Coleção pessoal de VerbosdoVerbo

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O Evangelho não veio para massagear o ego, mas para quebrar o coração. Se a mensagem que você ouve o deixa confortável no pecado, ela não é a Palavra do Deus vivo.

A fé repousa na certeza daquilo que não se vê; quando passamos a exigir sinais textuais do céu, já não é a fé que clama em nós, mas sim a dúvida mascarada de devoção.

Que o peso da nossa desobediência a Deus nos confronte com mais profundidade do que o desconforto das nossas aflições temporais.

A Escritura não existe para ser guardada, mas para ser desvelada no íntimo. Se o Texto Sagrado está em suas mãos, debruce-se sobre ele; se os seus olhos já o percorreram, permita que o Espírito converta a leitura em fé convicta. E se a fé de fato brotou, que a sua própria existência se torne a tradução viva da Palavra no cenário da vida.

Sempre que nos afastamos de Deus, buscamos aceitação e validação do mundo.

O verdadeiro drama humano não está em quem peca contra você, mas na sua própria condição. Afinal, a cruz não foi para cobrar os erros dos outros, mas para curar a sua inimizade contra o Criador.

Não se iluda: o grande drama da tua existência não está nas feridas que te causaram, mas nas tuas próprias transgressões diante do rosto de Deus. É aí que tudo se decide.

A graça divina é um mistério tão profundo e escandaloso que a maior surpresa da eternidade não será a ausência de quem julgávamos perdido, mas a minha própria inclusão entre os redimidos.

Um pastor segundo o coração de Deus prefere o exílio do púlpito à domesticação da Verdade.

Pastor, em certo momento da caminhada, o Senhor te chama a subir ao púlpito e proclamar uma palavra tão afiada e verdadeira que ela pode custar-te o próprio lugar. Porque o Evangelho nunca foi seguro para quem o prega com integridade.

Não transforme a sua vida em um palco para o aplauso dos homens, pois o brilho que busca o ego é apenas treva disfarçada. Seja, antes, uma fresta de luz; um canal desimpedido e quebrantado, para que, ao olharem para a sua caminhada, os homens não se demorem em você, mas esbarrem na transcendência e vejam o Pai.

Quem brilha para si mesmo consome-se na própria sombra. O nosso papel é iluminar o caminho com tal fidelidade que as pessoas glorifiquem a Fonte da Luz, e não o candeeiro.

A essência da vaidade humana é buscar o aplauso pelo próprio brilho, enquanto o verdadeiro chamado é ser apenas um espelho da Glória Eterna.

Não seja um monumento que atrai os olhares dos homens, mas um farol apontando para a majestade do Alto; a verdadeira santidade consome a si mesma para que apenas a glória de Deus permaneça visível.

É ali, no espelho da graça, que descobrimos que o amor não nasce da nossa capacidade, mas da consciência de que fomos amados primeiro — exatamente quando éramos os mais difíceis de serem amados.

Um dos motivos das heresias de Agostinho de Hipona, pai do catolicismo romano e dos calvinistas:


Agostinho disse que não sabia nada de Hebraico em uma carta para Memorius. Ele confiava na septuaginta ou no latim. Em confissões, ele escreveu sobre sua antipatia pelo grego que, o impediu de se desenvolver em demasia nele. Foster e Marston, pág.267.

Muitos calvinistas afirmam que Adão antes da queda tinha livre-arbítrio, então minha pergunta é: "Deus era menos soberano quando Adão tinha o livre-arbítrio?"

Na visão calvinista, o Deus soberano é tão poderoso que basta o homem ter liberdade de escolha para Ele perder o controle do universo. Uma soberania que depende da nossa passividade e precisa ser defendida do livre-arbítrio é, no mínimo, irônica.

No calvinismo, Deus é absolutamente soberano — até que o homem decida estragar tudo com o livre-arbítrio. Trágico se não fosse cômico.

Abraão era filho de idólatras, mas se tornou o pai da fé. Foi casado com uma mulher estéril, mas tornou-se pai de multidões. A sua origem e as circunstâncias da vida não determinam seu destino, mas sim a sua fé no Deus que pode mudar qualquer situação.