Coleção pessoal de MariaAlmeida

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Apenas tenho para te oferecer a minha verdade, aquela que sou, porque sinto, desde os primórdios dos tempos de todas as origens dos tempos, que sempre estivemos juntos e unidos pelo mesmo sentido.

Nunca fugi de mim mesma. Eu sou a minha primeira prioridade e a minha única opção.

Tu és a primavera que aquece o inverno.

Não sou dona de nada, a não ser de mim mesma, por isso sou verdadeiramente feliz.

A meia verdade é a lapidação da total mentira, mais subtil, suave talvez, mas, mesmo assim, demolidora.

Prefiro ser feliz sozinha, se tu vens sem intenção de ficar.

Não vou deixar de ser quem sou, só porque os outros deixaram de ser o que eram.

Cada minuto de ti é um segundo em mim.

Não me decifres. Folheia-me página a página, lê-me capítulo a capítulo, absorve-me frase a frase, soletra-me palavra a palavra. Eu sou o teu mundo. E um mundo sem fim.

Dizer que me importo contigo, é pouco. Dizer que sinto o que tu sentes, é muito.
Então, abraça-me. E não digas nada.

Despiste-me por dentro.

Enquanto procurares, em outras metades, metades de mim, nunca me encontrarás.
Procura-me inteiro. E só a mim. É assim que te quero. Inteiro. E só a ti.

A bola ressaltava uma e outra vez, num movimento contínuo e perfeito, molhada pela chuva miudinha que pingava sem fim.
O silêncio recortava-se no horizonte e o calor era tímido, molhando-me o corpo, ao qual a roupa já aderia como uma segunda e profunda pele.
De sorriso molhado, soltei a gargalhada, os lábios húmidos e quentes, em uníssono com o ladrar do meu imprevisível cão.
O ribombar de um trovão passou por mim e, algures, bem longe, ouvi o zipar do relâmpago azul e branco cortar o ar e cair.
Todo o mundo recolhido e eu aqui, louca como eu só, deliciando-me na chuva.

No meu sonho corria de mãos dadas e julgava-me criança. E quantas vezes quis descrever o que sentia, encontrar o beco com saída, a janela aberta na escuridão, a chave esquecida, e mergulhar no abismo da tua imensidão.

Eu fiz de tudo para tu perceberes que eras tu.

O meu coração sente em comunhão com a minha alma.
Vivo o agora e permito-me abertamente caminhar, sem receios, para receber, com humildade e amor, o que preciso, de acordo com as minhas experiências e percepções, sentindo, percebendo e fluindo.

Nunca esqueças as minhas palavras.
Eu lembro-me de todas elas.

Gosto, sincera e abertamente, de amar a Deus, de ser eu mesma, de rir, de viver, de fazer o bem, de estar em paz, do meu café da manhã, de caminhar descalça, da amizade que tempera os bons e os maus momentos, de ser feliz e de fazer os outros felizes.

O vislumbre daquilo que era tornou-se assustadoramente imperceptível.
O som soava longe, para além das miríades de luzes diáfanas numa noite de lua vazia.
Semicerrei os olhos, na tentativa vã de ver o que eu já sentia.
E o arrepio – um único arrepio – percorreu o meu corpo, volatilizando tudo à minha volta, num turbilhão de sentidos, à margem de todo e qualquer entendimento humano.

Deus, eu sinto-Te e sei que posso, porque a cada madrugada, tudo renovas, recomeças e reinventas em mim.