Coleção pessoal de NemilsonVdeMoraes

21 - 40 do total de 579 pensamentos na coleção de NemilsonVdeMoraes

⁠Todo o texto literário por pior que seja ainda pode ser muito útil, tem a sua relevância pedagógica.

Nemilson Vieira de Morais

⁠A perfeição é tarefa impossível ao ser humano, mas buscar sempre o melhor para cada trabalho que nos propusermos a fazer, é possível.

Nemilson Vieira de Morais

⁠Não digo todas às críticas, mas algumas devem serem aceites; podem ser necessárias para nos fazer crescer.

Nemilson Vieira de Morais

⁠Não nos esqueçamos de que, alguns críticos do passado hoje estão arrependidos de alguma crítica que fizeram.

Nemilson Vieira de Morais

⁠O MEU PAI SALVOU UM HOMEM, O MEU TIO OUTRO


Por Nemilson  Vieira de Morais (*)

Por ocasião das eleições municipais na minha cidade…
O clima político em Campos Belos, nessas disputas se elevava.
Era comum as discussões a cerca de um ou outro postulante a uma cadeira administrativa.
Nem sempre esses embates ficavam somente no campo das ideias: em dados momentos, os ânimos se acirravam, e as agressões deixavam de ser verbais e, iam às vias de fato.
O povo compareciam aos comícios, para apoiar e ouvir os discursos inflamados dos distintos candidatos.
Geralmente esses encontros eram realizados em carrocerias de caminhões posicionados em locais estratégicos, pelas ruas da cidade, distritos e fazendas.
Eu mesmo andei a discursar numa dessas ocasiões, na campanha do deputado José Freire, e outras lideranças políticas estaduais e locais.
Alguns candidatos passavam dos limites nas promessas que faziam. Não cumpriam o prometido. “Desde aquele tempo a ‘mentira’ no mundo da política comandava o espetáculo.”
Havia perseguições políticas por parte de alguns mandatários, principalmente quando o eleitor declarava publicamente outra opção do seu voto.
O ir e vir das pessoas nas ruas nos dias da votação eram intensos.
Alguns pais precavidos orientavam os seus filhos a não participarem daquela agitação toda, e muito menos das questões políticas. Opor-se ao governo (nos três níveis) não era recomendável. No dia da votação a minha mãe ficava a orar a Deus, para que tudo ocorresse em paz, naquela disputa; pedia a nós que não saíssemos de casa: era “perigoso!” Não dava para saber o que poderia acontecer.
Os candidatos a vereança e a prefeitos compareciam aos seus redutos eleitorais; a tirar fotos com o povo e ouvir as reclamações dos moradores. — Visitar escolas, comunidades, hospitais; inaugurar comitês, reuniões com apoiadores, fazer as suas últimas promessas…
Um dos candidatos a prefeito esbanjava carisma: o Adelino, filho da terra, já havia administrado a nossa cidade. O outro candidato não me lembro bem quem era, mas, a campanha ia num bom nível. Qualquer um dos ganhadores estávamos bem representados.
Ao aproximar-se o momento da prova dos nove. Em que as urnas iriam falar. Um dia à tarde próximo à votação o João (preferi assim o chamar) eleitor de um dos candidatos tomava uns aperitivos a mais e jogava conversa fora, no bar do Elias. O Lázaro eleitor dum outro andava armado sem uma autorização, e sem ser incomodado pelas autoridades competentes adentrou-se ao ambiente e logo começou a discussão política. Decisão que quase causaria uma tragédia maior: saltou para fora da venda, num respeito ao proprietário e convidou o João para resolver a questão na rua. — Na bala. O convidado não pensou duas vezes e mais que depressa atendeu o chamado. Como uma serpente a dar o bote na presa. O Lázaro negou o corpo e sacou da cinta um revólver de todo tamanho à vista dos nossos olhares atônitos, já pronto a cuspir fogo no ralar da espoleta.
O João ao ver a arma apontada na sua direção saltou no seu algoz como um atacante na hora de fazer o gol: perdeu o pulo e caiu.
Debruçado na terra fria e pedregosa, aos pés do inimigo só a misericórdia de Deus, e ela fez-se presente…
O Lázaro só teve o trabalho de mirar a arma na cabeça de João e apertar o gatilho. — Bam! — Ai!
O projétil do disparo cravou-se numa das suas mãos que, mesmo atingido levantou-se e atracou-se com o seu rival. O sangue esvaia-se…
João por cima de Lázaro quase toma uma facada de graça de terceiro…
Um sujeito miúdo, amarelo feita a goiaba madura, ao lado a observar tudo e com vontade de entrar na confusão tomou as dores de Lázaro: aproximou-se mais e puxou da cinta uma enorme peixeira, que parecia um punhal procurava o melhor lugar para sangrar o João. — Descia do alto da cabeça a sua mortífera lâmina fria na direção do vão da clavícula do pobre.
De repente o forte grito do meu pai ecoou pela Rua do Comércio afora: “Não faça uma coisa dessa com o rapaz!"
O homem voltou com a faca para a bainha imediatamente.
O João a lutar e relutar sozinho para tomar a arma do inimigo nem percebeu o tamanho do risco que correu. — Morreria sem saber do quê.
De tanto esforçar-se, com um joelho flexionado sobre Lázaro no chão, o João já o dominava.
A arma do seu inimigo político já estava na sua mão, quando o tio Elias entrou em ação e a tomou.
Salvou o Lázaro da morte e o João da prisão. — Por certo.

*Nemilson Vieira de Morais 
Acadêmico Literário.

Nemilson Vieira de Morais

⁠MENTIRAS TÊM PERNAS CURTAS 

Por Nemilson Vieira (*)

Final de semana chegado Antônio (o chamarei assim) saiu com os amigos para curtirem uma balada…
Conheceu uma linda garota e logo diz-lhe ser CONTADOR. — Passava a ideia de ser graduado em Ciências Contábeis.
Cheio de planos encheu a moça de promessas; firmaram um namoro sério…
A felicidade dos dois nos encontros festivos que se seguiram impressionava, dava inveja aos solteiros e os casados mal resolvidos. — Imagino.
O relacionamento ia bem demais da conta para ser verdade, até a casa desabar…
Indo ao centro de Belo Horizonte, a sua namorada resolveu passar na Padaria Diplomata e deu de frente com Antônio, de guarda-pó branco, com um balaio cheio de pães a carregar um veículo estacionado à porta do estabelecimento comercial. Estática não estava a entender o que via! Sem nada perguntar ao namorado soltou logo os cachorros no pobre: — Você não precisava enganar-me dessa maneira! Falasse-me à verdade e eu iria gostar de você do mesmo jeito…
Antônio calado estava e ficou. Saiu rápido da sua presença, de cabeça baixa com o enorme balaio já vazio na cabeça, para mais transportes dos produtos da panificação. Já quase a desaparecer do seu campo de visão ouve da namorada — transtornada com a situação:
— CONTADOR NÃO É?
Antônio morria de vergonha; ainda assim a olhou pela última vez por cima do ombro e respondeu:
— Sim! CONTADOR de PÃO.

* Nemilson Vieira 
Acadêmico Literário 
(19:03:20)
Fli e Lang
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Nemilson Vieira de Morais

⁠A felicidade dos dois nos encontros festivos que se seguiram impressionava; dava inveja aos solteiros e casados mal resolvidos.

Nemilson Vieira de Morais

⁠⁠A moldura e o conjunto da obra trabalhada, em aquarela; exposta ao olhar contemplativo, se tornou relevante ao meu, quando a imaginei.

Nemilson Vieira de Morais

⁠POETA SEM AMOR

Por Nemilson Vieira (*)

Poeta sem amor
É o pólen da flor.
Sem o agente polinizador;
Um pai de família:
Ocioso, sem o labor.

… É luta perdida.
Uma Olimpíada:
Sem atleta, troféu, vencedor.

Poeta sem amor
É jogo sem torcida
Sem juiz, sem jogador.
Náufrago à deriva
A desejar um salvador.

… Uma presa fugidia;
À frente do predador.
Doença a insistir;
A prolongar a dor.

… O pecado a atrair
O pecador.

Poeta sem amor
Vive a esperar do céu.
A prenda querida;
Das mãos do Criador.

Não deseja viver só
Almeja viver
A dois.

*Nemilson Vieira
Acadêmico Literário 
Fli e Lang 
(18:07:15)

Nemilson Vieira de Morais

⁠A paz precisa ser mais rebuscada, perseguida, encontrada e levada a viver no clímax do seu apogeu.

Nemilson Vieira de Morais

⁠Que a paz não esteja somente na lente da câmera mostrada; nem tão pouco na retina dos olhos vistos; mas impregnada na nossa alma percebida, compartilhada.

Nemilson Vieira de Morais

⁠Que a tão sonhada paz não venha necessariamente dos ares: de cima. mas que aflore do interior de cada um de nós.

Nemilson Vieira de Morais

⁠O nosso prazer é que a tão sonhada paz voe, pouse sobre as nossas vidas ao alcance dos olhos, e atenda os nossos anseios de uma perene contemplação.

Nemilson Vieira de Morais

⁠Vejo Deus pensativo… Com o aspecto de quem já chorou. Ar de preocupado com os Seus filhos, arrogantes e arrogados; nas tolices que dizem e besteiras que fazem.

Nemilson Vieira de Morais

⁠⁠O nosso Deus pode ser visto, ouvido e sentido em qualquer lugar. No templo, no sermão do pregador; na Sua Palavra e no louvor…

Nemilson Vieira de Morais

⁠⁠Vejo Deus pensativo… Um ar de preocupado com os Seus filhos arrogados; nas tolices que dizem e besteiras que fazem.

Nemilson Vieira de Morais

⁠Do coco, sou água isotônica; do corpo, água de cheiro. Morro na praia todos os dias. Lavo pés, em cerimonial batizo os fiéis; refresco, tiro a fadiga.

Nemilson Vieira de Morais

⁠Sou a poça nas estradas, e da criançada, o poço; o suor do rosto, a chuva, a enxurrada… O sereno da madrugada as lágrimas caídas…

Nemilson Vieira de Morais

⁠O Nosso amor é fogo que não consome, tempestade que passa e não destrói, edifício que não cai, rocha que não se abala, convívio que não dói.

Nemilson Vieira de Morais

⁠O NOSSO AMOR

Por Nemilson Vieira (*)

Foi muito bom para ser verdade esse meu coração ritmar no compasso do seu.
Tum! Tum! Tum!… — Num dueto afinado. Sem mais falhar como antes.
Na hora mais oportuna sendo receptiva, nos afeiçoamos de uma maneira inenarrável!
Tudo aconteceu tão de repente! Na dúvida belisquei no meu braço para ver se era eu mesmo. — Comprovei a veracidade!
Agradecido e feliz, vivo a cantar: “solidão nunca mais”.
Na nossa relação sempre houve bastante respeito mútuo, afeto, gentileza humana, admiração. — Doces palavras, momentos cheios de ternura, emoções.
Toleramos os espinhos da relação, mas a preocupação maior é cultivar as rosas do nosso jardim.
Esse amor é fogo que não consome, tempestade que passa e não destrói, edifício que não cai, rocha que não se abala, convívio que não dói.
Amor assim é vida que não morre, aço que a ferrugem não corrói.
É prazer que não acaba mais…
É água limpa a correr, transparente como um cristal; é flor que nunca murcha é apego que não sai.
Tem sido uma honra muito grande, essa nossa união.
Não se desfaz tamanho amor; foram muitas alegrias vividas e conquistas alcançadas. Um sentimento bom enraizado em nós para ficar.
As lutas vêm, mas logo vão-se, porque o amor latente em nós, tudo suporta.

*Nemilson Vieira,
Acadêmico Literário 
Fli e Lang 

Nemilson Vieira de Morais