Coleção pessoal de michelfm

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Traduzimos num olhar,
Tudo aquilo que um dia,
Talvez pudesse ser dito.

Gabelle

Traduzimos num olhar,
Tudo aquilo que um dia,
Talvez pudesse ser dito.

por diversas vezes será feio,
muito barulho e sujeira
por todos os lados.

e o sangue ?!
segue sempre correndo
na contramão das artérias,
desrespeita a gravidade,
pra alcançar o coração,

mas a velha bomba cardíaca resiste,
com tuas câmaras ocas
e tuas valvas guerreiras, resiste.

não permita que o mundo
lhe tome a sensibilidade,
ela é a maior arma que tens,
para defender-se de si mesma.

Às vezes, uma única fagulha é suficiente, para incinerar um ambiente inflamável.

Guiados pelo sorriso, a esperança e a compaixão, nosso objetivo é simples, só desejamos a liberdade e a revolução.

Quando foi ?! Foi no dia em que vi a mais bela flor, toda vestida de flores.

Quando fazemos aquilo que acreditamos, os obstáculos transmutam-se em oportunidades.

Um belo dia !
Meu Pai dizia...

Um dia eu ouvi meu Pai dizer:
Só morre de verdade quem não viver,
Porque quem vive e faz por merecer,
Jamais verá o eterno anoitecer.

E no final da trilha te sobraram dois destinos,
Ou o asilo ou o exílio, mas eu prefiro o Sol Divino

Ouvimos os murmúrios, aprendemos os martírios,
Sentimos o perfume mergulhando sobre os lírios

E o velho retirante se coloca a caminhar,
Na busca por um fio do passado a restaurar,
Passado em que sentiu orgulho de viver,
Viveu e assumiu paixões no entardecer,
Sem medo do escuro dominar sua clareza,
Usou toda a artimanha era o rei da esperteza,
Não detinha um centavo, mas foi o mestre da nobreza.

Entre o castelo e o mirante,
Um conto triste teve um desfecho brilhante.
Mesmo depois de tanta tristeza,
Ela encontrou um Príncipe que a chamou de Princesa.

Ele não fomentou sua longa empreitada, Mas trombou com Branquinha,
Numa noite estrelada.

Garimpou por toda parte,
Imaginando uma beleza colossal.

A pobre menina carente,
Viveria infeliz para sempre,
Se não fosse por um nobre alfaiate,
Que achara um sapato de cristal.

A sorte azarada estava lançada,
A Branca de Neve caiu num sono profundo,
À facção foi incorporada,
Regada a crack num antro imundo.

- Branca me deve sete prestações,
Em notas trocadas e sem marcações.

Fugiu numa noite gélida,
Logo caiu nas poções encantadas,
Não imaginou as ruas tão violentas,
Mais uma usuária viciada.

Foi adotada por uma bruxa,
Acorrentada no porão pela madrasta,
Era espancada, levou muita bucha,
Se viu acurralada e deu uma basta.

Filha de uma mãe e vários pais,
Que tinham outros filhos em diversos cais,
A história se fazia, corrida diária,
Aquela sobrevida na zona portuária.