Coleção pessoal de VerbosdoVerbo

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O silêncio do cristão diante da cultura não é neutralidade; é uma falha de mordomia do Evangelho. Nossa responsabilidade perante o Criador não se resume aos pecados que cometemos, mas abrange o amor e a verdade que decidimos reter do mundo.

O cristão que se cala diante das trevas do mundo carrega consigo o terrível fardo da omissão. Todo crente é um mordomo da graça e responderá diante do Juiz Eterno não apenas pelo mal que cometeu, mas pela luz do Evangelho que, por medo ou comodismo, escolheu esconder do mundo.

A graça é, por definição, favor imerecido. Se você faz por merecer, deixa de ser graça e passa a ser dívida. Portanto, livre-se da heresia religiosa de que Deus seria "justo" salvando apenas alguns. Como todos pecaram, o amor do Pai abraça a todos, e todo aquele que crê é justificado pela fé.

A tragédia do Éden é o escândalo da igreja moderna. Como Eva, a noiva de Cristo trocou a autoridade inabalável das Escrituras Sagradas pelo engano do próprio coração. Não queremos um Deus que nos governe, mas um 'deus' que justifique nossas emoções.

O céu não é para quem confia em sua própria bondade, mas para os que são justificados pela fé e permanecem em obediência aos mandamentos de Cristo.

A vida inteira dependemos da providência divina. Contudo, quando Deus se esvaziou e se fez carne entre nós, nós O matamos. A morte de Jesus revela a nossa loucura, mas também revela a profundidade de um Deus que prefere morrer a nos obrigar a amá-Lo.

A Palavra de Deus constantemente nos lembra nossa frágil condição de pó, um lembrete da graça de Deus diante de nossa finitude. O trágico paradoxo, é que nós nos recusamos a crer nisso. Preferimos a ilusão da autossuficiência a nos rendermos à nossa realidade.

As Escrituras sempre nos lembram que somos apenas pó. O verdadeiro abismo é que, embriagados pelo nosso próprio ego e orgulho, nós vivemos como se fôssemos eternos, autossuficientes e indestrutíveis, ignorando a nossa frágil e transitória realidade diante do Santo Deus.

Nenhum caminho é impossível para quem caminha com O Caminho.

Na fé cristã, a palavra "santo" (kadosh) significa, literalmente, "separado". Em vez de um peso ou uma lista de proibições, é uma escolha diária de posicionamento para viver uma vida dedicada aos propósitos divinos.

Santidade é se separar de tudo aquilo que te separa de Deus.

A comunidade de fé é um ajuntamento de pessoas imperfeitas. Quando colocamos na instituição a expectativa de um ambiente utópico, abrimos a porta para o choque com a realidade humana e a consequente desilusão.

Esperar acolhimento perfeito da religião é esquecer que ela própria carece de redenção diária.

Transferir a expectativa da Graça para a instituição gera órfãos espirituais.

O homem moderno busca na liturgia dos homens a cura que só emana do Crucificado.

Muitos se frustram na caminhada porque absolutizam a instituição e relativizam o Messias, esperando da engrenagem religiosa o que só Deus pode dar.

As boas obras são a prova da fé verdadeira (Tg 2.14-24; Mt 25.31-46; Tt 3.8,14; Ap 20.12). Paulo, Tiago e Jesus não se contradizem: eles diferenciam boas obras (fruto da fé) de obras da lei (práticas da antiga aliança ou Deuteronômio). Paulo sempre refuta as obras da lei ao exaltar a graça, mas nunca descarta as boas obras como evidência da salvação.

A verdade tem sido silenciada todos os dias, dando lugar a uma era de falsidade sem precedentes. A mentira infiltrou-se no cotidiano — da política à ciência, da religião ao jornalismo —, atingindo toda a sociedade. Isso é a 'operação do erro' descrita pelo apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses 2.11-12, um sinal claro que antecede o retorno do Senhor.

Uma igreja que não confronta o pecado adora o homem, não a Deus.

Fuja de cultos onde o entretenimento substituiu o verdadeiro arrependimento.