Coleção pessoal de pensador
As máquinas não vão nos matar. Elas vão mais rasgar o tecido da nossa sociedade através dos vídeos de dança no TikTok.
Sabe, esse teatrinho de garotas malvadas está bem datado. Mulheres devem levantar a moral umas das outras.
O coitadismo nunca melhorou nenhuma situação. É um modo destrutivo de estar e muito difícil de sair uma vez que você entra.
A vida pode vir até você de maneiras inesperadas que podem parecer injustas. Mas o coitadismo nunca é a resposta certa.
Quero dizer que as camadas profundas da nossa personalidade podem sofrer um bombardeio poderoso das obras que lemos e que atuam de maneira que não podemos avaliar.
Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável.
Dado que a literatura, como a vida, ensina na medida em que atua com toda a sua gama, é artificial querer que ela funcione como os manuais de virtude e boa conduta.
A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e portanto nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade.
Não há povo e não há homem que possa viver sem ela [a literatura], isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado.
