Coleção pessoal de MuriloMelo

281 - 300 do total de 444 pensamentos na coleção de MuriloMelo

(...) Me enxergo no reflexo do espelho e não vejo nada além de palidez e cansaço. As cores se foram.

Mas eu chorei num canto, baixinho. Não queria que ninguém notasse. E ninguém notou.

E de repente atrasado. E de repente com sono. E de repente cansado de tudo. E de repente feliz. E de repente cheio de ideias. E de repente cheio de planos. E de repente com saudade. E de repente ele. E de repente não é mais ele. E de repente sem ninguém. E de repente... Eu já nem sei o que vai acontecer com o meu corpo. Todo dia é um desespero. Será que um dia me encontro no meio de tanta bipolaridade?

Se alguém ver uma pitada de doçura nos meus olhos, por favor, mostre-me. Não vejo há semanas.

Eu nunca vou entender porque de tantos desencontros, de tanta falta de coragem, de tanto deixar pra depois. Ninguém nunca vai conseguir me fazer entender porque você é tudo o que eu quero e pedi, e eu sou tudo o que você quer, tudo o que você pediu; mas a gente não dá certo.

Era só mais um idiota que ficava rodeado de amigos também idiotas, falava besteira e comentava das meninas que passavam. Mas alguma coisa nele, que eu não sei ao certo explicar, me chamava atenção como um vício.

(...) A testa sente falta dos beijos de boa noite e a cintura sussurra o aperto dos seus braços. Tem muito espaço no guarda-roupa e isso me irrita, me preocupa, causa agonia. Penso que dia desses você volta, então deixo o espaço vago. Acho que não é preciso me adaptar com a sua falta, você volta, eu sei, eu sinto (...)

Confesso que acabei ficando puto da vida com todos os textos doces que escrevi sobre ele. Tão puto, que eu já não conseguia mais dormir e comer direito.

(...) A saudade mora no beijo de chuva que não aconteceu, no retrato que não tiramos, nos sonhos perdidos no travesseiro (...).

Eu me pego te ligando, te procurando nos lugares, te pedindo em qualquer pedido. Vem sendo um desafio cumprir o que eu prometi deixar de fazer.

Não tenho miopia. Enxergo tudo tão claro que já é possível ver seu nome gravado na retina.

E fingindo procurar um canto por ali, me esbarrei em você.

Ando muito antipático, um tanto antissocial e com a estranha sensação de que nada de novo chega. Eu canso das coisas radicalmente, ignoro com facilidade. Meu comportamento é tão vago, que nenhum psicólogo sabe sequer dizer do que se trata.

Você sabe que não fui eu quem desisti. Sabe que eu fiquei e ficaria até os últimos dias da minha vida.

Resolvi sumir por um tempo, me afastar, deixar essas coisas de lado. E agora estou tentando tirá-lo da cabeça. Ainda não sei se tudo isso é descanso ou desgraça.

Deita do meu lado, faz cafuné. Passo o feriado todo com você.

(...) Não o culpe se não der certo. Não se preocupe, não se culpe, se ocupe. Se você acordar desse sonho, é isso mesmo, flor, coloque na cabeça que acontece. É coisa do tempo, é coisa da vida, é como capítulo de novela. Um dia tem que acabar.

E ficamos nesse vai e volta, quer e não diz, chora, mas não controla. É doença, é loucura, é covardia. Mas é medo, eu sei − medo de se apaixonar ou de estar apaixonado.

E mesmo vivendo toda aquela doçura, cheguei a pensar, em algum momento, que aquilo se tornaria a mais dolorosa lembrança.

Não sei explicar se o rádio diz teu nome antes de cada canção, ou se sou eu quem o sussurra sem notar; por vezes, ouço tua voz nos acordes do violão e me apaixono.