Coleção pessoal de michelfm

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Perambulando cordial impertinência,
Vagando rumo à religiosidade,
Fulminado pela vã clarividência,
Templo de heresias frívolas e infiéis.

Santuário Teu

Perambulando cordial impertinência,
Vagando rumo à religiosidade,
Fulminado pela vã clarividência,
Templo de heresias frívolas e infiéis.

Nessa nossa sonhadora inocência,
Ignoramos romantismo, iluminismo e breu,
Escuridões ingênuas, raciocínio infantil,
Absolutismo nosso em santuário teu.

Vinde a mim motivação findável,
Não se encerre garoada de chuviscos,
Seja audacioso quando ácido banhar-te,
Em riscos permanentes seremos menos cruéis.

Dê trela e torne-os teus atrelados,
Os outros tantos hão de enternecer,
A única disposição incurável,
É a trouxa infalível da transformação.

Nessa nossa sonhadora inocência,
Ignoramos romantismo, iluminismo e breu,
Penumbras bucólicas, raciocínio infantil,
Absolutismo nosso em santuário teu.

Plumas farpadas
Em teu cacharrel,
Nosso absurdo
Nos abençoa.

Plumas farpadas
Em teu cacharrel,
Nossa insensatez
Nos impulsiona.

Se faz enigmático
E insignificante,
Perante o ardente
E extravagante cacharrel.

Pingentes moldados
Em cartolina,
Um lenço estampado
Em latim,

Aos solavancos
Realizo teus caprichos.

Bem-vindos mantras furiosos,
Aplicados com inexperiência,
Humilde e precária obstinação.

Colisões hipotéticas,
Relevando brandas alucinações.

Das plumas farpadas
Que nos enovelam,
De arames felpudos,
Que a nós se revelam.

Plumas Farpadas em teu Cacharrel

Das plumas farpadas
Que nos enovelam,
De arames felpudos,
Que a nós se revelam.

Colisões hipotéticas,
Relevando brandas alucinações.

Plumas farpadas
Em teu cacharrel,
Nosso absurdo
Nos abençoa.

Plumas farpadas
Em teu cacharrel,
Nossa insensatez
Nos impulsiona.

Bem-vindos mantras furiosos,
Aplicados com inexperiência,
Humilde e precária obstinação.

Aos solavancos
Realizo teus caprichos.

Pingentes moldados
Em cartolina,
Um lenço estampado
Em latim,

Se faz enigmático
E insignificante,
Perante o ardente
E extravagante cacharrel.

Plumas farpadas
Em teu cacharrel,
Nosso absurdo
Nos abençoa.

Plumas farpadas
Em teu cacharrel,
Nossa insensatez
Nos impulsiona.

Diz ele, em toda tua sabedoria verminal:
“Caro atarefado, não te sobrecarregues,
Pois do ócio vieste e ao ócio retornarás.”

Enquanto não soluciono
Os axiomas do indissolúvel,
Continuo a seguir o conselho,
Daquele supremo vermezinho filosófico Que habita minha psique;

Enfim, para encurtar o causo,
Tal moléstia é como aquela intuição
Que nos ronda, antes que
Alguma disparidade ocorra.

Não obstante, acredito
Ou ao menos tenho um leve espasmo,
Mas talvez nem isso,
De que foi em minha infância
Que tal patologia me aplacou.

A certeza sempre me escapa
Nestes momentos, esvai-se,
Sem mesmo uma olhadela para trás,
Num relance meteórico.

Teoria da Inevitabilidade

A certeza sempre me escapa
Nestes momentos, esvai-se,
Sem mesmo uma olhadela para trás,
Num relance meteórico.

Não obstante, acredito
Ou ao menos tenho um leve espasmo,
Mas talvez nem isso,
De que foi em minha infância
Que tal patologia me aplacou.

Enfim, para encurtar o causo,
Tal moléstia é como aquela intuição
Que nos ronda, antes que
Alguma disparidade ocorra.

Enquanto não soluciono
Os axiomas do indissolúvel,
Continuo a seguir o conselho,
Daquele supremo vermezinho filosófico Que habita minha psique;

Diz ele, em toda tua sabedoria verminal:
“Caro atarefado, não te sobrecarregues,
Pois do ócio vieste e ao ócio retornarás.”

De maneira alguma, jamais seria.
Ela nasceu para confrontar,
Enfrentar, debater, se expressar,
Ela viveu para se opor
E semear sua sinceridade.

Uma estampa indesbotável,
Impressa com maestria,
Em nossa mais decorosa estima.

Talvez por isso,
Tenha invariavelmente registrado seu jeito,
Naqueles que estiveram presentes,
Nos mesmos recintos que Ela.

Jamais seria hipócrita,
Como a maioria,
Ou submissa e condescendente,
Compreensiva em tua passividade;