Coleção pessoal de michelfm

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Munida de imprevistos anatômicos,
Despojada das verossimilhanças,
Portadora de um grupo muscular glúteo
Severamente avantajado;

Filha de Andrômeda

Munida de imprevistos anatômicos,
Despojada das verossimilhanças,
Portadora de um grupo muscular glúteo
Severamente avantajado;

Porção mínima, média e máxima,
Salientemente distribuída,
Na saborosa face posterior de teu quadril.

Havia sido abençoada,
Pela desproporcional opulência genética,
A notória capacidade hereditária de locomoção,
Evidenciava tua imponente estrutura óssea.

Pude apreciar,
Por meio de minhas órbitas oculares infatigáveis,
Vossa deslumbrante rafe perineal, 'Amada',

Tua pelve imaculada, projetava Ílio, Ísquio e Púbis,
A tríade mitológica, com inegável determinação.

Deslizando com perícia clínica,
Por entre os planos de corte,
Sagital, coronal e transverso.

Profissionalmente rotacionava
Em circundução pelos eixos,
Latero-lateralmente, ântero-posteriormente

E para o delírio absoluto da multidão atônita,
No sentido craniocaudal.

Desalinhando,
Até os seres mais santificados,
Com tua beatitude.

Produzindo saliva gotejante, agridoce, viscosa.
Satisfação, sempre foi o termo adequado,
E para ti, minha gratidão,
Filha de Andrômeda.

Reflita sobre todas as coisas, indague todos, questione tudo e mude o que puder.

A oração não salvará ninguém de seus próprios atos.

Lembre-se que a morte pode ser muito mais misericordiosa que a vida.

Novamente em alto e bom plágio, repito,
Nossa firmeza consiste em deslizes.
Abastecido de excessivo sentido assim sendo será,
Até que a eternidade nos imortalize.

Enquanto escrever, nada mais é que saltitar,
Por entre os fragmentos cortantes
De nosso ser estilhaçado,
Rumo à friagem acolhedora.

Sendo que Ler é repousar em agitação,
No açucarado ardume picante.
Tão pedante e repetitivo afirmo:
Que tudo possui algo de altivo e findante.

Ler é repousar em agitação

Já Eu, bem, escrevo com meu fígado,
Estômago, pâncreas e todo líquido biliar,
Ácido gástrico e pancreático,
Que seja humanamente possível secretar.

Inervações e toda vascularização,
Que este órgão frenético pode comportar.

Nobre sistema cardiovascular,
Veias, amores, artérias, paixões,
Sístole e diástole atrioventricular.

Geralmente quem escreve,
O faz de coração, com toda empatia,
Inspiração, anseios, desejos,
Batimentos e circulação.

Até que a Eternidade nos Imortalize

Geralmente quem escreve,
O faz de coração, com toda empatia,
Inspiração, anseios, desejos,
Batimentos e circulação.

Nobre sistema cardiovascular,
Veias, amores, artérias, paixões,
Sístole e diástole atrioventricular.

Inervações e toda vascularização,
Que este órgão frenético pode comportar.

Já Eu, bem, escrevo com meu fígado,
Estômago, pâncreas e todo líquido biliar,
Ácido gástrico e pancreático,
Que seja humanamente possível secretar.

Sendo que Ler é repousar em agitação,
No açucarado ardume picante.
Tão pedante e repetitivo afirmo:
Que tudo possui algo de altivo e findante.

Enquanto escrever, nada mais é que saltitar,
Por entre os fragmentos cortantes
De nosso ser estilhaçado,
Rumo à friagem acolhedora.

Novamente em alto e bom plágio, repito,
Nossa firmeza consiste em deslizes.
Abastecido de excessivo sentido assim sendo será,
Até que a eternidade nos imortalize.

O autor desta obra quase lírica
E por conseguinte, próxima
De se definir como romance,
Chega à seguinte conclusão:

O protagonista descreve
Suas memórias colossais,
Ocorridas com o mesmo
Neste simplório volume.

Pormenorizado e já concluído,
Com fins desinteressantes
E absolutamente dispensáveis
Para a ocasião,

Que foram subtraídas
De teu último refúgio
E adicionadas a um efêmero
Inquérito instaurado,

Nas confissões literárias,
Pautadas por papel e pena,
Um sinônimo distintamente
Mais poético para esferográfica,

No Distrito de Betúnia,
Onde o pseudo-herói jaz,
Em tua peleja épica, clama,
Por suas veneráveis donzelas divinais.