Coleção pessoal de MariaAlmeida
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Olhei na direcção do horizonte.
Franzi o nariz e ri-me.
As circunstâncias sempre mudam.
Depois de ter superado tanta coisa, de ter conseguido chegar onde estou e de ter entrado em mim, a minha consciência absorve um universo múltiplo como um espelho, clara e poderosa, e é desconcertantemente suave.
Se sou um holograma de mim mesma, onde estarei verdadeiramente?
Quem se intitula poderoso e brinca aos dados com o sentimento alheio é um escravo de si mesmo e eternamente escravo.
A realidade exterior das coisas simples fomenta a beleza interior. E o olhar deslumbrado que a percebe, é, em longo espetro, semente eterna.
Não queira que os outros sejam para si o que nunca foi para os outros.
Perdão é o coração de um amando o do outro.
Não tens o direito de me cobrar por erros que não fui eu que cometi.
Não tenho medo de nada. Nem mesmo da morte. Mas quando ela vier, que me apanhe a sonhar.
Se julgas os outros com base no que deles ouviste dizer, é a ti que condenas.
Não faço qualquer esforço para evitar o meu enorme sorriso quando recordo o teu.
E ela sussurrou.
- Então, não terei de viver todas essas vidas?
A inocência é, muitas vezes, abruptamente amortalhada.
Afinal talvez tenha mesmo de partir sozinha.
Cego é quem apalpa o caminho quando pode ver.
A minha desculpa não é nenhuma.
Primordial é devolver alguma coisa ao mundo, por isso ando devagar.
Existe sempre um caminho em frente e para toda a parte.
Quem desempenha papéis diferentes nunca chega a ter rosto.
Não estou disposta a obrigar-me a fazer o que não quero.
Quando as pessoas se evadem às respostas, as perguntas apenas se confirmam.
Um dedo na consciência tem o peso de uma mão.
Não olhes para mim assim. A tua equação é o afago que deposito em cada nó dos teus dedos e levam os meus braços a abraçar os teus.