Coleção pessoal de VerbosdoVerbo
A penúria da alma não se mede pela privação de bens materiais, mas pela desordem de um coração saciado de coisas finitas e destituído de Cristo, o Bem Sumo.
A perdição eterna acolherá aqueles que, movidos pela autojustificação, condenam o pecado alheio, mas permanecem impenitentes diante da própria iniquidade.
O inferno acolherá os implacáveis fiscais da moral alheia: homens que expõem com severidade o pecado do próximo, mas idolatram a própria hipocrisia.
A maturidade cristã não se resume a acumular versículos, mas consiste em viver a Palavra; porquanto ler o cardápio nunca saciou a fome de ninguém.
Diante do ruído do julgamento humano, recolhi-me no silêncio da Tua Verdade Imutável. Dialogar contigo, ó Criador, em vez de responder às criaturas, restaurou o meu ser.
Enquanto eles questionavam a minha vida, eu recorria ao Trono da Graça em oração. Reconhecer que a Tua soberania governa sobre todas as coisas fez toda a diferença.
Quando a Voz da Eternidade emudeceu em mim o sussurro da terra, respondi ao Teu chamado; dEle provém toda a minha vida e sustento.
A verdadeira oração não se limita a pedir o que precisamos, mas se realiza quando Te entregamos tudo o que somos.
Existe uma contradição histórica evidente na recepção de antigas heresias pela teologia atual. O arianismo permanece marginalizado, manifestando-se hoje nas Testemunhas de Jeová. Por outro lado, o determinismo maniqueu — também condenado nos primórdios da fé cristã — foi assimilado pelo determinismo teológico calvinista que, paradoxalmente, desfruta do status de ortodoxia.
Subordina as tuas necessidades à retidão da vontade divina; consagra primeiro o teu coração a Deus, permitindo que Ele ordene os teus desejos.
Como o Infinito precede o contingente, oferece primeiro a Deus a totalidade de ti mesmo, para que, dEle partindo, a tua vida encontre o Seu perfeito provimento.
De Tua infinita misericórdia, Senhor, recebi incontáveis manifestações de amor. Peço-Te agora esta dádiva essencial: concede-me um coração que saiba transbordar gratidão.
A marca do regenerado não é a impecabilidade terrena, mas a militância resoluta contra o pecado e o cultivo contínuo da santidade interior.
O regenerado pode tropeçar diante do pecado em momentos de fraqueza, mas já não vive sob o domínio dele; a graça o capacita a uma luta diária e incessante pela santidade.
A regeneração não elimina imediatamente a presença do pecado, mas quebra o seu domínio e destrói qualquer trégua com ele.
Antes dos grandes púlpitos e microfones, Deus instituiu a mesa e o lar. É lá que o altar de Cristo ecoa na prática, não por meio de formalismos vazios, mas pela constância da rotina, pela integridade do exemplo, pela vivência do amor e do perdão, e pelo incenso da oração.
