Coleção pessoal de marialu_t_snishimura

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Rosas Perfumadas

Uma flor se fores me dar...
Dê-me rosas perfumadas...
Ah! Eu gosto disso...
No seu perfume vou me embriagar!

Me embriago e deixo-me ir,
Por onde você me conduzir...
Deixo - me levar,
no seu jeito quente de me amar!

Até posso te seduzir
com meu corpo e meu calor,
mas deixo - me conduzir,
embriagada neste amor!

Rosas perfumadas eu gosto,
Trazes - me rosas perfumadas...
Nenhuma cor causa-me desgosto,
a menos que estejas perfuradas...

Daí, jogo fora
E te boto pra fora
Com afinco e gosto!

Rosas perfumadas eu gosto...
Mas, traga - me tenras e vigorosas...
Amo as rosas com sedução,
principalmente com um belo cartão...
Marcando o encontro de paixão!

⁠O eco do mendigo

Ao ver na rua o mendigo
me perguntei:
- Por que estais aí?

E no silêncio num eco pareço ouvir:
-Não tenho casa;
-Nem trabalho;
Aos meus só atrapalho...
e pelas ruas me perdi!
Não tive chances de escolher,
não tive por onde correr
e talvez permaneça aqui...
até morrer...
Mas, se de repente a sorte vier
e alguém nos ouvir e compreender...
outra chance poderíamos merecer!

O que fazer?
Será que vou ali junto deles cantar
e de repente coloco no chão uma cartola
pra ver se recebo alguma esmola
com isso vou acolher e resgatar,
fazendo - lhes um lugar digno pra morar!

⁠Flor de cemitério

Boró nasceu e cresceu
Ficou grande e bonito,
Então disse:
- Sou Orfeu!
Mas, tudo isso era tolice
Ele era mesmo é feio!

Mas, ele em seu quarto
Tinha espelho
E repetidas vezes de joelho
Dizia a si mesmo:
- Sou belo e formoso;
- Sou bonito e charmoso!

Pena que ninguém o via assim
Todos diziam: Ai de mim!
E a ele rotulavam, feio
Feio de feição
Mas no seu coração,
Beleza tinha!

Triste e solitário ele morreu
E junto ao seu calvário
Uma flor, ali nasceu!
- Que flor linda! Disse Cesário
E todos que por ali passou,
Pela for se encantou
E a flor assim chamou...
- Flor de cemitério!

⁠Quatro pedaço de pau

Sob o céu azul
Levantei quatro pedaço de pau
Pus um teto azul do céu
E nela com a família eu entrei!

Fui caçar no mato o que comer
Num rio um peixe eu fisguei...
Lá fora uma fogueira acendi
Pra do frio nos aquecer,
E o peixe também assei

A família chamei ao ar:
- Venham comer!
E todos felizes vieram ceiar

A cabana chamei de casa
Ainda de olho na brasa
Uma canção eu cantei
Levantei as mãos pro céu
E ao meu Deus feliz, agradeci

Para muitos, tudo isso é muito pouco
Mas, um dia já fui ambicioso e louco,
Estressado e na soberba me perdi
A família o dia inteiro
Viviam brigando por bens e dinheiro
Foi então que decidi...
E de tudo me desfiz

Larguei tudo da cidade grande
Pra's minhas raízes eu regressei
No mesmo lugar onde nasci
Ganhei a liberdade
Redescobri a felicidade
Abracei a terra de tanto verde
E na natureza me refiz

⁠Amor de mãe

A mãe que trago no peito
é perfeita e sem defeito,
compreensiva e carinhosa
é a mãe mais maravilhosa!

Todos têm no peito essa mãe
que faz tudo por seus filhos,
até quando o mundo se opõe
ela tenta colocá-los nos trilhos!

Amor de mãe é maior que tudo,
coração de mãe sempre há jeito
só ela é capaz de dar o mundo,

para ver um filho(a) ser feliz
mesmo que nela o sofrer mudo,
faça por dentro a cicatriz!

⁠Deus representa todas as virtudes:
Paz
Amor
Compreensão
Solidariedade
Benevolência
Fraternidade
Piedade
Compaixão
Entre tantas outras atribuições humana que o define como poderoso, grandioso e onipotente, mas também representa a inconformidade humana por suas fraquezas perante as adversidades da vida.

⁠Se for para tirar não dê

Oh! You Tube podes crer
Eu entendo sua política de ser,
Mas seu algoritmo, eu critico
Pois, se alguém o mesmo querer ver
Tantas vezes, dar o mesmo play
Se assim for seu desejo,
Será seu direito de replay,
Pois até de Alzheimer ele pode sofrer...

O que está errado é tu contabilizares
E mostrar aos milhares por aí, que se viu
Pra depois tomar os views

Se fores tomar a quem deste
Não dê, para que não te conteste
Porque isso a todos expõe,
Os iludem, depois eles contrapõe

Oh! You Tube podes crer
Uns os próprios vídeos podem querer ver
Repetidas vezes dar o mesmo play
Se assim for seu desejo
Será seu direito de replay

Não é um erro, se assim o fizer
Pois, podem gostar do que postam
Cada um decide do que gostam
Isso não quer dizer
Que seja parte de um esquema
Como dita o seu lema

Deixem que se iludam,
Cada um na sua liberdade de ir e vir
E milhares de vezes no porvir
Queira uma outra emoção sentir,
Já que disse Heráclito, num mesmo rio
Podes entrar, mas não sentirá o mesmo frio

O que está errado é tu contabilizares
E mostrar aos milhares por aí, que se viu
Pra depois tomar os views

Se fores tomar o que deste
Não os dê, para que não te conteste
Porque isso a todos os expõe
Numa visão superficial,
Isso não é legal

Maria Lu T. S. Nishimura

⁠Dança direito japonesinha

Rebola morena
Rebola loirinha
Dança direito japonesinha

Samba meu peito
Grita meu coração
Ele bate mais forte
Enquanto elas rebolam

Rebola morena
Rebola loirinha
Dança direito japonesinha

Farro no samba com pé direito
Abraço a morena
Na loirinha lasco um beijo
Mas, fico de olho na japonesinha

Rebola morena
Rebola loirinha
Dança direito japonesinha

Lá outro lado tem mais garota
Elas me olham com dedo na boca

Rebola morena
Rebola loirinha
Dança direito japonesinha

A noite termina só quando amanhece o dia
Rebola morena
Rebola loirinha
Dança direito japonesinha

Maria Lu T. S. Nishimura

⁠A janela e a tramela

Milhares de pessoas pelas janelas
Vão espiando a vida
Repetidas vezes
A mesma paisagem repetida

É sempre a mesma janela
Que no tempo corre
E sendo igual é diferente
Porque o que muda nela
É a sua própria tramela

Janelas se abrem e fecham todos os dias
No raiar do dia e no cair da noite
Azul, outras cores ou escarlate
Lá às vezes, o cão late
Às vezes, passa o homem
Vendendo melancia e chocolate

Dia a dia é a mesma janela
Já passaram anos
E até gerações
Mas o que muda nela
É a sua própria tramela

Maria Lu T. S. Nishimura

⁠Meu hino minha oração

Às vezes, na chuva me perco
Deixo molhar o meu rosto
Vou caminhando pelo vento
E num abraço me encontro

Em cada passo que dou
Mais a vida me encanta
Nos olhos me reflete a esperança
E com Deus sempre estou

O sol é muito amigo
E a lua um retrospecto
Onde encontro abrigo
Onde encontro amor

Sempre hei de ter esperança
Que dias melhores virão
Tudo guardarei como lembrança
E farei como hino...minha oração

Às vezes, a tristeza me invade
Deixo molhar o meu rosto
As lágrimas vão pelo vento
Mas num abraço me encontro

Em cada pessoa que vejo
Mais fé encontro em Deus
O vento me sopra um beijo
E nele os carinhos seus

Deus é minha verdade
E a fé faz-me liberdade
Cada passo que dou
Com Deus caminhando vou

Sempre hei de ter esperança
Que dias melhores virão
Tudo guardarei como lembrança
E farei como hino...minha oração

Maria Lu T. S. Nishimura

⁠Hei de ver paz no mundo

Hei de ver a paz no mundo
Se espalhando como sol
Iluminados, salvos tudo
Nenhum cadáver no farol

Solidariedade sempre
Como gesto simples e natural
Repartir o pão, sempre que compre
Fazer o bem muito mais fraternal

Hei de ver a paz no mundo
A igualdade como sol
Iluminados, salvos tudo
Ninguém se prostituindo no farol

Solidariedade sempre
Hei de ver a alegria em tudo
Igual as folhas verdes
A bandeira hastiada no mundo
Proclamando a paz!

Maria Lu T. S. Nishimura

⁠Todos os dias os sons dos cantos dos passarinhos é uma sonora sinfonia à despertar-me para o dia.

⁠⁠Ninguém me define!
Apenas eu me defino, portanto, se quiseres saber de mim, pergunte a mim mesma!

⁠Quebra-cabeças da ilusão

Quebra - cabeça de cada um
É a própria vida
Uns num instante a decifra
Outros precisam de muitas gerações
Aquela onde dizem que o carma está

Eu ainda estou decifrando o mundo
E meu quebra cabeça já concluí
Mas ainda quero descobrir segredos
Desvendar verdades e tudo
E adentrar nalguma emoção

Bem sei que todas as peças que tenho
São gesto, são versos que, às vezes, componho
Às vezes, as mínimas palavras me distraem
Outras vezes até as caladas vozes ecoam
E os ouço estrondosamente...
Ou suavemente...

Mas, o que faz a verdade viva é o viver
Cada um de nós somos únicos
Este é o mistério
Que eu vivo a descobrir
Equânime ...

Em cada quadro que montei
O quebra cabeça resolvi
Por horas minha mãos se cansaram
Mas, de nenhuma peça me esqueci

Quando espalho milhares delas pelo chão
Outro dia recomeço
E o tempo vai desgastado a tinta
Na medida que pedaços no chão
Vão se encaixando no meu coração

Desbotados...mais ainda me lembro...
O vivaz da colorida tinta
Em alguns pedaços fosse necessário retoque
Enfim monto e remonto meu quadro
E me divirto

Afinal de contas todos somos um
E este quebra - cabeça, às vezes, é patético
Por vezes irônico, injusto e, às vezes, poético...
Mas, sobretudo cômico
Porque ainda se prega a paz fazendo a guerra!
Contudo...
Cabe a cada um seu próprio quebra-cabeças
E por aí...
Vão se resolvendo o quebra-cabeça da ilusão!

Maria Lu T. S. Nishimura

⁠Iluminados

Iluminada eu
Iluminado você
Iluminados nós
Iluminados o mundo também

O bem maior é o sol, num lindo dia
Tão lindo em cada amanhecer
Cada flor em seu florescer
São como preces no alvorecer

O sol a iluminar o dia
Tantas coisas belas eu posso ver
Posso também ouvir
Ouvir os sons
De Deus os dons
Mil cantos dos passarinhos
O sopro do vento
De um avião lá céu me vem outro som

Assim de dia e de noite
Vem sempre o céu me iluminar
E quando passa o dia outra luz me encontra
Às luzes se ascendem
E outra vez...

Iluminada eu
Iluminado você
Iluminados nós
Iluminados o mundo também
O bem maior é o sol, que vem
num lindo dia outra vez!

Maria Lu T. S. Nishimura

⁠Marmelada social

Marmelada social compactada
Já vem marcada
Carimbada a nota
Daí desbota a lata
Fica a nata!

Lambuza no doce ó peão
Lambuza no doce ó João
Vai José
Vai Mané
Vai todo mundo adocicado
Vai caboclo e magistrado

Todo mundo tá na marmelada social
Nem parece prejudicial ...ó capital
Ô capital sensacional
Sensação de jornal
passa na televisão, a visão:
Igualitária;
Democrática...
E a tática...
É fantástica!

A e sensação vêm na caixa de bombom
É doce, é doce
Mas, a tolice?
Pergunta a Alice
E o João responde:
- Deixa de burrice!

A sociedade cega e estagnada
Não vê nada;
Não diz nada
Até parece acorrentada
Comendo marmelada!

Maria Lu T. S. Nishimura

⁠Avesso

Eu te amei, me apaixonei
Mas, já me virei do avesso
Fiz mil promessas
Para ver se te esqueço

Te dei um flagra
Te joguei praga, confesso
Mas, me virei do avesso
Pra não chorar

Peguei ranço de você
Não quero mais te ver
Agora é pra valer

Você foi meu desejo sincero
Agora não te quero
Não posso me enganar
Vou deixar de te amar

Peguei ranço de você
Não quero mais te ver
Agora é pra valer

Te dei um flagra
Te joguei praga, confesso
Me virei do avesso
Pra não chorar
Mas, agora te esqueço

Maria Lu T. S. Nishimura

⁠É só uma lembrança

É...é só uma lembrança
Que o pensamento me traiu
Te trouxe tão real pra mim...
Tão perto, tão meu
E tão sua eu

Teu rosto belo e formoso
Teu beijo macio e gostoso
Já não sei se é lembrança
Ou apenas fantasia

Aaah! Memórias de ti
Memórias de mim
Ou apenas minhas ilusões

É...é só uma lembrança
Que o pensamento me traiu
Te trouxe tão real pra mim...
Tão perto, tão meu
E tão sua eu

Ilusões também são lembranças
São verdades vividas nas solidões
De alguém que desejos tem
Mesmo que não vivida com ninguém

Aaah! Memórias de ti
Memórias de mim
Ou apenas minhas ilusões

É...é só uma lembrança
Que o pensamento me traiu
Te trouxe tão real pra mim...
Tão perto, tão meu
E tão sua eu

Maria Lu T. S. Nishimura

⁠Morar em condição de rua não

Morar em condição de rua não!
Isso é desumano para um humano,
mesmo que não tenhas condição!

É preciso fazer algo, urgentemente...
gente não pode ser tratado mal,
até...pior do que um animal!

Há que ter um jeito,
fico martelando no meu peito
em cada pulsar do meu coração...

Piedade, doação...
onde se guarda o dinheiro
do imposto da Nação?

Deus ilumina o coração dos homens,
que comanda este país,
pois não podemos aceitar...
pessoas ao relento, sob o vento,
o frio, a tempestade e o trovão
quase à riscar o chão ...com o nariz!

Maria Lu T. S. Nishimura

⁠Tem horas que só quero ver como fica a imagem do meu pensamento...