minhas próprias mãos.

Nunca abdiquei de sonhar. Tenho a vida que tenho. Todos os dias tenho de fazer contas à vida, dado que não tenciono sair daqui com uma lata vazia, para depois regressar com ela igualmente vazia e, pior do que antes, esvaziada de esperanças.

Lavramos o solo com mãos e sujamo-las com pó da terra para que do chão cresçam plantas. Removemos com as nossas mãos as entranhas da terra e enterramos lá dentro os nossos sonhos quando morrem para que das cinzas despertem sombras.

Durante o dia partilhamos a memória de pessoas e de acontecimentos. Iluminados pela certeza de sabermos quem somos, donde viemos e para onde vamos. Quando chega a noite é a memória que nos separa e nos distingue. Cada um cobre-se com a memória que tem. Faça frio ou calor.

Lembro-me de a memória me ter falhado em certas ocasiões da minha vida. Talvez seja este um dos casos. Acontece a qualquer um. Não é nenhuma tragédia. Há quem viva fazendo de conta que não tem memória. Certamente uma grande tragédia.